domingo, 22 de abril de 2012

CAPITULO 45


NARRAÇÃO BRUNO MARS:
PORRA! ISSO NÃO PODE ESTAR ACONTECENDO COMIGO!
Contei pra Amanda o que havia acontecido e pedi pra ela localizar o Phil pra mim! Eu ia levar um sermão, mas fazer o que? Depois tenho que conversar com o Ryan o fato dele ter saído praticamente correndo. Que tipo de agente ele é?
Graças a Deus, meus advogados já estavam chegando, e logo eu ia ser liberado!
Mas logo pensei como seria quando aquela noticia se espalhasse, minha mãe, meu pai, minha família, e a Amanda.
É, eu omiti algumas coisas na ligação que eu fiz pra ela, não contei o real motivo pelo qual eu fui preso, não ia falar por telefone.
Na verdade fiquei com medo dela não acreditar em mim e colocar tudo a perder! Quero contar só quando estivermos frente a frente, olhando no olho mesmo.
Não demorou muito e os advogados chegaram e eu fui liberado.
Cheguei no hotel e não queria mais nada além de dormir. Liguei pra Amanda pra tranquilizá-la, porque pelo que conhecia dela, ela devia estar desesperada, quando falei com ela a voz tava fanhosa e com certeza ela chorou.
Inventei que tinha me metido em uma briga e ela não engoliu muito.
Dormi.

Já estávamos quase chegando em L.A e Phil não trocou uma palavra sequer comigo. Aquilo ia ser pior do que eu podia imaginar.
A van estacionou na porta de casa e quando eu olhei tinham tantos jornalistas que eu fiquei com medo.
Ryan me tranquilizou e Dre me acompanhou até a entrada da minha casa.
Eu não poderia ter tido recepção melhor.
Amanda veio correndo na minha direção me abraçando e me beijando pelo rosto todo.
Ela tava chorando e aquilo partiu meu coração em pedacinhos.
Amor! – ela disse manhosa e eu suspirei.
Se eu não contasse agora, não ia contar mais.
Precisamos conversar! – eu disse sério e ela me olhou assustada.
Sentamos na nossa cama e eu peguei as duas mãos dela.
Antes de qualquer coisa, me promete que vai me escutar, palavra por palavra? – eu disse e ela assentiu.
Ok, eu menti pra você ontem! – quando eu disse isso, os olhos dela se arregalaram de uma maneira que até eu me assustei. – Quando eu disse que tinha sido preso por causa de briga, eu menti! Fui preso porque fui pego com cocaína no banheiro de uma balada! – eu falei e pude ver a decepção no olhar dela.
As lágrimas dela caíam a medida que eu ia contando os fatos, e pode acreditar, tava doendo mais em mim do que nela.
Quando terminei de falar, ela me olhou e fechou os olhos.
Bruno, porque você teve curiosidade? Se você tem 26 anos e nunca usou, porque ia usar agora? – ela me perguntou, enxugando as lágrimas.
Não sei, Amanda! Naquela hora eu não tava pensando direito, eu não sei! – eu abaixei a cabeça envergonhado e senti vontade de chorar.
Ela passou a mão pelos meus cabelos e eu deitei em seu colo e chorei feito uma criança. Agora tinha caído a minha ficha. Eu estava decepcionando as pessoas que mais me amavam e confiavam em mim, por causa de uma “diversão”, uma curiosidade, uma burrada sem tamanho e talvez sem volta.
Bruno... – ela chamou meu nome tão docemente que me senti uma criança perdida. – Eu to com você, to muito triste, decepcionada, chateada, mas to com você, pro que der e vier! Pra Te proteger, te ajudar, te dar carinho e te amar muito! – é, realmente, Amanda era MUITO especial.
Eu te amo! – eu disse entre soluços e ela me beijou docemente, fazendo com que por alguns minutos eu me esquecesse daquele pesadelo terrível!
Os dias que se passaram foram infernais, tive que comparecer ao fórum algumas vezes e os jornalistas me perseguiam, e eu nunca falava sobre o assunto.
Phil, meu pai, minha irmãs e minha mãe me deram um sermão daqueles, que só eles sabem dar.
E Amanda estava ao meu lado, como sempre!

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