domingo, 1 de abril de 2012

CAPITULO 16


Já haviam quatro meses que eu estava com os The Smeezingtons, trabalhando muito, muito mesmo, mas eu amava o que eu fazia.
Eu e o Bruno estávamos cada dia mais próximos, ele me ligava pra tudo, me contava várias coisas, saíamos juntos pra ele pegar as ‘vagabas’, e essa era a parte que eu menos gostava.
Na verdade, eu nem sei direito o que tava acontecendo comigo, desde o inicio, o Bruno sempre me tratou muito bem, tudo bem que agora tínhamos muito mais intimidade, afinal, o tempo vai passando e a intimidade vai chegando, mas eu estava muito apegada a ele. Sentia ciúme quando ele vinha me contar sobre alguma vaca que ele tinha ficado, e isso não era bom. Ele nunca demonstrou nenhum tipo de interesse a mais por mim, até porque eu acho que eu não faço nenhum um pouco o tipo dele, mas enfim...
Acho que eu to carente e por isso to com esse ciúme besta!
Estávamos em Munich, tínhamos acabado de chegar no hotel e os meninos foram pra uma AfterParty. Eu não quis ir, não tava afim, tava com saudade de casa e da Carol, quinze dias sem vê-la e quase uma semana sem falar com ela. Então, acho que vou ver um filme.
Tomei um banho demorado na banheira, com todos os sais e coisas que eu tenho direito, fiquei ali viajando, pensando em coisas completamente sem nexo, coisas idiotas, tá bom... Eu tava pensando no Bruno, em como será que ele é como homem, porque como amigo ele é fofo. Mas ele é um galinha incorrigível, nem adianta mulher nenhuma se iludir, ele não se apaixona nunca, só vai pegando e pegando, não sei como ele consegue levar a vida assim, mas cada um é a sua maneira. Eu respeito ele, só não gosto da forma como ele age com as mulheres. Tudo bem que tem algumas que só faltam abrir as pernas na cara dele pra dar, mas tem outras que ficam apaixonadas. E é nessa hora que eu fico com dó.
Eu tava lá com meus pensamentos longe quando escuto meu celular que tava no quarto, me enrolei na toalha e fui rapidinho atender. Era o Bruno.
Oi, Sex Dragon. – atendi rindo.
Onde você tá? – ele perguntou, autoritário, e começou a rir.
To no meu quarto, tomando banho, pode? – respondi.
Você não foi com os meninos? – ele perguntou estranhado.
Eu não, e você porque não foi? – perguntei assustada.
Não tava afim, queria ver filme e comer chocolate até explodir. Quer vir pro meu quarto? – ele perguntou e eu ri.
Ah, claro, e amanhã estar em todo lugar que estamos tendo um caso? Não, obrigada. – na verdade, a ideia de ficar sozinha com o Bruno em um quarto me assustava um pouco.
Qual o problema? Não tem ninguém da imprensa por aqui, Mandica. – ele dizia meu nome com um sotaque tão fofo que dava vontade de apertar as bochechas dele. – Vem por favor? Vai ter coragem de deixar o Brubs sozinho aqui? – ele falou manhoso.
Tá, agora ele jogou MUITO BAIXO ok? Ele disse o Brubs, e aposto que ficou de biquinho. Ai, Deus, me ajuda.
Tá bom Mrs. Mars, eu vou! Só vou terminar de me arrumar, beijo. – Nos despedimos e eu voltei pro banheiro.
Terminei de tomar banho, passei meus cremes, arrumei o cabelo, todo aquele ritual de sempre, coisas de mulheres, peguei o cartão da suíte, meu celular e saí do quarto, subi pro mesmo andar que o Bruno e o Dre, segurança do Bruno veio na minha direção.
Aconteceu alguma coisa, Amanda? – ele perguntou preocupado, já que geralmente nenhum de nós saía do andar que estava sem nenhum segurança.
Não, Dre, fica tranquilo, vim ver um filme com o Bruno. – eu disse sorrindo e Dre estreitou os olhos como se eu tivesse cometendo um crime. – Ah, e antes que você faça qualquer comentário, não existe nada entre a gente.- eu disse e toquei o interfone do Bruno, piscando pra Dre.
Não demorou e ele abriu a porta, sorrindo, como sempre. Ele tava fofo, de camiseta, bermuda, descalço e com o cabelo bagunçado.
Demorou muito. – ele disse fazendo bico.
Demorei menos de meia hora, tá. – eu disse me jogando na cama dele e tirando o tênis. – O Dre ficou assustado ao me ver.
Eu esqueci de avisar que você ia subir. – ele disse
Não foi com os meninos porque? – eu perguntei, despreocupada.
Ah, não tava afim hoje, aqui nem tem muita mulher bonita – ele disse como se estivesse falando de qualquer outra coisa e eu ri alto.
Imagino quando você for pro Brasil, vai ficar louco! – eu disse.
É, já tenho uma mini amostra das brasileiras aqui. – ele disse safado e eu corei.
Ele gargalhou alto e me abraçou.
Não sou pequena ok? – eu disse olhando naqueles olhos mais lindos do mundo.
Amanda, se eu já sou pequeno e você é menor do que eu... – ele não terminou a frase e só esperou a tapa que estava por vir.
E veio... HAHAHAHAH dei um tapão no braço dele.
To morrendo de fome, tava pensando em pedir comida pra gente, já que vai ser impossível descermos pro restaurante do hotel, e aí podemos ver um filme, o que acha? – ele disse.
Você é quem decide bonitão. – eu disse bagunçando o cabelo dele!
Tava pensando em raspar, o que acha? – ele perguntou.
E acho que se você fizer isso, metade da humanidade vai querer te matar, esse é um dos seus maiores charmes. – eu disse e depois desejei me enfiar num buraco de cem metros, e ele riu da minha cara de vergonha.
Ah, então você acha que sou charmoso? – ele perguntou rindo e eu neguei com a cabeça, fazendo ele abrir aquele sorriso com covinhas.
Tá, sei que estou falando muito das qualidades do Bruno, mas já disse que não sei o que tá acontecendo comigo, então relevem.
Ele pediu a comida, e enquanto comíamos ficamos conversando e rindo das idiotices que ele falava, Bruno era muito palhaço, muito mesmo, e eu adorava esse lado dele.
Deitei na cama dele, e fiquei esperando ele encontrar um canal que estivesse passando algum filme legal na TV a cabo, ele se jogou do meu lado, arrumou um travesseiro e eu também, quando íamos começar a ver o filme...
PUUUUF...
Acabou a energia.

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