segunda-feira, 30 de abril de 2012

CAPITULO 66


Tá vendo, Amanda, você não pode passar nervoso, ela sente tudo o que você sente! – ele disse preocupado.
Eu sei Bruno, mas foi inevitável, ela falou que a filha não era sua e eu jamais iria inventar uma coisa dessas, em hipótese alguma. – eu disse e ele me olhou compreensivo.
Eu sei, e pode deixar, coloquei ela pra fora daqui e a proibi de chegar perto de mim, se isso acontecer, Dre coloca ela pra fora! – ele disse e eu ri.
Aconcheguei a minha cabeça no ombro dele, eu estava cansada, e ele ficou fazendo cafuné no meu cabelo.
Quando eu estava quase adormecendo, escutei algo bem baixinho...
Eu te amo, pequena! – ele disse baixinho. – Amo você e essa princesa!
Eu sorri e continuei quietinha, e acabei pegando no sono mesmo.
Acordei em casa, com Bruno tentando me carregar com cuidado.
Ei, pode me colocar no chão, eu to pesada! – eu disse sorrindo pra ele.
Ele me colocou no chão.
Não tá pesada nada, você é a grávida mais linda que eu já vi! – ele disse e eu sorri.
Obrigada! – eu disse. – To morrendo de fome, você vai cozinhar pra mim?
O que você quer comer? – ele perguntou divertido.
Macarrão com queijo e suco de manga natural! – eu falei animada e ele arregalou os olhos.
Tá bom, eu faço, enquanto isso você vai tomar um banho e descansar essas pernas ok? – ele disse e eu assenti, subindo as escadas.
Quase duas horas depois, ouvi Bruno gritando meu nome e dizendo que o jantar estava pronto.
A sua filha já até sentiu o cheiro, olha ela mexendo aqui! – eu disse apontando pra barriga.
Ele colocou a comida e o suco pra mim e ficou ali, me observando comer.
Você não quer? – eu perguntei.
Não, já enjoei desse prato, sempre faço! – ele disse rindo. – Pode comer a vontade!
Ficamos conversando algumas coisas banais e depois fomos jogar vídeo game.
Meu sono era escasso porque eu não tinha uma posição pra dormir, então ficava acordada vendo o tempo passar.
Bruno ficou ali comigo até uma certa hora e depois disse que ia dormir, desligamos o vídeo game e a TV e fomos pra cozinha.
Bruno abriu a geladeira e eu vi uma tigela cheia de morangos *___*
Quero morango! – eu disse manhosa e Bruno riu alto.
Eu sabia que você ia querer! – ele disse, me dando a tigela de morangos, que pareciam estar suculentos.
Comecei a comer e ele ficou me olhando, e quando nossos olhares se cruzaram, tenho certeza que pensamos a mesma coisa, no nosso primeiro beijo.
Eu dei um sorriso tímido e Bruno deu uma gargalhada alta.
Pensou o mesmo que eu? – ele perguntou e eu assenti.
Acho que sim! – eu disse com as bochechas extremamente vermelhas.
Vou dormir, que é melhor, Amanda! – ele disse. – Boa noite!
AQUELE PUTO ME ROUBOU UM SELINHO! QUE ÓDIOOO DELE!
Ele subiu as escadas as gargalhadas e eu o odiei por isso.

Eu havia entrado nos nove meses, fazia menos de uma semana, isso quer dizer que minha filha poderia nascer a qualquer momento.
Depois do selinho que Bruno me roubou, nada tinha sido igual entre nós dois, conversávamos somente sobre a bebê e nada mais, eu não conseguia olhar pra ele. Eu estava fragilizada, com medo, eu queria ficar com ele, é lógico, eu o amava, mas o Bruno tinha que aprender, e não era comigo cedendo que isso ia acontecer.
O telefone não parava de tocar e Bruno ainda estava dormindo, resolvi atender, podia ser alguém do estúdio ou até mesmo a Carol, porque eu havia esquecido de carregar o meu celular.
Alô? – eu atendi.
Amanda? – uma voz feminina perguntou.
Sim, quem é? – eu respondi séria.
Renata! O Bruno está? – ela ainda tinha coragem de ligar pro Bruno? VAGABUNDA.
Ele está dormindo! – eu disse.
Que ótimo, era com você mesma que eu queria falar! – ela disse ironicamente.
Não tenho nada pra falar com você! – eu disse e já ia desligando, quando ouvi ela pedir por favor. – Fala logo!
Não sei o que você fez pro Bruno ficar tão apaixonado e vidrado em você, mas você conseguiu! Bem que eu tentei fazer ele te esquecer. – Ela disse enfadada e eu bufei. – Mas foi em vão, a cada dez palavras, onze são o seu nome, e nunca é pra falar mal, só pra elogiar. Mesmo com as fotos de você com outro cara, ele ficou se culpando por ter falado com você naquele tom.
Não estou entendendo onde você quer chegar! – eu falei, já irritada com ela.
O negócio é o seguinte, eu só renunciei o que eu sinto pelo Bruno, porque acredito no amor de vocês, mesmo com você me batendo e puxando meu cabelo, eu ainda acredito que vocês possam voltar, então eu quero te pedir uma coisa. – Eu bufei um pouco mais alto. – Não deixa um cara como o Bruno escapar, ele te ama de verdade e ele é maravilhoso, como homem e como ser humano! – ela terminou de falar.
Ok, obrigada, mas você não precisava ter me dito tudo isso, eu já sei! – eu disse, malcriada!
É, mas não gostava lembrar! – ela disse.
E eu desliguei, na cara dela.
Fiquei me sentindo mal depois, mas e daí?
Fui até o quarto do Bruno e ele estava dormindo de bruços, parecendo um bebê. Sentei ao lado dele, com dificuldade pra me ajeitar e comecei um cafuné gostoso no cabelo dele.
Fiquei ali o admirando e pensando em todas aquelas palavras que a Renata havia me dito, ela era uma vagabunda e disso eu não tinha duvidas, mas tudo o que ela disse era verdade, Bruno era uma pessoa maravilhosa.
Acho que eu fui um pouco radical em relação a tudo o que aconteceu, hoje, pensando bem, não era pra tanto, tudo bem que ele falou coisas que me magoaram, mas não sei o que me deu, eu tava cansada daquelas briguinhas infantis que eu tinha com o Bruno, sempre por motivos tão supérfluos. E acho que acabei me precipitando!
Bruno começou a se mexer me tirando dos meus pensamentos.
Olá! – ele disse e eu sorri. – Tudo bem?
Tudo, não tinha nada pra fazer lá embaixo, e então eu vim ficar aqui um pouco! – eu disse, sem graça.
Sem problemas! – ele disse esfregando os olhos. – Eu tenho que ir até o estúdio, resolver algumas pendências.
Ok, eu vou até a casa da Carol, precisamos sair pra comprar algumas coisas pra mim. – eu disse.
Se quiser te deixo lá, você não vai dirigir com esse barrigão! – ele disse preocupado.
Pode ser! – eu disse levantando da cama, mas ele me segurou pelo braço.
Fica aqui mais um pouco comigo, tava tão gostoso o carinho! – ele disse com uma cara maliciosa e eu enchi o braço dele de tapas.
Então você tava acordado, safado? – eu falei e ele riu ainda mais.
Acordado não, mas tava num sono leve! – ele disse e eu ri.
Aquela carinha dele de bebê quando acaba de acordar, estava me matando, e era melhor eu sair daquele quarto, porque a proximidade entre eu e Bruno estava ficando extremamente perigosa. E eu estava grávida de nove meses, não podia passar vontade e nem nervoso e com aquela barriga eu não ia conseguir fazer nem uma... Melhor deixar pra lá.

