Senti alguém beijando minha orelha e acordei rindo,
olhei pra aquela carinha inchada de sono sorrindo e ganhei um selinho.
Bom dia. – ele me disse com um sorriso enorme.
Bom dia, que horas são? – perguntei preocupada.
Oito e meia, está cedo ainda! Se quiser pode voltar a
dormir, é que não resisti a tentação de te irritar. – ele disse, piscando pra
mim.
Não, eu tenho que ir embora, esqueceu do meu carro
quebrado é? – falei
Nossa, é mesmo! Quer que eu resolva pra você? Conheço
um cara que é rápido com essas coisas. – ele falou.
Pode ser, vou no banheiro. – eu disse, acho que eu tava
muito vermelha.
Não antes sem me dar um beijo. – ele se jogou em cima
de mim e ficou me beijando, fazendo cócegas em mim.
Levantei e fui ao banheiro e escutei ele falando
algumas coisas no celular, escovei os dentes, lavei o rosto, amarrei o cabelo e
voltei pra sala.
Consegui, o cara já tá indo lá buscar o seu carro, se
quiser te dou uma carona até sua casa, pra você se arrumar. – ele disse me
abraçando.
Eu fiquei olhando pra ele por alguns segundos. Era
muito estranho estar daquele jeito com o Bruno, ele sempre foi tão distante pra
mim. Na verdade éramos pra ser só amigos, colegas de trabalho, mas houve uma
mudança no percurso e eu tinha muito medo dela.
Tomamos café juntos, e eu decidi pedir um táxi pra ir
pra casa. Ainda bem, porque assim que coloquei o pé dentro do táxi, vi Ryan
parando o carro dele em frente a casa onde ele e Bruno moravam, e gelei. Ainda
bem que ele não me viu, não tava afim de dar explicações a ninguém.
Já havia uma semana que eu e Bruno estávamos “ficando”,
Phil já sabia, já que era o maior confidente de Bruno, Ryan desconfiava e
muito, porque Bruno as vezes dava bandeira.
Pra mim era tudo muito novo ainda, as vezes eu não
sabia como agir, como ficar perto dele.
Naquele dia Phil e Urbana iriam fazer um jantar pro
pessoal da banda, e claro que o Bruno não ia perder a bagunça, a coisa que ele
mais gostava na vida era festa.
Já eram quase onze da noite e eu ainda estava me
arrumando, não sei pra que tanta produção, justamente eu que sempre sou tão
prática com tudo. Tava com tanta saudade da Carol, nos falávamos quase todos os
dias por telefone, mas não era a mesma coisa. Quando contei pra ela sobre mim e
Bruno, ela fez um escândalo tão grande no telefone que até eu me assustei.
Terminei de me arrumar e liguei pro Bruno.
Bruuuubs. – eu disse e ele riu. – Já saiu de casa?
Já to no Phil! – ele disse. – E você?
To saindo de casa agora, daqui a pouco nos vemos,
beijos. – nos despedimos e ele desligou.
Saí com o carro e logo eu estava na casa de Phil. Fui
recebida por Urbana que me disse que os meninos estavam na sala de jogos.
Por enquanto só havíamos chegado eu e Bruno.
E aí, como estão as coisas? – ela perguntou e eu
entendi o sentido da pergunta.
Tudo indo muito bem. – eu respondi sorrindo.
Faz tempo que não vejo ele assim, quieto! – eu
gargalhei junto com ela.
Ouvi um grito chamando meu nome da sala de jogos.
Acho que o Brubs já quer você! – ela disse e fomos
juntas até os meninos.
Dei um selinho nele e um abraço e um beijo em Phil.
Acho que o restante dos meninos não vem, já tá tarde. –
Bruno disse.
Melhor, sobra mais comida pra gente. – Phil disse e
levou um beliscão de Urbana.
O que é isso, Philip Lawrence? – ela disse séria.
Bruno e eu gargalhamos e Phil olhou com medo para
Urbana.
Amanda, você quer me ajudar a arrumar a sala de jantar
enquanto esses dois jogam mais um pouco? – ela perguntou.
Que arrumar que nada, ela quer é fofocar com você,
Mandica. – Phil disse e levou um beliscão, arrancando gargalhadas de todos.
Vamos, Urbana. Deixe esses dois aí. – eu disse e saí
puxando ela pela mão.
Estávamos na cozinha terminando de arrumar o jantar e
recebi uma mensagem do Ryan avisando que realmente os meninos não viriam.
