Cumprimentei todos e começamos os ensaios, o dia
transcorreu tranquilamente, paramos pra almoçar e eu aproveitei pra ligar pra
Amanda.
Oi bebê! – ela atendeu manhosa e eu ri.
Oi meu amor, como você tá? – perguntei também manhoso.
To morrendo de saudade de você e de casa! O médico
disse que se eu continuar assim, amanhã vou embora! – ela disse.
Que ótimo, e eu vou estar aí pra te pegar ok? – eu
falei e ela assentiu. – Agora vou desligar pra você descansar um pouco tá bom?
Qualquer coisa, me liga! Eu te amo, muito! – falei, nos despedimos e desliguei.
Er... Olá! – ouvi uma voz feminina atrás de mim.
Quando me virei era a tal Renata!
Desculpa, eu ia pegar um pouco de água e não pude
deixar de ouvir você conversando com a Amanda! Ela está bem? – é, pelo menos
ela parecia inofensiva.
Está melhor, obrigado por perguntar! – eu falei
educadamente.
É, ela parece ser uma pessoa legal, não merecia passar
por isso! Melhoras pra ela e se precisar de alguma coisa... – ela disse e foi
saindo.
Fiquei ali alguns minutos com o celular na mão, e
depois voltei ao trabalho.
No final do dia, saí pra jantar com os meninos, com a
Carol e com a Renata!
Nos divertimos um pouco, mas meu pensamento não saía da
Amanda.
Voltei pra casa e dormi feito uma pedra.
Acordei com o telefone tocando, e era pra avisar que
Amanda havia tido alta.
Quase saio de casa de pijama mesmo.
Cheguei no quarto do hospital e Amanda já estava mais
do que pronta, me deu um abraço apertado e sorriu pra mim.
Vamos? – eu falei e ela quase me arrastou pra fora do
quarto.
Fomos embora, e no carro, Amanda permaneceu em silencio
e eu a respeitei.
Ainda no carro...
Você não contou nada pra minha mãe e nem pra minha irmã
né? – ela perguntou.
Não! Falei com a Lu ontem, mas disse que você tinha saído
e que tava tudo bem! – eu falei.
Melhor assim, não quero que ninguém saiba, por
enquanto! – ela disse.
Eu já contei pro Phil, Ryan e Carol! Eles me
acompanharam até o hospital no dia do acidente, não achei justo esconder
justamente deles. – falei.
Ok, sem problemas! – ela disse, sem muito entusiasmo.
Cozinhei pra gente! – eu disse animado e ela deu um
risinho fraco.
Não demoramos muito e chegamos em casa.
Amanda subiu direto pro quarto e disse que ia tomar um
banho, porque estava com cheiro de hospital, mas eu sabia que não era isso. Ia
deixar ela ter o momento dela.
NARRAÇÃO AMANDA:
Enfim cheguei em casa, e parece que acabou o pesadelo.
O Bruno tava sendo tão fofo comigo e eu não tava
conseguindo retribuir todo aquele carinho! Sei que assim como eu, ele também
devia estar sofrendo, mas eu realmente não conseguia.
Tomei um banho demorado, tentando tirar toda aquela
tensão do corpo e tentar me animar um pouquinho.
Quando abri o guarda-roupa pra pegar um pijama ou algo
confortável, me deparo com o sapatinho de bebê que o Bruno havia comprado, e
não pude evitar o choro.
Fiquei olhando aquele sapato tão pequeno e parei pra
pensar em como seria um filho meu e do Bruno. E chorei mais ainda.
Bruno entrou no quarto sem fazer barulho, mas eu o
senti, só pelo cheiro dele.
Pequena, o que foi? – ele perguntou me abraçando.
Eu o abracei e ficamos ali por alguns minutos que mais
pareceram uma eternidade.
Eu tava com tanta saudade dele. Tanta saudade do MEU
Bruno.
Vamos comer? – ele me perguntou.
Amor, agora eu só queria deitar um pouquinho e ver se
consigo dormir, você se importa? – perguntei e ele negou.
Claro que não tem problema, amor! Vou ver um pouco de
TV lá embaixo pra não te incomodar, pode ser? – ele falou e eu assenti.