CAPITULO 65


Eu estava na casa do Bruno há quase dois meses. Nós tínhamos ido ao Havaí, contamos tudo pra família dele, que ao contrário do que eu pensei, ficaram extremamente felizes, me paparicaram e tudo o mais, e voltei com mais uma mala de roupa pra minha filha.
Eu havia acabado de entrar no sétimo mês, e acho que nunca havia sido tão paparicada na vida, tanto pelo Bruno, quanto pelos demais!
Minha família viria pra L.A depois que a bebê nascesse pra nos visitar.
Eu e Bruno estávamos na mesma, ele tentava e eu recuava, eu tava mostrando pra ele que nem tudo é do jeito que ele quer que seja.
Com o tempo fiquei sabendo que ele saiu várias vezes com aquela tal Renata, mas que nunca levou mulher alguma pra dentro da casa dele, ali era como se fosse um santuário meu e dele, segundo o Phil.
Bruno passava a maioria das tardes comigo, conversava mais com a minha barriga do que com qualquer outra pessoa.
Ainda não havíamos escolhido o nome dela, queríamos ver a carinha juntos pra decidir.
A imprensa já sabia da minha gravidez e não deixava o Bruno em paz, mas ele como sempre saía de todas as saias justas em que era colocado.
Eu tinha medo das minhas reações perto do Bruno, mesmo que não tivéssemos nada, era claro de ambas as partes que ainda existia algo muito forte. Éramos conectados.
Acordei no meio da madrugada, acho que eram duas e meia ainda, a bebê não parava de mexer e estava me incomodando, então fui até a cozinha, peguei umas pedras de gelo e fui pra varanda.
Desde o inicio da gravidez eu chupava gelo porque diminuía os enjoos, e não perdi a mania, acho que me acalmava, pela falta do cigarro.
Estava distraída ali, olhando pro nada e pensando em um monte de coisa.
Comecei a cantarolar uma canção qualquer e senti o perfume inconfundível do Bruno.
Oi! – eu disse sorrindo.
Tá tudo bem? – ele perguntou coçando os olhos, com sono.
Eu ri.
Tá sim, é que a bebê tava chutando muito e ficar deitada tava me incomodando, daí vim aqui fora tomar um ar. – eu disse e ele sentou do meu lado.
Ah, eu perdi o sono! – ele falou enrolando seus cachinhos nos dedos.
Amanhã eu tenho médico! – eu disse, quebrando o silencio que se instalara entre nós dois.
Eu vou te levar, já desmarquei meus compromissos pela manhã! – ele disse e eu assenti. – O novo cd tá ficando foda! – ele disse tão animado, que eu senti saudade de estar no estúdio com eles.
E sai quando? – eu perguntei e ele deu de ombros.
Quando estiver bom! – ele disse e eu revirei os olhos, essa calma do Bruno me mata.
Continuei chupando gelo e ele ficou me olhando com uma cara engraçada, como se eu estivesse cometendo algum crime.
O que foi? – eu perguntei.
Não faz mal pra bebê – ele perguntou assustado.
Claro que não, né Bruno! O médico disse que não tem problema! – eu falei e ele riu.
Vou ser um pai chato! – ele disse.
Cuidadoso, é diferente de chato! – eu disse. – Acho que vou tentar dormir, agora que essa princesa já acalmou. – eu falei sorrindo. – Boa noite, Bruno.
Ele sorriu e eu subi pro quarto.
No dia seguinte, acordamos cedo pra irmos a consulta do pré natal!
Quando chegamos ao consultório, a cara da recepcionista foi a mais engraçada que eu já vi na vida, ela tentava parecer normal, mas deixava tudo cair e depois ficou tentando disfarçar com o celular pra tirar uma foto do Bruno.
Eu e ele ríamos disfarçadamente, pra ela não perceber que percebemos.
A consulta foi tranquila, a bebê estava ótima, os batimentos ótimos, o peso e tudo, estava muito bem.
Amanda, eu tenho que passar no estúdio, tem algum problema pra você? – ele perguntou receoso.
Claro que não, aproveito e dou um beijo nos meninos! – eu disse animada.
Na verdade eu tava morrendo de saudade de tudo aquilo, do meu trabalho, das nossas tardes, das nossas bagunças, dos meus cafés.
Chegamos no estúdio e senti Bruno um pouco apreensivo, entramos e então eu finalmente entendi qual era o problema, a Renata estava lá.
Cumprimentei a todos com educação e nem na cara dela olhei.
Todos vieram me paparicar, pegar na minha barriga, e a bebê começou a ficar agitada, fazendo todo mundo cair na gargalhada.
Fui ao banheiro, porque já estava ficando difícil segurar o xixi nesse estágio da gravidez.
Quando voltei parei no meio do corredor porque ouvi vozes na sala de mixagem.
Eu já disse pra você que não temos nada, Renata! É difícil pra você entender? – ouvi Bruno falar em tom ameaçador.
Agora que ela voltou, você não precisa mais de mim não é? Mas quando ela te deu um pé na bunda eu servi pra muita coisa! – Renata disse chorando.
Renata, entende de uma vez por todas, mulher como você a gente leva pra cama e depois TCHAU! – ele disse e eu ri, e tinha avisado sobre aquela vaca.
Você é muito idiota Bruno, como pode acreditar que esse filho é realmente seu? – ela disse irônica.
AHHHH, MAS AGORA ELA FALOU O QUE NÃO DEVIA.
Entrei como uma louca na sala de mixagem, abri a porta com tudo e os dois me olharam assustados.
QUERO VER VOCÊ PROVAR QUE O FILHO NÃO É DELE, SUA VAGABUNDA! – Eu disse gritando e agarrando no cabelo dela.
Bruno tentou me segurar e pediu pra eu parar, mas estava mais difícil me segurar sem machucar a minha barriga.
Esfreguei a cara dela no chão e quase arranquei metade dos cabelos dela, quando Dre entrou e me levantou com uma pena.
AMANDA! PÁRA JÁ COM ISSO! – escutei a voz do Bruno dizendo, enquanto eu me debatia no colo de Dre.
VOCÊ OUVIU O QUE ELA DISSE? QUE O FILHO NÃO É SEU! ELA É LOUCA OU O QUE? – Eu disse olhando pra ela que estava jogada no chão chorando.
VOCÊ TÁ GRÁVIDA! JÁ CHEGA! – ele disse com os olhos arregalados. – Dre, pode levar ela pra fora.
Os meninos já haviam ido embora e só estávamos nós dentro do estúdio, fiquei sentada esperando, minha filha estava mais do que agitada na minha barriga e eu me senti culpada por parecer uma barraqueira de favela grávida brigando por causa de homem, mas o que ela disse mereceu, sem contar que já fazia muito tempo que eu queria dar na cara dela, isso é um fato!
Logo Dre passou com ela, que quase se enfiou na parede com medo de mim, e logo depois Bruno saiu sério.
Vamos esperar o Dre, e vamos embora ok? – ele disse sem olhar pra mim.
Ele ficou sério olhando pra baixo e minha barriga parecia um baile funk, de tanto que aquela menina rebolava.
Bruno olhou pra minha barriga e colocou a mão, acariciando.

