Tá vendo, Amanda, você não pode passar nervoso, ela
sente tudo o que você sente! – ele disse preocupado.
Eu sei Bruno, mas foi inevitável, ela falou que a filha
não era sua e eu jamais iria inventar uma coisa dessas, em hipótese alguma. –
eu disse e ele me olhou compreensivo.
Eu sei, e pode deixar, coloquei ela pra fora daqui e a
proibi de chegar perto de mim, se isso acontecer, Dre coloca ela pra fora! –
ele disse e eu ri.
Aconcheguei a minha cabeça no ombro dele, eu estava
cansada, e ele ficou fazendo cafuné no meu cabelo.
Quando eu estava quase adormecendo, escutei algo bem
baixinho...
Eu te amo, pequena! – ele disse baixinho. – Amo você e
essa princesa!
Eu sorri e continuei quietinha, e acabei pegando no
sono mesmo.
Acordei em casa, com Bruno tentando me carregar com
cuidado.
Ei, pode me colocar no chão, eu to pesada! – eu disse
sorrindo pra ele.
Ele me colocou no chão.
Não tá pesada nada, você é a grávida mais linda que eu
já vi! – ele disse e eu sorri.
Obrigada! – eu disse. – To morrendo de fome, você vai
cozinhar pra mim?
O que você quer comer? – ele perguntou divertido.
Macarrão com queijo e suco de manga natural! – eu falei
animada e ele arregalou os olhos.
Tá bom, eu faço, enquanto isso você vai tomar um banho
e descansar essas pernas ok? – ele disse e eu assenti, subindo as escadas.
Quase duas horas depois, ouvi Bruno gritando meu nome e
dizendo que o jantar estava pronto.
A sua filha já até sentiu o cheiro, olha ela mexendo
aqui! – eu disse apontando pra barriga.
Ele colocou a comida e o suco pra mim e ficou ali, me
observando comer.
Você não quer? – eu perguntei.
Não, já enjoei desse prato, sempre faço! – ele disse
rindo. – Pode comer a vontade!
Ficamos conversando algumas coisas banais e depois
fomos jogar vídeo game.
Meu sono era escasso porque eu não tinha uma posição
pra dormir, então ficava acordada vendo o tempo passar.
Bruno ficou ali comigo até uma certa hora e depois
disse que ia dormir, desligamos o vídeo game e a TV e fomos pra cozinha.
Bruno abriu a geladeira e eu vi uma tigela cheia de
morangos *___*
Quero morango! – eu disse manhosa e Bruno riu alto.
Eu sabia que você ia querer! – ele disse, me dando a
tigela de morangos, que pareciam estar suculentos.
Comecei a comer e ele ficou me olhando, e quando nossos
olhares se cruzaram, tenho certeza que pensamos a mesma coisa, no nosso
primeiro beijo.
Eu dei um sorriso tímido e Bruno deu uma gargalhada
alta.
Pensou o mesmo que eu? – ele perguntou e eu assenti.
Acho que sim! – eu disse com as bochechas extremamente
vermelhas.
Vou dormir, que é melhor, Amanda! – ele disse. – Boa
noite!
AQUELE PUTO ME ROUBOU UM SELINHO! QUE ÓDIOOO DELE!
Ele subiu as escadas as gargalhadas e eu o odiei por
isso.
Eu havia entrado nos nove meses, fazia menos de uma
semana, isso quer dizer que minha filha poderia nascer a qualquer momento.
Depois do selinho que Bruno me roubou, nada tinha sido
igual entre nós dois, conversávamos somente sobre a bebê e nada mais, eu não
conseguia olhar pra ele. Eu estava fragilizada, com medo, eu queria ficar com
ele, é lógico, eu o amava, mas o Bruno tinha que aprender, e não era comigo cedendo
que isso ia acontecer.
O telefone não parava de tocar e Bruno ainda estava
dormindo, resolvi atender, podia ser alguém do estúdio ou até mesmo a Carol,
porque eu havia esquecido de carregar o meu celular.
