quinta-feira, 26 de abril de 2012

CAPITULO 53


Carol me ligou e ficamos por duas horas conversando, também liguei pra minha irmã pra conversar, eu não tava afim de subir.
Desliguei o telefone e fui pra cozinha ver se tinha algum chocolatinho ou um docinho pra mim ;) Também sou filha de Deus, né!
Bruno apareceu do nada, tão lindo, parecendo um bebê de bermuda, sem camiseta e meias coloridas, sem contar o cabelo armado. Eu sorri involuntariamente.
Amanda! Você tem que repousar um pouco, vamos deitar! – ele disse tentando parecer indiferente.
Eu já vou! – falei seca também. – Não tem nenhum doce nesse lugar?
Comi algumas besteiras ontem! – ele disse sem graça.
Algumas ou todas? – eu falei rindo.
Tomei um suco e subi pro quarto com ele.
Fiz minha higiene e deitei na cama.
Boa noite! – eu disse me virando pro lado. Eu sabia que ele ia ceder! Homens são previsíveis!
Ei, não vai me dar um beijo? – ele disse manhoso.
Olhei de rabo de olho e pude ver que ele estava com cara de cachorro abandonado.
Me virei e dei um selinho, mas ele me segurou pelo cabelo e aprofundou o beijo. Eu simplesmente adorava quando Bruno fazia isso, ficava toda derretida com aquela pegada, aquele beijo, com aquela respiração, com aquele cheiro! Tá, já sei que sou uma idiota apaixonada, mas quem não seria com Bruno Mars no comando?
Desculpa tá? Não quero te deixar nervosa e nem chateada! – ele disse baixinho com os nossos narizes colados.
Eu assenti e dei um selinho nele.
Não tem motivo pra você ter medo, amor! Eu sou seu! – ele disse com uma cara safada.
Eu não tenho medo Bruno, é só precaução! Não é medo de você trair... Ah, você não vai entender! Deixa quieto! Vamos ver filme? – eu falei rindo.
Ué, você não ia dormir? – ele falou irônico e eu gargalhei.
Ah Bruno, tava fazendo charme e você sempre cede! – eu falei e ele me mordeu.
Ok, vamos ver filme! – ele levantou, ligou o DVD e colocou um filme de comédia pra gente ver!

Já haviam se passado quinze dias desde aquele episódio tão triste na minha vida.
Eu já havia voltado pro estúdio e muitas coisas haviam mudado.
A mais impactante é que Carol e Ryan estavam namorando, isso mesmo, NAMORANDO!
O.O
Eu e Bruno também ficamos assim quando ficamos sabendo, mas eu não disse nada, não era da minha conta. Cada um sabe o que faz!
Aquela tal Renata vivia enfiada dentro do estúdio, dia e noite e não era só eu que estava incomodada, não! Phil e Ari também já tinham conversado com Ryan sobre isso, só Bruno que não se dava conta.
Estávamos ensaiando pra um pocket que íamos fazer em uma boate em L.A, quando Ryan entrou com aquela vaca a tiracolo! Eu não disse nada, pra não irritar o Bruno, mas a minha cara já dizia tudo!
Olá! – ela disse e eu sentia vontade de pular no pescoço daquela vaca loira!
Todos responderam educadamente! Eu tava louca pra tomar um café na Starbucks e Bruno estava muito ocupado com os meninos.
Bruuuubs! – eu disse manhosa e todos riram, inclusive ele. - Quero café!
Amor, quer que o Ryan vá buscar? – ele disse e eu neguei.
Não, quero sair pra tomar um pouco de ar, posso? – perguntei e ele riu.
Sim, mas Dre vai com você! – ele falou autoritário e eu revirei os olhos.
Ok, tchau! – dei um selinho nele e ouvi aquela voz de vagabunda de quinta.
Amanda, será que eu posso ir com você? – Renata me perguntou e a olhei com ódio, mas assenti.
Então vamos! – ela grudou no meu braço e eu só ouvi uma gargalhada de fundo, era o Ryan, com certeza.
Dre nos acompanhou até a Starbucks e ficou nos esperando na porta.
Quer algo, Dre? – perguntei a ele.
Não, obrigado Amanda! – ele disse educado como sempre.
Quando entramos, pegamos uma mesa e Renata já começou falando besteira.
Nossa, você perguntou se o empregado queria alguma coisa? – ela falou com os olhos arregalados, como se aquilo fosse alguma coisa de outro mundo!
Ele não é O empregado, ele é segurança pessoal do Bruno e meu! – eu falei ríspida com ela. – E mesmo se fosse, empregados são pessoas como nós, o que tem demais? – eu falei e ela ficou me olhando com cara de idiota. – O que você vai querer?
O mesmo que você! – ela disse.
Revirei os olhos, bufei e pedi dois cafés iguais.
Amanda, sei que você tem ciúme do Bruno e tal, mas não tem nada haver viu? Eu só admiro o trabalho dele e mais nada! – ela disse se fazendo de inocente e aquilo foi a gota d’água pra mim.
Olha aqui, Renata, eu conheço muito bem mulher do seu tipo, que se faz de amiga, inocente, coitada e etc, mas vou te avisando uma coisa, uma só: Eu estou de olho em você, bem de olho, você pode enganar o Ryan e o Bruno que são idiotas, mas a mim não e na sua primeira gracinha com o MEU namorado, eu parto a sua cara no meio! – Ok, fui meio barraqueira e louca agora, mas as vezes é preciso!
Ela ficou me olhando de boca aberta e cara de coitada e não falou mais nada, eu me levantei e paguei os cafés e saí da Starbucks, e deixei ela sozinha lá dentro.
Vamos, Dre? – falei.
Cadê a moça? – ele perguntou rindo.
Deve ter morrido engasgada com o café! – eu falei e ele riu alto. – Vem Dre, deixa ela aí!
Seguimos pro estúdio e quando cheguei lá os meninos perguntaram dela e eu disse que ela estava tomando ar.
Bruno não engoliu aquela história, ele me conhecia bem.
Terminamos o ensaio e a Renata ainda não tinha voltado, Bruno terminou de pegar as nossas coisas e me chamou.
Amor, vem cá! – ele disse. – O que aconteceu com a Renata, de verdade? – ele me perguntou olhando no fundinho dos meus olhos e eu não ia mentir, não para o Bruno.
Ela falou merda e ouviu bosta! – ele riu do que eu disse.
O que ela fez? – ele perguntou.
Falou do Dre e de você e eu não gostei, e não quero falar sobre esse assunto, vamos embora logo? – eu disse e ele riu.
Vamos, encrenqueira! – ele me abraçou de lado e fomos embora.
Renata ficou sem aparecer por alguns dias, então eu não tava de todo errada não é?
Tudo estava correndo muito bem, no trabalho, em casa, meu relacionamento com o Bruno. Tudo mesmo.

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