domingo, 29 de abril de 2012

CAPITULO 64


Continuamos ali por mais um tempo, mas sem falar de nós dois! Ele me perguntava das sensações de estar grávida, dos desejos, dos enjoos, de tudo, ele tava tão fofo, prestando atenção em cada palavra minha.
E eu parecia um papagaio, falando mais do que a boca permitia, ele disse que depois queria ver todas as roupinhas e que ia comprar mais.
E de repente veio aquele silencio que todo mundo odeia, sabe?
É, tá com fome? – ele perguntou.
Ainda não! – eu respondi. – Na verdade só como depois das dez da manhã e ainda não são nem oito! – eu falei e ele riu.
Ah tá! – ele disse e ficamos em silencio de novo!
É, eu preciso encontrar um lugar pra ficar de novo, já que não vou voltar pro Brasil! – eu disse e ele me olhou sério.
Amanda, você vai ficar aqui! – ele disse e eu recuei.
Não Bruno, eu não posso, e agora você tem a sua vida! – eu falei séria.
Amanda, não tem mais nem menos, você fica aqui, no outro quarto, ou no que era nosso mesmo! Ninguém vem aqui em casa se é esse o seu medo! – ele disse, rindo maliciosamente.
Não! Eu não tenho que ter medo de nada, não temos mais nada mesmo, a não ser uma filha, então por mim tanto faz. – eu disse.
Sei que aquilo foi um tapa na cara dele, mas eu não ia perder a oportunidade, Bruno não ia me ganhar tão fácil assim.
Então tá decidido, você fica aqui, no quarto em que a gente dormia, e pronto! – ele disse isso, rindo.
Ok, então acho que posso subir pra descansar um pouco as minhas pernas, porque senão daqui a pouco começa a inchar! – eu disse e ele levantou rápido pra ir arrumar o quarto pra mim.
Quer que eu te acorde? – ele perguntou.
Não, coloco o celular pra despertar dez horas, tenho que tomar a minha vitamina. – eu disse e saí em direção as escadas do “meu” quarto.
Acordei com um cheiro delicioso de café e de pão de queijo, sim, Bruno aprendeu a amar pão de queijo por minha causa.
Levantei, fiz minha higiene matinal e desci.
Ele estava... DELICIOSO!
Sem camiseta, só de bermuda e avental e descalço.
Não faça isso comigo Bruno, to sem ver uma carrot há quatro meses e meio!
Eu ri do meu pensamento e ele percebeu.
Já acordou? – ele perguntou sorrindo.
Já, tenho que tomar a minha vitamina e esse cheiro de café está delicioso! – eu disse roubando um pão de queijo da sua mão.
Ele se abaixou e deu um beijo na minha barriga. – Bom dia, filha!
Eu queria evitar o contato físico com ele, mas também não podia impedi-lo de tocar na minha barriga.
Ele terminou de preparar o café e sentamos juntos pra comer.
Estávamos conversando animadamente quando o celular dele tocou, e ele arregalou os olhos.
Alô? – ele disse, receoso! – To Em casa, não vou pro estúdio hoje! Aconteceram algumas coisas importantes! – ele falou isso olhando pra mim e me dando um leve sorriso. – Tá ficando louca? É claro que você não vai vir aqui, nunca veio, não vai ser agora que vai! Depois eu te ligo porque estou ocupado! Tchau. – e desligou.
Tive vontade de rir do desespero dele, mas fiquei quieta.
E aí, vamos comprar roupinhas pra essa boneca hoje? – ele falou animado.
Mais roupas, Bruno? Ela tem milhares! – eu disse.
Mas nenhuma que o papai tenha dado, então vamos comprar! – ele disse autoritário.
Ok! – eu disse.
Amanda, no final de semana podemos ir até a casa dos meus pais? Quero que eles saibam da novidade! – ele disse e eu suspirei fundo.
Senti medo do que eles iam pensar de mim por não ter contado ao Bruno antes.
Tudo bem, você já contou pra mais alguém? – eu perguntei.
Ainda não deu tempo, mas vou ligar pro Phil e pra Urbana mais tarde! – ele disse e eu assenti.
Ficamos ali mais um tempo e depois saímos pra comprar as benditas roupinhas que o Bruno queria.
ONDE MINHA FILHA IA USAR TUDO AQUILO?
Bruno é extremamente exagerado, comprou tanta roupa que nem vai dar tempo dela usar, mas eu o deixei, ele estava tão feliz, tão fofo comprando as roupinhas.
Paramos na Starbucks e eu senti um arrepio, mas fiquei quieta, sei que ele também sentiu a mesma coisa.
Quando estávamos saindo, senti milhares de flashes sobre mim, e Bruno me abraçou com força, justamente naquele dia estávamos sem o Dre, droga!
Com licença, por favor! – Bruno pedia com tanta educação.
E aquele perfume, Ai Deus!
Chegamos em casa a tarde e eu estava exausta, meus pés inchados e formigando.
Deitei no sofá e Bruno logo veio com um copo de suco de laranja com beterraba, não sei quem foi que disse isso pra ele, mas tudo bem.
Tomei e realmente estava uma delicia, ele sentou perto das minhas pernas e ficou me olhando e eu fiquei super sem graça, desviei o olhar pra minha barriga.
Seus pés estão muito inchados, eles doem? – ele perguntou preocupado.
Não, só formigam, é chato! A Carol ou o Ryan sempre fazia massagem pra parar e desinchar! – Quando eu disse isso, ele fechou a cara, muito provavelmente por ciúme do Ryan.
Tem que passar algum creme ou algo do tipo? – ele perguntou.
Não, só as mãos mesmo, mas não precisa se preocupar, daqui a pouco passa! – eu disse afastando os pés.
Bom, então vou tomar um banho e descansar, amanhã tenho que ir cedo pro estúdio. – ele disse e eu somente assenti.
Fiquei ali na sala vendo um pouco de TV enquanto Bruno tomava banho. Não demorou muito e ele desceu, daquele mesmo jeito fofo, meias coloridas, sem camiseta e bermuda, será que ele nunca mudava o figurino!
Vou dormir, Amanda! – ele disse beijando meu rosto. – Amanhã saio cedo, mas se precisar de qualquer coisa sabe onde me encontrar.
Ok! Eu vou ficar bem, pode deixar! – eu disse sorrindo pra ele.
Mais uma vez ele beijou e acariciou minha barriga falando palavras carinhosas pra NOSSA filha!

