segunda-feira, 16 de abril de 2012

CAPITULO 35


Os dias que vieram foram os melhores da minha vida, nunca pensei que Bruno pudesse ser aquele tipo de namorado, que abre a porta do carro, cuida, se preocupa, dá carinho, dá amor. O nosso único medo era da imprensa, que depois daquelas fotos que vazaram não nos deixaram em paz, mas Bruno é mais ligeiro do que se pensa e sempre consegue se sair bem nas declarações.
Tínhamos acabado de chegar no Brasil, e eu estava louca pra ver minha família e a Carol, quinze dias que eu não a vejo e tanta coisa aconteceu. Ela não sabe dos detalhes ainda, mas a curiosidade deve estar corroendo ela.
A nossa entrada no Brasil foi uma loucura, eu não sabia que Bruno era tão amado ali, tinha muita gente no aeroporto, os gritos eram ensurdecedores, meninas chorando e gritando pelo nome dele, saímos pela saída de emergência do aeroporto, e ele somente sorria, nunca o vi tão feliz.
Já estávamos no hotel em São Paulo e os gritos lá fora continuavam, estávamos almoçando no restaurante de lá mesmo.
Acho que aqui vocês dois precisam ser muito cuidadosos. – Ryan disse olhando pra mim e Bruno.
Como se não fossemos! – eu disse e ele me olhou.
Vocês são, mas aqui a coisa é mais louca, entendem? – eu assenti.
Só porque queríamos conhecer seu país, Mandica? – Phil disse.
Se você conseguir chegar na porta do hotel já vai ser muita coisa. – eu disse e todos riram.
Vamos subir então, porque quero descansar! – Bruno disse sério, se levantando e olhando pra mim. – Você vem comigo ou vai ficar acreditando nas bobeiras do Ryan?
Vou terminar de comer e já subo! – eu disse com os olhos arregalados e ele saiu acompanhado por Dre.
O que raios aconteceu com o Bruno?
Terminei de comer e me desculpei com os meninos pela reação dele e subi para o meu quarto. Tomei um banho, liguei pra minha irmã e pra Carol pra avisar que já estava no Brasil e fui até o quarto do Bruno.
Entrei, pois eu tinha um dos cartões dele, e ele estava deitado, só de bermuda e olhando pro teto.
Posso saber o que foi aquilo? – perguntei, séria até demais.
Aquilo o que? – ele disse no mesmo tom que eu.
O que você fez na hora do almoço? Fiquei sem graça! – eu disse sentando do lado dele.
Ah, o Ryan se mete demais entre a gente, ele acha que somos o que? Bebês? Nunca vazou, não vai ser agora que vai vazar! E se ficarem sabendo também, foda-se, não quero saber, a vida é minha e sua e não dele! Ele não é pago pra isso. – Bruno estava desabafando e eu o deixei falar.
Tá mais calmo? – perguntei carinhosa e ele me olhou com cara de bebê.
Não to nervoso com você, me desculpa? – ele disse pegando a minha mão e beijando-a. – É que o Ryan anda falando demais, só isso!
Deitei ao lado dele e me aconcheguei no seu peito e ele começou um carinho gostoso nas minhas costas.
Bruno, ele é seu assistente pessoal, ele está aqui pra isso, acho que você foi rude com ele. – eu disse e Bruno bufou.
Amanda, você é ingênua demais, Ryan não é um santo! Tenho certeza que... – ele parou de falar e eu olhei naqueles olhos enormes que eu tanto amava.
Tem certeza do que? – perguntei.
Acho que ele, não sei, já foi afim de você! – eu ri. – É sério, lembra que ele vivia te paparicando e sempre falava coisas de você, e agora vive se incomodando com a gente! – ele falou aquilo fazendo beicinho.
Ah, pequeno! – eu disse, beijando o rosto dele. – Não tem nada haver, pára com isso vai! Tá com ciúme do Ryan agora?
Não é ciúme, é precaução! O Ryan é um cara bonitão, e é mais alto do que eu! – ele disse arregalando os olhos e eu não pude evitar uma gargalhada.
Bruno, menos! – eu disse recuperando o ar e ele riu. – Você pode ser baixinho e ter os olhos mais enormes desse mundo, mas eu te amo, e sou sua, só sua! – eu disse olhando nos olhos dele.
Obrigado pelos, se é que posso considerar, elogios! – ele disse e eu o belisquei.
Ficamos ali namorando por algum tempo, até que eu me lembrei de algo.
Preciso falar com você, já tinha esquecido. – falei e ele me olhou.
O que houve, amor? – Já disse que amo quando ele me chama de amor?
É que liguei pra minha irmã e pra Carol, e elas querem muito me ver, e queria saber se elas podem vir até o hotel, lá no meu quarto, vai ser rápido, prometo! – eu disse.
Amanda, você nem deveria cogitar me perguntar isso! – eu arregalei os olhos e ele riu. – É claro que sim, assim já mato as saudades da Carol e conheço minha cunhada brasileira. – eu o abracei e enchi de beijos. – Queria conhecer seus pais, mas acho que não vai dar tempo dessa vez. – ele fez um bico.
É, meu pai está viajando e minha mãe trabalhando como louca, não vai dar pra ela vir ao show amanhã, mas ela vai tentar ir pra Florianópolis. – eu falei.
Aff, que nome grande, não consigo falar. - Ele falou. – E você nem me deu aquelas aulas de português né?
Não tivemos tempo, mas prometo que hoje eu te ensino algumas coisas. – eu falei.
Que horas elas vem? – ele perguntou.
Só estava esperando a sua resposta, vou ligar pra elas virem. – falei.

Poucas horas depois, Dre bateu na porta e avisou ao Bruno que as meninas haviam chegado.
Dre, nós vamos pro quarto da Amanda, que está mais arrumado, busque as meninas lá embaixo e suba com elas, ok? – Bruno disse a Dre que assentiu.
Pegamos nossos celulares, e Bruno ainda foi passar perfume, e corremos pro meu quarto aos risos. Acho que éramos o casal mais feliz do mundo!
Logo Dre apareceu com as meninas e eu estava ansiosa e morrendo de saudades da minha irmã. Fazia tanto tempo que não a via, éramos melhores amigas do mundo, cúmplices, ela me conhecia pelo olhar, pelo jeito de falar.
Fui abrir a porta e já fui puxada por dois braços em cima de mim, e por uma voz chorosa.
FILHA DA PUTA, TE AMO TANTO. – É, essa é minha irmã Luiza.

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