Claro, eles trocavam até o velório da mãe deles por qualquer balada com
vagabundas em Los Angeles!
Fui chamar os meninos pra jantarmos e tudo foi muito
divertido, Bruno como sempre com as suas palhaçadas e Phil não ficava atrás
nenhum pouco.
Voltamos pra sala depois do jantar e ficamos
conversando por mais algum tempo, até que eu olhei no relógio e quase morri.
Bruno, já são quase três e meia da manhã! – eu disse e
ele me olhou rindo. – O que foi?
Bruno não te avisou, Amanda? – Urbana me perguntou.
Avisou o que? – eu disse
Que vamos dormir aqui, oras! – Bruno disse com a maior
simplicidade do mundo, e eu ouvi a gargalhada do Phil.
Acho que eu devia estar com os olhos arregalados e com
a cara mais vermelha do que um tomate maduro, mas fazer o que, eu era assim.
Ah, vamos? – eu perguntei fuzilando Bruno com o olhar e
ele riu.
Vamos, amanhã estamos de folga e no final de semana
temos compromissos, então amanhã podemos passar o dia aqui na casa do Phil, na
piscina, com as crianças, vai ser divertido. – Ele disse isso com aquelas
covinhas fofas e eu não pude dizer não.
Ok, mas eu não tenho roupas aqui. – eu disse.
Ah, mas eu posso te emprestar, Amanda. – Urbana sempre
era muito gentil.
Bom, a conversa está ótima, mas já que a Amanda já está
avisada, podemos ir dormir? Estou muito cansado. – Phil disse.
Claro, eu só vou lá em cima arrumar o quarto pra eles,
seja educado e faça companhia pra eles, Phil! – Urbana disse e saiu.
Eu esqueci de te avisar, Ryan me mandou mensagem que
eles não iam vir, porque tinham outro compromisso. – eu disse.
Melhor mesmo, assim não tenho que dar satisfações da
minha vida pra ninguém. – Bruno disse e me abraçou.
Ai gente, eu vou subindo, to pingando de sono e vocês
já são de casa, só não quebrem nada! – Phil disse isso rindo e me deixando
envergonhada.
Ele se despediu de nós e subiu.
Oi. – Bruno me deu um selinho e eu ri. – Nem ficou
perto de mim hoje né? – ele falou manhoso.
Claro que fiquei, só não fiquei agarrada em você, essa
é a diferença. – eu disse e ele mordeu minha bochecha. – Quando embarcamos pro
Chile? – perguntei.
No domingo a noite! – ele disse. – Uma semana lá e
depois Brasil. – e ele começou com uma das dancinhas dele, me matando de rir.
Urbana logo desceu e disse que era pra subirmos e
ficarmos a vontade.
Bruno entrou no quarto e tirou a camiseta e o chapéu
inseparável dele, e foi pro banheiro e eu me sentei na cama e peguei a camiseta
dele e inalei aquele perfume.
Que delicia, o cheiro mais gostoso que senti na minha
vida, cheiro de Bruno, misturado com perfume, e claro, com o cigarro dele.
Fechei os olhos e comecei a lembrar dessa semana maravilhosa que passamos
juntos.
Todos os dias ele ia lá pra casa e ficávamos vendo TV,
inventando brincadeiras, cantando, contando histórias das nossas vidas um pro
outro, cozinhando, o que nem sempre era uma boa ideia, já que ele não era
nenhum chef de cozinha! Mas muito mais do que isso, era quando nos olhávamos
nos olhos, era tão... Sei lá, especial, sabe?
Existia uma conexão, sempre um sorrindo pro outro,
sempre do mesmo jeito. Quando nos beijávamos era incrível, eu podia sentir as
borboletas no meu estomago, parecia que aquela sensação nunca ia passar, e cada
vez que ele ia embora, parecia levar um pedacinho de mim...
É, acho que to começando a me dar conta das coisas, eu
to apaixonada por ele. Pelo Bruno Mars.
Escutei a porta do banheiro abrir e não tive reação
nenhuma, porque ele já tinha visto que eu estava cheirando a camiseta dele.
Senti minhas bochechas queimarem, e vi ele sorrindo.
Só que ele não estava rindo da situação, ele deu um
sorriso meigo pra mim, um sorriso lindo e eu sorri também.
Tá com sono? – ele disse parando na minha frente.
Eu balancei a cabeça negativamente e ele pegou nas
minhas mãos e me levantou.
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