CAPITULO 63


Sentei ao lado dele, e coloquei uma das minhas mãos sobre a minha barriga e suspirei.
Bruno, eu descobri que estava grávida quase dois meses depois que nos separamos, e eu já estava de três! – eu disse e ele prestava extrema atenção a cada palavra minha. – Mas eu estava tão magoada e tão ferida com tudo o que você me disse, que não queria nem te ver pintado de ouro na minha frente, por isso eu não atendia a suas ligações, e nem queria te ver, você ia perceber as mudanças e eu não queria. – eu disse abaixando a cabeça.
Você acha que e não tinha o direito de saber? Nós sofremos juntos a perda do outro bebê, Amanda, e você ia me tirar o direito de saber desse bebê? – ele disse com os olhos apertados.
Fiquei com medo de você achar que o filho não era seu! – eu disse baixinho, mas ele escutou.
AMANDA! Eu nunca pensaria uma coisa dessas de você! Você também acha que eu sou o que? Depois de tudo o que passamos juntos, eu jamais duvidaria de você! – ele disse me olhando nos olhos.
Mas duvidou naquele dia da briga! – eu falei, ressentida.
Eu estava nervoso, Amanda! E todas as vezes que eu fui atrás de você depois, era pra tentar te pedir desculpas, porque eu percebi que eu estava errado, que falei coisas que te magoaram profundamente, mas quando se perde a cabeça, se perde a razão também! – Ele falou com os olhos cheios de lágrimas.
Bruno... – eu respirei fundo. – Me desculpa, sei que eu estou errada! – eu disse e abaixei a cabeça, morrendo de vontade de chorar.
Ele segurou as minhas mãos.
Ei, vamos deixar nossas diferenças de lado só um pouquinho hein? – ele disse, levantando o meu queixo e me olhando nos olhos.
Eu dei um sorrisinho fraco.
Você já sabe o sexo? – ele perguntou com os olhos brilhando.
Sim, menina! – eu disse com um sorriso do tamanho do mundo
MENINA? – Ele disse com os olhos arregalados e me abraçou subitamente, quase me derrubando do sofá, e eu dei uma gargalhada escandalosa.
Foi um abraço tão gostoso, não só de felicidade pela nossa filha, mas também de saudade, amor...
Me agarrei naquele cabelo lindo que eu tanto amava e enfiei meu rosto na curva do pescoço dele, inalando aquele perfume que só o Bruno tinha.
Nos separamos e olhamos um pro outro sorrindo.
Obrigado! – ele disse.
Porque? – eu perguntei ainda sorrindo.
Por me proporcionar o melhor presente da minha vida! – ele disse e eu sorri mais ainda. – Já escolheu um nome pra essa boneca? – ele perguntou, curioso.
Ainda não, eu queria ver a carinha dela primeiro, pra depois escolher. – eu disse acariciando a minha barriga.
Posso? – ele perguntou esticando a mão.
Claro! – eu disse, deixando ele colocar a mão na minha barriga.
Ele chegou um pouco mais perto, e foi inevitável não estremecer com aquele toque.
Oi bebê, tudo bem? Aqui é o seu papai! – ele disse alisando a minha barriga e eu ri.
E também senti algo MUITO estranho.
Ela mexeu, e mexeu muito, como nunca havia mexido.
Eu arregalei os olhos e Bruno deu uma gargalhada alta.
CARA, isso é demais! – ele disse rindo muito.
Ela nunca mexeu assim, Bruno! – eu disse com os olhos arregalados.
Sério? – ele perguntou. – Ela não resistiu ao charme do pai dela. – Ele disse piscando e eu quase caí do sofá.

CAPITULO 62


Onde ela está? – eu já atendi desesperado e ouvi a risada dele.
Ela tá chegando com a Carol, pelo portão principal, eu to saindo de casa ainda! Vai dar tempo, relaxa, man! – ele disse e eu desliguei na cara dele.
Minhas mãos estavam suando e tremendo, faziam mais de quatro meses que eu não a via, e não ia fácil, não mesmo! Eu tava parecendo com uma menina de doze anos!
Fui pro saguão do aeroporto e fiquei ali, sentado, de cabeça baixa e com meu boné. Acho que ninguém ia me reconhecer aquela hora da manhã.
Não demorou muito e escutei a gargalhada escandalosa da Carol e levantei a minha cabeça...
O QUE ERA AQUILO?

