terça-feira, 3 de abril de 2012

CAPITULO 18


Senti os raios do sol entrarem pelo quarto e incomodarem os meus olhos, me espreguicei e olhei para o lado, esquecendo completamente onde eu estava.
PLOP. O Bruno tava só de cueca. Tá, acho que vou sair de fininho, antes que ele acorde e veja a minha cara de... Não sei com qual cara eu estava, mas não era das melhores. Fechei os olhos com força e ouvi pancadas na porta.
BRUNOOOOO, BRUNO, ABRE AQUI – era o Ryan, e ele tava em pânico?
Bruno deu um pulo da cama e me olhou assustado, assim como eu olhei pra ele. Ele levantou e passou a mão no cabelo, e abriu metade da porta.
O que foi, Ryan? – ele perguntou bocejando.
A AMANDA SUMIU, CARA. – Ele disse ofegante. – Não atende o celular desde ontem, e não dormiu no quarto dela, e eu to muito preocupado, cara! Sei que você não tem nada haver com isso, mas me ajuda! Dre e os outros seguranças saíram pela cidade pra procurá-la junto com os meninos e eu... – Bruno o interrompeu.
Ryan, a Amanda tá aqui comigo! – Ouvi o Ryan suspirar alto – Ela dormiu aqui porque, ah, enfim, acabou a luz e eu fiquei com medo dela voltar pro quarto sozinha, mas ela tá bem ok? Liga pra todo mundo e avisa, o voo sai que horas?
Ryan estava rindo ou era impressão minha? Não conseguia ver ele direito, mas com certeza ele não estava imaginando nada de bom, com o Bruno só de cueca na porta do quarto e eu supostamente “dormindo” lá dentro. Tava fudida.
Então, por causa da queda de energia eles adiaram pra amanhã, as dez da manhã? Algum problema? – Ryan perguntou.
Não, afinal, que horas são? – Bruno disse bocejando.
Duas da tarde. – Ryan disse e eu me sentei na cama com os olhos arregalados.
Ok, vou dormir mais um pouco, tchau. – e fechou a porta na cara de Ryan e eu ri, ele e Bruno sempre eram assim.
Ele veio na minha direção e se jogou em cima de mim, de cueca e tudo e eu fiquei sem graça.
Bom dia, Mandica. – ele disse sorrindo e eu correspondi.
Acho que tá na hora de eu ir pro meu quarto né? Preciso ligar pra Carol e ver a minha caixa de emails.- eu disse tentando sair dali quase correndo.
Você pode fazer isso tudo aqui, não pode? – ele perguntou com cara de cachorro abandonado.
Posso, mas Bruno, preciso tomar banho e, ah, quero deixar você a vontade, sei que você gosta de trazer as ‘pirigas’ pra cá, e eu ficando aqui te atrapalho. – eu disse, sem pensar.
Amanda, você nunca atrapalha, em nenhum lugar, e eu não troco nenhuma delas por horas conversando com você, pára com isso. – ele disse, e eu corei.
Tá, mas posso pelo menos descer, tomar banho e pegar meu celular? Eu juro que eu volto! – eu disse e ele riu.
Ok, então vai, que vou pedir um almoço pra gente, e depois piscina, porque o sol tá lindo hoje. – ele disse. – E já vem de biquíni.
Dei um beijo no rosto dele e subi pro meu quarto.
“Não sei o que tá acontecendo comigo, mas eu não consigo tirar ele da cabeça, não perco nenhum movimento dele e nem nada do tipo, presto atenção em cada coisa que ele fala, sei todas as manias, tudo o que ele gosta e não gosta, sei quando ele tá bravo, sem nem mesmo ele me dizer nada, sei quando ele mente, sei até quando ele sai com alguma mulher. Sei que é muito pouco tempo, mas a gente convive muito junto e acaba se conhecendo muito também. A minha relação com os meninos também é bem legal, tirando o fato que eu, Phil, Ryan e Bruno formamos um quarteto fantástico. Tudo somos nós. Sempre. Mas o Bruno tem algo diferente que me chama pra ele, que me envolve de uma forma estranha. Não to apaixonada, pelo menos eu acho, acho que é encantamento, por ele ser tudo o que ele é... E ele nem me vê como mulher, e sim como a amiga confidente dele, e eu não devia estar pensando nessas coisas, principalmente agora que o Phil tá vindo na minha direção com os braços bem abertos...”
Philip Lawrence – eu disse abraçando ele e rindo.
Até que enfim te achamos, quer nos deixar loucos? – ele disse beijando a minha cabeça.
Não, eu tava com o Bruno e esqueci o celular aqui em cima – falei.
É, todas esquecem tudo quando estão com ele, preciso perguntar a receita e...- Phil disse pensativo pra me irritar.
Antes que comecem as piadas... – eu disse séria e ele me interrompeu.
Sei que não houve nada, Amanda. – ele também ficou sério. – Não precisa me explicar nada, nem a mim e nem a ninguém, mas se tiver que acontecer algo, viva a sua vida e não deixe ninguém se intrometer nela, seja com o Bruno, comigo ou qualquer cara. – ele disse parecendo meu pai e eu sorri.
Com você não, Urbana me mata! – ele riu alto.
Vai pra onde? – ele perguntou
Pro meu quarto, tomar banho e fazer algumas ligações, depois vamos descer pra piscina. – eu disse.
Tá, vou lá falar com o Bruno, tivemos uma ideia ontem, e como só vamos embora amanhã dá pra executar. – ele disse, malicioso.
Ok, então, até daqui a pouco, Phil. – beijei ele e fui correndo pro quarto.
Tomei banho pensando no que Phil havia me dito, ‘se tiver que acontecer...’, claro que não vai acontecer, o Bruno não é de uma mulher só, e tá vivendo um momento único na vida dele, não vai se amarrar, e também a gente trabalha junto, ele é meio que meu chefe e... PÁRA TUDO, por que eu to pensando essas coisas hein? Aff.

Um comentário:

  1. Amiiiiiiiiiiiiiga ! pelo amor do PAI... posta logoo o proximo Cap° O.O ''kkkkkk OMG Tà perfect a Fic <3

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