domingo, 22 de abril de 2012

CAPITULO 44


Já havia se passado uma semana depois da nossa conversa e parecia que tudo estava um pouco melhor, Bruno estava se esforçando e isso eu não podia negar.
Sempre que podia trazia todo mundo pra nossa casa, ao invés de ir a baladas ou coisas do tipo.
E eu também estava mais receptiva e paciente com todo mundo.
Estávamos na Starbucks, pra variar, e o celular do Bruno tocou. Ele saiu pra atender e voltou com uma cara meio esquisita, mas não perguntei nada! Tomamos nosso café e seguimos pra casa.
Eu já havia tomado banho e estava preparando o jantar, quando escutei ele cantando e vindo em direção a cozinha.
AMOOOOR – ele disse manhoso e eu ri. – To com fome! – ele me abraçou por trás e encostou a bochecha dele na minha.
Já to terminando, Bruno! E você comeu um cheeseburguer há menos de uma hora! – falei rindo.
Mas eu to em fase de crescimento! – ele disse aquilo com uma cara inocente e eu mordi a bochecha dele.
Ele revirou os olhos.
Amanhã tenho que ir pra Hollywood cedo, tenho uma premiação lá! – ele disse beijando o me pescoço.
E você volta quando? – perguntei.
Três dias! – ele disse. – Só não levo você porque temos muito trabalho no estúdio.
Sem problemas, amor! O Phil vai? – perguntei, tentando parecer normal, mas já estava morrendo de ciúme.
Sim! Eu, Ryan, Phil e Ari! Vamos amanhã cedo! – ele falou mordendo uma maçã. – Você vai ficar bem aqui sozinha? – ele perguntou, fofo.
Vou, qualquer coisa vou pra casa da Carol! – falei.
Ok, vou ver um pouco de TV enquanto você termina aí! – ele disse e saiu em direção a sala!
Senti um aperto estranho no peito, Bruno sempre fazia essas viagens e eu quase nunca me importava, geralmente os dias passavam muito rápido, mas ali, quando ele me deu as costas, senti algo estranho dentro de mim.
Nos divertimos muito naquela noite e dormimos quase de madrugada.

Quando acordei e olhei no meu celular que horas eram, quase tive um treco, quase meio dia.
Olhei rapidamente pro lado e Bruno não estava mais lá, só um bilhetinho no travesseiro dele.
“Amor, não quis te acordar, você tava dormindo muito gostoso, já fui viajar. Volto logo! Vou morrer de saudades de você, sua chata, qualquer coisa liga pra gente! Eu te amo, muito! Ass: Peter.”
De novo aquele aperto no coração, uma angustia estranha, peguei o travesseiro dele e cheirei, fiquei ali na cama por mais um tempo e depois fui pro estúdio.
Não sei porque, mas não quis ir dormir na casa da Carol, senti que algo ia acontecer, Bruno não havia ligado nenhum dia pra mim, e na manhã seguinte era pra ele voltar.
Urbana também me ligou reclamando que nem Phil e nem ninguém ligou pra ela.
Muito estranho!
Já passava da meia noite e eu fui dormir, pela manhã eu ia ser acordada com aqueles beijos barulhentos dele.
Três da manhã.
O telefone de casa toca, e eu dei um pulo tão alto e na mesma hora me deu dor de estomago.
Alô? – atendi com medo.
Amor! – a voz dele tava chorosa?
Bebê, o que houve? – perguntei preocupada.
Fui preso! – ele disse e eu soltei o telefone.

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