NARRAÇÃO AMANDA:
O QUE O BRUNO TÁ FAZENDO AQUI?
Eu olhei desesperada pra Carol e pro Ryan!
Não acredito que Ryan fez aquilo comigo!
Bruno estava ali, parado, em pé, me olhando com aqueles olhos arregalados.
O que eu ia fazer? O que eu ia falar?
Não tive tempo pra pensar em mais nada, só pra sentir as duas mãos do Bruno em cima da minha barriga, e as lágrimas escorreram dos meus olhos.
O que é isso, Amanda? – pude ouvir ele perguntar com a voz embargada. – Porque você não me contou?
Eu fechei os olhos e respirei fundo.
Bruno... – eu tentei dizer.
Amanda, você está esperando um filho meu, e não ia me contar? – ele disse decepcionado.
Bruno, calma! – Carol disse. – Ela não pode ficar nervosa!
Ok! – ele disse de um jeito calmo demais. – Você não vai embarcar! – ele disse e eu arregalei os olhos.
Como assim, não vou embarcar? Eu tenho que ir embora! – eu falei alto.
Não tem não, você tem que me explicar tudo, por favor Amanda! – ele disse e eu estremeci com aquela voz.
Respirei fundo e olhei pra Carol e pro Ryan, que estava até suando de tanto medo.
E a reação do Bruno não foi tão ruim quanto eu imaginava. Pelo menos até agora!
DROGA! Eu não ia poder embarcar mesmo, era capaz dele colocar o FBI atrás de mim, então o jeito era voltar pra trás e encarar aqueles malditos olhos.
Tudo bem, mas só vamos conversar hein? Já perdi o voo mesmo! – eu falei revirando os olhos.
Amiga, vou embora então, porque tenho que trabalhar, você vai ficar bem? – ela perguntou se referindo ao Bruno.
Claro, fica tranquila, depois eu te ligo! – eu disse dando um beijo no rosto dela.
Tchau Mandica! – Ryan me disse.
Tchau, traidor! – eu falei e ele arregalou os olhos.
Bruno pegou todas as minhas malas e foi em direção ao carro dele, sem darmos uma única palavra. Ele estava estranho, com olheiras, triste, mais magro!
Também, quem aguentava aquela vida de badalação dele? Tinha que estar assim mesmo.
Vamos conversar em casa, ok? – ele disse me tirando dos meus pensamentos.
Somente assenti, não tinha mais o que fazer!
Logo chegamos a casa dele, e então eu me lembrei que eu já havia entregado o apartamento que eu tava hospedada, e agora?
Entramos, e nada havia mudado por ali, achei que eu ia encontrar calcinhas pelo chão e perfume de mulher vagabunda pra todo lado, mas só encontrei o MEU perfume.
Bruno colocou as coisas dele na mesa da sala, tirou o tênis e sentou em posição de índio no sofá e ficou me olhando, e eu não sabia o que fazer.
Em um ano tanta coisa aconteceu nas nossas vidas, mas com certeza a minha filha era a melhor, e nada e nem ninguém ia estragar esse momento mágico que eu estou vivendo.
Estou esperando, Amanda! – ele disse num tom sério e eu estremeci.

CAPITULO 61


NARRAÇÃO BRUNO MARS:
CARALHO! O QUE O RYAN QUER COMIGO UMA HORA DESSA?
Eu tava com uma puta dor de cabeça, tinha ido pra balada na noite anterior e bebi o bar inteiro.
Alô? – eu disse irritado.
Tava dormindo ainda? – Ryan perguntou e eu bufei.
É claro! O que você quer? – perguntei seco.
Olha Bruno, sei que eu não deveria estar te contando isso, Amanda e a Carol vão me odiar... – quando ele tocou no nome ‘dela’ eu gelei. – Mas amanhã a Amanda vai embarcar pro Brasil, e vai embora de vez! – ele terminou de falar e eu engoli seco.
E o que eu tenho haver com isso, Ryan? – eu perguntei, tentando parecer indiferente.
Tem algo que você precisa saber, Bruno! Na verdade, ver também! – ele falou e eu respirei fundo.
Eu não queria encontrar ela de novo e ter que reviver todos aqueles sentimentos, que foram os melhores da minha vida. Se ela queria ir embora e deixar toda nossa história pra trás, que fosse então, eu é que não ia até o aeroporto implorar nada pra ela.
Bruno...BRUNOOOOOO, tá aí ainda? – Ryan perguntou me tirando do transe.
Tô! – eu disse. – Vou ver se dá pra eu ir, Ryan! E espero que seja realmente importante.
Ele insistiu que era, desliguei e fui tentar voltar a dormir.
O dia se arrastou lentamente, depois daquela ligação do Ryan, nada mais foi igual, eu senti um aperto no coração. Nós não estávamos mais juntos, mas a ideia dela ir pro outro lado do mundo me apavorava. Eu não queria ficar sem a Amanda!
Tudo bem que nos últimos tempos, desde a ultima vez que tentei falar com ela, sei que não me comportei muito bem, mas eu tinha a necessidade de mostrar pra ela que eu estava bem, estava seguindo com a minha vida.
Eu tinha a mais absoluta certeza que eu estava magoando a Amanda, mas também tinha certeza que uma hora ela ia ceder. Mas ela não cedeu!
Ah, quer saber de uma coisa? Vou no aeroporto amanhã sim, não pra impedi-la, mas pra me despedir dela e dizer o quanto eu a amo! Mesmo que ela vá embora, ela precisa saber disso! Não é possível que ela esqueceu de tudo o que passamos juntos.
Fui até o estúdio e adiantei algumas coisas pra poder chegar mais tarde no dia seguinte, e voltei pra casa.
Lembrei de uma caixa de fotos minhas e da Amanda, e de todos os países eu já visitamos em turnê. Fiquei ali por horas e adormeci com aquelas fotos ao meu redor.
Acordei no dia seguinte, desesperado. Eu havia esquecido de perguntar pro Ryan qual era o horário do voo dela!
E se ela já tivesse ido? Eu não ia me perdoar, não mesmo!
Peguei meu celular e fui pro banheiro tomar banho e me arrumar, a porra do celular do Ryan só dava caixa postal. Eu não podia ligar pra Carol, ela ia contar pra Amanda.
Peguei o carro e saí dirigindo que nem louco, ainda eram 04:00 da manhã e o aeroporto geralmente era vazio a essas horas. Tinha que dar tempo! Os voos pro Brasil geralmente eram cedinho.
Em menos de meia hora eu já estava estacionando o carro no aeroporto e meu celular tocou.
Era o Ryan.

sábado, 28 de abril de 2012

AVANCE DA MADRUGADA


Claro! – eu disse, deixando ele colocar a mão na minha barriga.
Ele chegou um pouco mais perto, e foi inevitável não estremecer com aquele toque.
Oi bebê, tudo bem? Aqui é o seu papai! – ele disse alisando a minha barriga e eu ri.
E também senti algo MUITO estranho.
Ela mexeu, e mexeu muito, como nunca havia mexido.
Eu arregalei os olhos e Bruno deu uma gargalhada alta.
CARA, isso é demais! – ele disse rindo muito.
Ela nunca mexeu assim, Bruno! – eu disse com os olhos arregalados.
Sério? – ele perguntou. – Ela não resistiu ao charme do pai dela. – Ele disse piscando e eu quase caí do sofá.