Acordei algumas horas depois ouvindo vozes na sala.
Me revirei na cama, eu não queria ver ninguém, e a voz
que eu tava ouvindo era do Ryan.
Levantei, escovei os dentes, prendi o cabelo num coque
e desci.
E quase caí dura com a cena que vi.
Ryan e Bruno jogando vídeo game e aquela tal Renata rindo
deles.
Olá! – eu disse séria.
Eles pararam o jogo no mesmo momento e olharam pra mim.
Ryan abriu um sorriso lindo, levantou e veio na minha
direção.
Olá Mandica do Brubs! – e me abraçou, e eu não pude
deixar de rir, Ryan era engraçado.
Oi! – eu disse.
Está melhor? – ele perguntou com a expressão
preocupada.
Sim, só não posso trabalhar por uma semana! – eu disse
enfadada. – Obrigada por ter vindo!
É, vim ver como você estava, trouxe até chocolates pra
você! – ele disse e meus olhos brilharam.
Awn, que fofo Ryan, não precisava! – olhei de canto e
Bruno estava com a cara fechada, ele morria de ciúme do Ryan.
Cumprimentei a tal da Renata formalmente e sentei no
colo do Bruno, recebendo um beijo estalado na bochecha.
Tá com fome? – ele me perguntou,
Não, só to cansada ainda! – respondi. – A Carol ligou?
Veio aqui e foi embora agora há pouco. – ele falou.
Hum... – eu disse.
Então a tal Renata resolveu se pronunciar.
Ryan, vamos embora! Com certeza Amanda acordou com o
barulho que você tava fazendo! – ela disse, tentando ser simpática comigo.
Não foi isso, não! Meu sono é de pedra, eu acordei
porque acabou o sono! – falei sem olhar diretamente pra ela.
Mas temos que ir mesmo, Mandica! – Ryan disse beijando
meu rosto e bagunçando o cabelo do Bruno. – Você volta quando pro estúdio?
Só na outra semana, se livraram de mim hein? – eu disse
e ele riu.
Melhoras, Amanda! Essa semana passo aqui. – ele disse.
Me despedi tão formalmente tanto quando cumprimentei a
tal da Renata, sem muito sorriso, porque se der ousadia pra esse tipo de
mulher, é foda! Chega se fazendo de amiguinha e depois quer dar o bote, já
saquei qual é a dela.
Eles foram embora e Bruno desligou o vídeo game e
sentou ao meu lado no sofá.
Posso saber o que essa mulher tava fazendo aqui em
casa? – perguntei séria.
Ah amor, ela veio com o Ryan e eu não ia colocá-la pra
fora, sem contar que ela é legal, se preocupou com você esses dias! – ele
falou.
Não preciso da preocupação dela, Bruno! – falei um
pouco mais alto.
Amanda, se você está com ciúme da menina, te aviso que
não tem nada haver! – ele falou sério.
Eu ri ironicamente, sabia que Bruno detestava isso.
Não entendi sua risada, eu to falando sério! – Bruno
falou olhando bravo pra mim.
Eu também to! Olha aqui Bruno, conheço mulher desse
tipo de longe ok? Chega se fazendo de amiga e na primeira oportunidade quer se
dar bem! – falei.
Você pensa isso de qualquer mulher que se aproxima de
mim, Amanda! Eu não sou o centro do mundo! – ele falou alto e saiu, me deixando
sozinha na sala.
O Bruno era um idiota!
Fiquei ali assistindo TV por mais um tempo, e não
demorou muito pra Bruno aparecer com um copo de água e um comprimido na minha
frente.
O que é isso? - perguntei.
O remédio que o médico te receitou! – ele falou sem
olhar diretamente pra mim.
Peguei o comprimido e água e tomei.
Obrigada! – eu disse e ele saiu.
Eu conhecia aquela cara MUITO bem, de quem não ia dar o
braço a torcer, só que dessa vez eu também não ia, não mesmo! Poxa, eu não
havia falado nada demais, e é incrível que um cara TÃO esperto quanto Bruno não
perceba certos tipos de coisas. Já disse que não sou nenhuma louca obsessiva,
só não sou idiota e ponto! Não precisa ser um gênio pra ver como aquela garota
olha pro Bruno.
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