Já haviam quatro meses que eu estava com os The
Smeezingtons, trabalhando muito, muito mesmo, mas eu amava o que eu fazia.
Eu e o Bruno estávamos cada dia mais próximos, ele me
ligava pra tudo, me contava várias coisas, saíamos juntos pra ele pegar as
‘vagabas’, e essa era a parte que eu menos gostava.
Na verdade, eu nem sei direito o que tava acontecendo
comigo, desde o inicio, o Bruno sempre me tratou muito bem, tudo bem que agora
tínhamos muito mais intimidade, afinal, o tempo vai passando e a intimidade vai
chegando, mas eu estava muito apegada a ele. Sentia ciúme quando ele vinha me
contar sobre alguma vaca que ele tinha ficado, e isso não era bom. Ele nunca
demonstrou nenhum tipo de interesse a mais por mim, até porque eu acho que eu
não faço nenhum um pouco o tipo dele, mas enfim...
Acho que eu to carente e por isso to com esse ciúme
besta!
Estávamos em Munich, tínhamos acabado de chegar no
hotel e os meninos foram pra uma AfterParty. Eu não quis ir, não tava afim,
tava com saudade de casa e da Carol, quinze dias sem vê-la e quase uma semana
sem falar com ela. Então, acho que vou ver um filme.
Tomei um banho demorado na banheira, com todos os sais
e coisas que eu tenho direito, fiquei ali viajando, pensando em coisas
completamente sem nexo, coisas idiotas, tá bom... Eu tava pensando no Bruno, em
como será que ele é como homem, porque como amigo ele é fofo. Mas ele é um
galinha incorrigível, nem adianta mulher nenhuma se iludir, ele não se apaixona
nunca, só vai pegando e pegando, não sei como ele consegue levar a vida assim,
mas cada um é a sua maneira. Eu respeito ele, só não gosto da forma como ele
age com as mulheres. Tudo bem que tem algumas que só faltam abrir as pernas na
cara dele pra dar, mas tem outras que ficam apaixonadas. E é nessa hora que eu
fico com dó.
Eu tava lá com meus pensamentos longe quando escuto meu
celular que tava no quarto, me enrolei na toalha e fui rapidinho atender. Era o
Bruno.
Oi, Sex Dragon. – atendi rindo.
Onde você tá? – ele perguntou, autoritário, e começou a
rir.
To no meu quarto, tomando banho, pode? – respondi.
Você não foi com os meninos? – ele perguntou
estranhado.
Eu não, e você porque não foi? – perguntei assustada.
Não tava afim, queria ver filme e comer chocolate até
explodir. Quer vir pro meu quarto? – ele perguntou e eu ri.
Ah, claro, e amanhã estar em todo lugar que estamos
tendo um caso? Não, obrigada. – na verdade, a ideia de ficar sozinha com o
Bruno em um quarto me assustava um pouco.
Qual o problema? Não tem ninguém da imprensa por aqui,
Mandica. – ele dizia meu nome com um sotaque tão fofo que dava vontade de
apertar as bochechas dele. – Vem por favor? Vai ter coragem de deixar o Brubs
sozinho aqui? – ele falou manhoso.
Tá, agora ele jogou MUITO BAIXO ok? Ele disse o Brubs,
e aposto que ficou de biquinho. Ai, Deus, me ajuda.
Tá bom Mrs. Mars, eu vou! Só vou terminar de me
arrumar, beijo. – Nos despedimos e eu voltei pro banheiro.
Terminei de tomar banho, passei meus cremes, arrumei o
cabelo, todo aquele ritual de sempre, coisas de mulheres, peguei o cartão da
suíte, meu celular e saí do quarto, subi pro mesmo andar que o Bruno e o Dre,
segurança do Bruno veio na minha direção.
Aconteceu alguma coisa, Amanda? – ele perguntou
preocupado, já que geralmente nenhum de nós saía do andar que estava sem nenhum
segurança.
Não, Dre, fica tranquilo, vim ver um filme com o Bruno.
– eu disse sorrindo e Dre estreitou os olhos como se eu tivesse cometendo um
crime. – Ah, e antes que você faça qualquer comentário, não existe nada entre a
gente.- eu disse e toquei o interfone do Bruno, piscando pra Dre.
Não demorou e ele abriu a porta, sorrindo, como sempre.
Ele tava fofo, de camiseta, bermuda, descalço e com o cabelo bagunçado.
Demorou muito. – ele disse fazendo bico.
Demorei menos de meia hora, tá. – eu disse me jogando
na cama dele e tirando o tênis. – O Dre ficou assustado ao me ver.
Eu esqueci de avisar que você ia subir. – ele disse
Não foi com os meninos porque? – eu perguntei,
despreocupada.
Ah, não tava afim hoje, aqui nem tem muita mulher
bonita – ele disse como se estivesse falando de qualquer outra coisa e eu ri
alto.
Imagino quando você for pro Brasil, vai ficar louco! –
eu disse.
É, já tenho uma mini amostra das brasileiras aqui. –
ele disse safado e eu corei.
Ele gargalhou alto e me abraçou.
Não sou pequena ok? – eu disse olhando naqueles olhos
mais lindos do mundo.
Amanda, se eu já sou pequeno e você é menor do que
eu... – ele não terminou a frase e só esperou a tapa que estava por vir.
E veio... HAHAHAHAH dei um tapão no braço dele.
To morrendo de fome, tava pensando em pedir comida pra
gente, já que vai ser impossível descermos pro restaurante do hotel, e aí
podemos ver um filme, o que acha? – ele disse.
Você é quem decide bonitão. – eu disse bagunçando o cabelo
dele!
Tava pensando em raspar, o que acha? – ele perguntou.
E acho que se você fizer isso, metade da humanidade vai
querer te matar, esse é um dos seus maiores charmes. – eu disse e depois
desejei me enfiar num buraco de cem metros, e ele riu da minha cara de
vergonha.
Ah, então você acha que sou charmoso? – ele perguntou
rindo e eu neguei com a cabeça, fazendo ele abrir aquele sorriso com covinhas.
Tá, sei que estou falando muito das qualidades do
Bruno, mas já disse que não sei o que tá acontecendo comigo, então relevem.
Ele pediu a comida, e enquanto comíamos ficamos
conversando e rindo das idiotices que ele falava, Bruno era muito palhaço,
muito mesmo, e eu adorava esse lado dele.
Deitei na cama dele, e fiquei esperando ele encontrar
um canal que estivesse passando algum filme legal na TV a cabo, ele se jogou do
meu lado, arrumou um travesseiro e eu também, quando íamos começar a ver o
filme...
PUUUUF...
Acabou a energia.
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