"PRÓXIMOS CAPITULOS... VIU LIAN...KKKKK"

CAPITULO 60


NARRAÇÃO AMANDA:
Nunca imaginei que fosse ser tão difícil ficar longe dele. Do cheiro, dos beijos, do abraço, do carinho e até das malcriações. Mas fazer o que? Ele quis assim, não foi? E na verdade era melhor assim.
O que mais me doía era ver tudo o que estava acontecendo na vida dele? Todo dia uma noticia diferente, Bruno envolvido com bebida, Bruno envolvido com mulheres.
E aquele amor que ele dizia sentir, onde foi parar? No rabo daquelas piriguetes que ele andava comendo por aí!
E ainda tinha o maldito segredo! Maldito não, foi só força da expressão.
Mas com certeza, se Bruno me visse ia perceber, eu havia mudado muito, era muito perceptível.
E também com aquele tamanho de barriga.
É, eu estava grávida de novo! Quase cinco meses. Uma menina!
Bruno não sabia, pelo óbvio, eu não contei assim que fiquei sabendo e agora andava fugindo dele que nem louca! Sei que estava tudo errado, mas fazer o que? Agora não tinha mais como voltar atrás.
Eu não fiz nada de errado, quem tinha que se arrepender era ele, não eu! Bruno disse coisas que me magoaram profundamente, ele achou que eu era o que? Uma vagabunda de esquina? Uma Renata da vida? Não, ele tava bem enganado!
Mas quando eu descobri a gravidez, fiquei com medo do que ele podia pensar e por isso não contei, mas na verdade, eu e Bruno nunca terminamos, eu que fui embora.
E ele resolveu seguir com a vida dele.
E eu seguiria com a minha, por mais forte que fosse o que eu sentia por ele.
No dia seguinte, eu ia embarcar pro Brasil. Ia voltar a vida normal.
Eu estava na casa da Carol, fui até lá pra acertar algumas coisas com ela antes de viajar, e Ryan chegou.
Olá barriguda! – ele disse acariciando a minha barriga.
Oi! – eu disse sorrindo pra ele.
E aí, tem certeza que não quer renovar o contrato? Ainda dá tempo! – ele falou animado.
Não Ryan, não vou ter tempo e não posso, você sabe! – eu falei, acariciando a minha barriga.
Você vai embora sem contar pra ele, Amanda? – eu assenti. – Amanda, isso não tá certo e você sabe! – ele disse me repreendendo.
Eu sei Ryan, mas agora é tarde, eu não vou contar e vocês nunca mais vão me ver na vida! Quer dizer, o Bruno não vai mais me ver! – eu falei triste.
Mandica, sei que eu não tenho nada haver com isso, mas o Bruno é o pai, é direito dele saber que vai ter um filho, e direito dessa coisa gorda que está aí dentro de você! – ele disse.
Já disse que minha filha não vai ser gorda! – eu falei emburrada.
Gorda e com um olho enorme! – ele disse as gargalhadas. – Vai ser a cara do pai pra você pagar a sua língua.
Mandei o dedo do meio pra ele.
Ei, tem menores no recinto! – ele disse e eu ri. – Mas é sério, Amanda! Se o amor de vocês era tão forte assim, porque um dos dois não cede? Na verdade ele já cedeu várias vezes vindo atrás de você, mas a senhorita não dá o braço a torcer! – ele falou.
Não dou mesmo! – eu disse bicuda. – O Bruno tem que aprender que na vida a gente também recebe NÃO!
Quando ele descobrir, eu to ferrado, vai sobrar pra mim, eu sei! – ele falou pensativo e eu ri.
Não vai sobrar pra você e ele também não vai saber! – eu falei e ele revirou os olhos.
Cadê o meu amor? – ele disse e eu ri.
Tá lá no quarto! E eu vou indo embora, amanhã vocês vão comigo no aeroporto né? – eu perguntei.
Vamos! Mas você tem certeza que quer ir mesmo embora? – ele perguntou receoso.
Tenho Ryan! Eu preciso! Não posso mais ficar me escondendo em casa ou dentro de um carro só pro Bruno não saber o que está acontecendo! – eu desabafei.
Amanda, vou falar de novo, ele vai ficar muito decepcionado com você! – Ryan falou e eu dei de ombros.
Mais do que eu fiquei com ele? Não vai, não! – eu falei.
Dei um beijo no rosto dele, gritei um TCHAU pra Carol e voltei pro apartamento onde eu estava hospedada.
Entrei no quarto, tirei minhas sapatilhas que estavam me matando e a roupa que tava me matando de calor. Me olhei no espelho e sorri.
Eu estava uma grávida linda, meu cabelo tava maravilhoso e minha pele também.
Sorri e acariciei a minha barriga. Minha bebê não mexia muito, só as vezes, e olha que todo mundo conversava com ela o tempo todo.
Quer dizer, eu, a Carol e o Ryan que eram os únicos que sabiam da minha gravidez.
As vezes eu me sentia muito mal pelo fato de estar escondendo aquilo do Bruno, mas sabe, eu vi tantas coisas que me magoaram muito mais do que as palavras dele, vi ele esfregando as mulheres na minha cara, todo dia saía uma foto diferente dele com uma mulher diferente, sem contar as declarações nojentas que elas davam aos meios de comunicação falando sobre as intimidades delas com o Bruno. Aquilo só podia ser pra me humilhar!
Eu não ia conseguir olhar naqueles olhos amendoados nunca mais na minha vida! Eu morri de saudade do cheiro, do beijo, do abraço, de tudo, mas não ia me rebaixar, não depois de tudo o que eu escutei.
Fui até o guarda roupa e peguei algumas roupinhas da bebê e fiquei olhando, emocionada.
Queria tanto que o Bruno tivesse comigo nesse momento, do meu lado, acariciando a minha barriga, me enchendo de mimos e vendo crescer o fruto do nosso amor dentro de mim!
Mas era melhor deixar as coisas como estavam! Minha filha tinha um pai e isso ela ia saber de qualquer jeito e depois que ela nascesse eu contava tudo pra ele!
Ah, sei lá. É melhor eu deixar de pensar nisso, e terminar de arrumar as minhas coisas pra amanhã.