Alô? – eu atendi.
Amanda? – uma voz feminina perguntou.
Sim, quem é? – eu respondi séria.
Renata! O Bruno está? – ela ainda tinha coragem de
ligar pro Bruno? VAGABUNDA.
Ele está dormindo! – eu disse.
Que ótimo, era com você mesma que eu queria falar! –
ela disse ironicamente.
Não tenho nada pra falar com você! – eu disse e já ia
desligando, quando ouvi ela pedir por favor. – Fala logo!
Não sei o que você fez pro Bruno ficar tão apaixonado e
vidrado em você, mas você conseguiu! Bem que eu tentei fazer ele te esquecer. –
Ela disse enfadada e eu bufei. – Mas foi em vão, a cada dez palavras, onze são
o seu nome, e nunca é pra falar mal, só pra elogiar. Mesmo com as fotos de você
com outro cara, ele ficou se culpando por ter falado com você naquele tom.
Não estou entendendo onde você quer chegar! – eu falei,
já irritada com ela.
O negócio é o seguinte, eu só renunciei o que eu sinto
pelo Bruno, porque acredito no amor de vocês, mesmo com você me batendo e
puxando meu cabelo, eu ainda acredito que vocês possam voltar, então eu quero
te pedir uma coisa. – Eu bufei um pouco mais alto. – Não deixa um cara como o
Bruno escapar, ele te ama de verdade e ele é maravilhoso, como homem e como ser
humano! – ela terminou de falar.
Ok, obrigada, mas você não precisava ter me dito tudo
isso, eu já sei! – eu disse, malcriada!
É, mas não gostava lembrar! – ela disse.
E eu desliguei, na cara dela.
Fiquei me sentindo mal depois, mas e daí?
Fui até o quarto do Bruno e ele estava dormindo de
bruços, parecendo um bebê. Sentei ao lado dele, com dificuldade pra me ajeitar
e comecei um cafuné gostoso no cabelo dele.
Fiquei ali o admirando e pensando em todas aquelas
palavras que a Renata havia me dito, ela era uma vagabunda e disso eu não tinha
duvidas, mas tudo o que ela disse era verdade, Bruno era uma pessoa
maravilhosa.
Acho que eu fui um pouco radical em relação a tudo o
que aconteceu, hoje, pensando bem, não era pra tanto, tudo bem que ele falou
coisas que me magoaram, mas não sei o que me deu, eu tava cansada daquelas
briguinhas infantis que eu tinha com o Bruno, sempre por motivos tão
supérfluos. E acho que acabei me precipitando!
Bruno começou a se mexer me tirando dos meus
pensamentos.
Olá! – ele disse e eu sorri. – Tudo bem?
Tudo, não tinha nada pra fazer lá embaixo, e então eu
vim ficar aqui um pouco! – eu disse, sem graça.
Sem problemas! – ele disse esfregando os olhos. – Eu
tenho que ir até o estúdio, resolver algumas pendências.
Ok, eu vou até a casa da Carol, precisamos sair pra
comprar algumas coisas pra mim. – eu disse.
Se quiser te deixo lá, você não vai dirigir com esse
barrigão! – ele disse preocupado.
Pode ser! – eu disse levantando da cama, mas ele me
segurou pelo braço.
Fica aqui mais um pouco comigo, tava tão gostoso o
carinho! – ele disse com uma cara maliciosa e eu enchi o braço dele de tapas.
Então você tava acordado, safado? – eu falei e ele riu
ainda mais.
Acordado não, mas tava num sono leve! – ele disse e eu
ri.
Aquela carinha dele de bebê quando acaba de acordar,
estava me matando, e era melhor eu sair daquele quarto, porque a proximidade
entre eu e Bruno estava ficando extremamente perigosa. E eu estava grávida de
nove meses, não podia passar vontade e nem nervoso e com aquela barriga eu não
ia conseguir fazer nem uma... Melhor deixar pra lá.
muito boa serio nao vejo a horo de ler o pro cimo capitulo
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