CAPITULO 59


O que você disse? – perguntei, desestabilizada.
O que você ouviu! – ele disse seco.
Se é guerra que Bruno quer, guerra o Bruno terá!
Tudo bem! – eu disse e fui em direção ao closet.
Ele continuou parado no mesmo lugar, olhando pro nada. Tentei secar rapidamente as lágrimas sem que ele as visse caindo.
Peguei uma das minhas milhares de malas e comecei a jogar roupas dentro, sem nem ver o que.
Ouvi alguns passos e depois um silencio dentro do quarto. Bruno havia descido.
Sentei no chão e comecei a chorar pesadamente, eu ainda não conseguia acreditar que Bruno pudesse ter sido tão cruel nas palavras que ele me disse. Tudo bem que ele ficou chateado com as fotos, com o bilhete, com o fato em sim, mas daí me dizer tudo o que ele me disse? Acho que não havia necessidade!
E eu é que não ia ficar ali aturando aquele tipo de atitude, não mesmo!
Ciume é uma coisa, humilhação é outra bem diferente!
Minhas coisas já estavam arrumadas em cima da cama, quando ele apareceu, e parecia que ele também tinha chorado muito.
O que é isso? – ele perguntou.
Minhas coisas, já que a porta da rua é a serventia da casa! – eu falei, seca! – Depois peço pra alguém vir buscar o restante das minhas coisas.
Ele me olhou com os olhos arregalados.
Amanda, eu não disse pra você ir embora! – ele falou.
Mas foi o que eu entendi, e nem tem clima pra eu ficar, Bruno! Depois de todas acusações que você me fez! – falei sem olhar pra ele.
Pra onde você vai? – ele falou.
Não sei, pra algum hotel, não vou pra casa da Carol, ela tem a vida dela! – falei, pegando as minhas coisas.
Se você quiser, pode ficar, eu saio! – ele disse, me despedaçando um pouco mais.
Não, a casa é sua! Quem sai sou eu! – eu falei, peguei minhas coisas e desci.
E o que mais doeu, foi que Bruno não havia vindo atrás de mim.
NARRAÇÃO BRUNO MARS:
Nunca havia sentido uma dor como essa, não tão forte, tão dilacerante.
Amanda me deixou.
Os dias passavam lentamente sem ela ao meu lado, nada tinha graça, aquela casa não tinha graça, nada tinha sentido. E enfim eu havia caído na real, Amanda realmente não tinha feito nada de errado! Ela não era culpada se era tão maravilhosa e outra pessoa além de mim tinha percebido isso e se apaixonado por ela.
Tentei várias vezes sem sucesso falar com ela, ligar, ir atrás, mas todas tentativas mal sucedidas. Ela havia pedido pro Ryan mudar toda a agenda dela, fazendo com que ela não se encontrasse mais comigo no estúdio.
Um dia em que cheguei exausto do estúdio, entrei no quarto e em cima da minha cama estava a pulseira que era o símbolo do nosso compromisso.
Não consegui ter nenhuma reação, eu já estava cansado daquela brincadeira de gato e rato.
Eu amava a Amanda? Sim, muito! Mas também poderia deixar de amar, e era isso o que eu faria a partir de agora. Voltaria a ser o Bruno Mars de sempre!
Já faziam quatro meses que eu nem sabia o que era casa direito, baladas, baladas e mais baladas.
Cada dia com uma mulher diferente!
Como se isso fizesse alguma diferença, pois a única que eu queria e quero estar tem nome e sobrenome.
Mas isso fazia com que eu me sentisse muito melhor, pelo menos eu mostrava a ela que não estava sofrendo.
É, eu podia enganar a Amanda e as outras pessoas, mas não a mim mesmo!


sexta-feira, 27 de abril de 2012

AVANCE PRAS MINHAS LOUCAS: BRUNA, LIAN, ISIS, RENATA E BRUNA LEITTE


Nunca imaginei que fosse ser tão difícil ficar longe dele. Do cheiro, dos beijos, do abraço, do carinho e até das malcriações. Mas fazer o que? Ele quis assim, não foi? E na verdade era melhor assim.
O que mais me doía era ver tudo o que estava acontecendo na vida dele? Todo dia uma noticia diferente, Bruno envolvido com bebida, Bruno envolvido com mulheres.
E aquele amor que ele dizia sentir, onde foi parar? No rabo daquelas piriguetes que ele andava comendo por aí!
E ainda tinha o maldito segredo! Maldito não, foi só força da expressão.
Mas com certeza, se Bruno me visse ia perceber, eu havia mudado muito, era muito perceptível.






COMENTÁRIOS?

CAPITULO 58 - ESPECIAL PRA BRUNA LEITTE!


Sebastian, você só pode estar brincando comigo! – eu disse, dando uma risada nervosa.
Não, acho que nunca falei tão sério na minha vida! – ele disse, pela primeira vez sem sorrir, só olhando profundamente nos meus olhos. – Eu respeito muito o seu relacionamento com o Bruno, mas não acho justo ficar dando uma de amiguinho, quando na verdade não é isso o que eu quero! – ele disse isso e eu sorri. – Você é uma mulher incrível, encantadora, não tem como não se apaixonar!
Sei que eu não devia sorrir, mas ele não foi mal educado e nem abusado em nenhum momento, só falou dos sentimentos dele, e isso não tem nada demais, pelo menos eu acho!
Olha Sebastian, muito corajoso da sua parte, mas você sabe, eu amo o Bruno, e isso é indiscutível e não quero que você fique chateado comigo ou coisa do tipo ok? – eu falei e ele assentiu. – Melhor eu ir embora! Bruno chega amanhã e tenho que arrumar algumas coisas em casa! – eu falei me levantando.
Foi um prazer, Amanda! E me desculpe por qualquer coisa! – ele disse me dando um beijo e um abraço.
Imagina! A gente se vê por aí – e saí.
PUTAMERDA! Que encrenca viu? Ainda bem que não tinha ninguém da imprensa por ali.
Voltei pra casa da Carol pra buscar as minhas coisas e depois fui pra minha casa, mas deixei um bilhete pra Carol contando tudo o que tinha acontecido.
No dia seguinte, eu ainda estava dormindo, quando escutei algumas vozes vindo do andar de baixo da minha casa, mas por incrível que pareça ninguém estava rindo. Ninguém.
Olhei no relógio, ainda eram seis da manhã, virei pro lado e dormi mais um pouco.
Algumas horas depois, acordei com o Bruno dormindo ao meu lado, mas a uma distancia considerável, geralmente ele colava em mim pra dormir. Estranhei aquilo, mas deixei pra lá. Dei um selinho demorado nele, e Bruno nem se mexeu, deveria estar exausto.
Fiz minha higiene matinal e depois fui preparar um café da manhã delicioso, com tudo o que Bruno mais gostava.
Liguei o som em um volume que eu pudesse escutar e fui preparar as coisas, quando terminei, coloquei tudo em uma bandeja e subi para o quarto novamente, Bruno ia adorar a minha surpresa, porque geralmente quem me surpreendia assim era ele.
AMOOOR! – eu chamei Bruno, carinhosa.
Ele nem se mexeu.
BRUUUUBS! – eu disse abrindo as janelas e fazendo ele cobrir a cabeça com o edredon,
Me joguei em cima dele, e Bruno enfim se pronunciou.
Sai de cima de mim, por favor, Amanda! – ele falou rude.
Eu arregalei os olhos o máximo que eu pude e parei de respirar! Porque diabos Bruno tinha falado daquele jeito comigo?
Tá louco? – perguntei pra ele.
Ele me olhou com ódio e eu me assustei, Bruno nunca tinha me olhado daquele jeito.
Eu to louco? Ou você que está se fazendo de louca, Amanda? – ele falou tão frio, que doeu no fundo da minha alma.
Não sei do que você tá falando, Bruno! – falei sem entender nada.
Não sabe? – ele falou em um tom irônico, que ele sabia que eu detestava.
Não, não sei! – eu falei no mesmo tom que ele.
Porque você não vai levar café na cama pro Sebastian? Se é que você já não levou! – Bruno não teve o menor respeito por mim quando disse isso.
O QUE VOCÊ DISSE? – Eu falei, já gritando.
Isso mesmo que você ouviu, Amanda! – ele levantou da cama e veio andando na minha direção. – Você achou que eu nunca fosse descobrir?
Do que você tá falando, Bruno? – eu disse nervosa.
Do que? ESTOU FALANDO DAS PORRAS DAS FOTOS QUE SAÍRAM EM TUDO QUANTO FOI LUGAR DE VOCÊ NUM RESTAURANTE COM AQUELE CARA, SEGURANDO NA MÃO DELE, CHEIO DE SORRISINHOS, É DISSO QUE EU TO FALANDO! – as palavras dele foram como um tapa na minha cara. Ele estava fora de si.
Bruno, eu posso explicar! – eu disse, já chorando.
Mania do caralho que eu tenho de chorar por tudo.
EXPLICAR O QUE? NÃO PRECISA EXPLICAR NADA, EU JÁ ENTENDI TUDO! – ele disse ainda gritando.
PÁRA DE GRITAR COMIGO! – eu gritei mais alto do que ele.
Ele colocou as mãos sobre a cabeça, esfregou os cabelos, foi até uma cômoda que havia no quarto e jogou todos os meus perfumes longe. Eu fechei os olhos com o barulho e sentei na cama com as pernas encolhidas, nunca havia visto o Bruno daquele jeito e nem imaginado. Eu tava com medo.
Bruno, pára! – eu pedi chorando.
Ele se voltou pra mim, e pude ver lágrimas querendo cair dos olhos dele, Bruno estava com ódio.
Você só esperou eu sair da cidade pra fazer aquilo, Amanda? Você acha que eu sou o que? E ainda por cima vem querer dar ceninhas de ciúme, e eu achando engraçadinho! – ele disse furioso.
Bruno, nós só fomos almoçar! – eu disse chorando.
Só almoçar? Desde quando estamos juntos, quantas vezes você me viu almoçando com alguma amiga e ainda por cima cheio de carinhos pra cima dela? – ele disse olhando nos meus olhos.
Você tá fazendo escândalo a toa, Bruno! – eu falei.
A toa? Ah, muito bom! – ele disse batendo palmas. – Se fosse comigo, você faria o que? Hein, Amanda! A SANTA Amanda!
PÁRA BRUNO! – eu disse chorando ainda mais, ele tava me humilhando e não tinha motivo pra isso.
ELE SE DECLAROU PRA VOCÊ, AMANDA! EU SEI, NÃO SOU IDIOTA! – Bruno disse berrando.
Eu congelei. Não é possível que tinha alguém atrás de mim, ou será que Sebastian tinha feito aquilo, gravado tudo? Mas e as fotos? Ai, Deus! Eu disse que esse almoço ia dar merda.
SIM! Ele se declarou pra mim, mas eu expliquei a minha situação pra ele, Bruno! – eu falei desesperada.
Você tava era gostando das investidas dele, senão, jamais teria ido a esse almoço! E eu, idiota, preocupado com você aqui, enquanto você se divertia sabe onde com o tal Sebastian. – ele falou e aquilo me magoou profundamente.
Bruno, você está exagerando e me magoando! – eu falei, magoada.
E você acha que eu fiquei como? Sempre confiei em você, Amanda! – ele disse ressentido. – Quando eu te liguei ontem de manhã você não me falou nada sobre esse almoço, e não me venha dizer que foi coincidência porque não foi! E ainda por cima, deixou um bilhete contando os detalhes do seu almoço inesquecível! – eu arregalei os olhos. – “Ele até que é lindo, Carol, mas já pensou se o Bruno descobre?” – ele disse imitando o que eu havia escrito no bilhete e eu me arrependi amargamente.
Então quer dizer que se não fosse por medo de eu descobrir você me trairia? – ele disse decepcionado.
Bruno, pra mim já chega! – eu falei, cansada. – Não quero mais brigar, não quero discutir, não quero ouvir gritos, não quero ouvir nada! – eu falei tapando os ouvidos e chorando. – Eu não mereço ouvir tudo isso, não mereço mesmo!
Eu que não merecia ser enganado desse jeito, mas já que você não quer ouvir mais nada, a porta da rua é a serventia da casa! – ele falou aquilo e eu senti uma facada dentro de mim.