sexta-feira, 6 de abril de 2012

CAPITULO 22


NARRAÇÃO AMANDA:
Já fazia uma semana que tínhamos chegado de viagem, estávamos na nossa semana de ‘folga’, sem shows e sem compromissos, só com ensaios no estúdio.
Ryan havia me pedido desculpas pelo o que eu havia escutado, colocou a culpa na bebida e disse que gostava muito de mim e que não queria que eu mudasse com ele. Eu desculpei, mas não esqueci, o que ele disse foi muito forte, eu não era uma mulher assim.
Eu ia aos ensaios e quando terminava, logo voltava pra casa, não saía mais com os meninos, nem nada do tipo, e Bruno havia percebido a minha mudança, tadinho! Ele fazia de tudo pra se aproximar de mim, me ligava pra sairmos todos juntos, mas eu havia decidido que ia me afastar, e posso garantir, tava doendo demais.
Carol também estranhou a minha mudança, mas me conhecia muito bem pra ficar me perguntando coisas, então ela ficava quieta me observando.
Faltavam alguns dias para o meu aniversário, e Carol ia viajar hoje pro Brasil pra rever a família dela.
Amanda! – ela chamou e já foi entrando no meu quarto. – Já vai sair?
Vou pro estúdio, e depois vou comprar algumas roupas e mais tarde volto pra casa. – eu disse, terminando de me maquiar.
Ok, eu viajo hoje à tarde! Acho que você não vai estar aqui quando eu sair. – ela disse e eu senti meu coração apertar.
Você volta quando? – eu perguntei.
Daqui duas semanas. – ela disse e eu assenti. – Você vai ficar bem não é? – ela perguntou preocupada.
Claro, na outra semana eu viajo, quando eu voltar você já vai estar aqui. – eu disse tentando parecer bem.
Essa semana é seu aniversário e eu não vou estar aqui, to me sentindo mal por isso. – ela disse me abraçando.
Não se preocupa Yukimi, não é nada extraordinário, é só meu aniversário, mais nada e você tem que ir ver sua família, eu vou ficar bem, pode acreditar. – eu disse sorrindo pra ela.
Amanda, o que está acontecendo com você e o Bruno? – ela perguntou séria.
Nada, ué. – eu respondi assustada. Porque ela tava me perguntando isso agora? – Por quê?
Não sei, vocês eram tão grudados e agora parece que você foge dele, manda falar que não está, desliga o celular. Pensei que tivessem brigado! – ela disse, parecendo ler meus pensamentos.
Eu me sentei sobre a cama, coloquei as mãos sobre o rosto, e contei tudo pra Carol, com riqueza de detalhes, é... eu já estava chorando, e ela me abraçou.
Amiga, posso dizer o que tá acontecendo? – eu assenti com medo e ela falou – Você tá se apaixonando pelo Bruno, e você não se afastou dele pelo que o Ryan falou, você se afastou dele porque não sabe o que quer e nem o que está sentindo, só que pra mim parece que essa distância entre vocês, está te deixando mal. – ela disse isso numa naturalidade que só a Carol poderia ter.
Eu comecei a chorar ainda mais, pois realmente eu não sabia o que estava sentindo, tinha muito medo dessa minha aproximação com o Bruno, tinha medo de sair machucada, tinha medo de tanta coisa, e eu precisava tanto tirar todas essas dúvidas da minha cabeça.
Não sei o que fazer! – eu disse entre soluços e Carol somente me abraçou dando força.
Faça o que seu coração mandar, mesmo que não seja o certo pra você, porque geralmente ele nunca erra. Não quero te ver sofrendo por antecipação. – Ela me disse, de vez em quando eu sentia que a Carol era como se fosse a minha mãe.
Obrigada. – eu disse enxugando minhas lágrimas.
Algum tempo depois, nos despedimos e eu segui para o estúdio. Antes da viagem a Munich, Phil e Bruno haviam ido comprar um carro comigo, eu escolhi o modelo e quem escolheu a cor foi o Bruno, aquele dia havia sido tão divertido, compramos o meu carro e fomos passear por Los Angeles, Ryan já estava louco atrás da gente. Sorri lembrando com saudades de quando fazíamos nossas traquinagens. AI MEU DEUS!
Entrei no estúdio e só estavam Phil e Phred, estranhei, já que naquele dia éramos só eu, Phil e o Bruno.
Bom dia meninos. – eu disse beijando cada um deles. – O que faz aqui, Phred?
Ah, eu passei só pra dar oi, na verdade to indo pra NY, tenho que resolver umas coisas lá. – ele disse, sem graça. – Acho que já vou indo.
Ele se despediu da gente e foi embora.
Cadê o Bruno, Phil? – perguntei acendendo um cigarro.
Já deve estar chegando, ele foi até o aeroporto resolver umas coisas. – ele disse apreensivo. – Aliás, posso saber o que tá acontecendo com você, mocinha? Não sai mais com a gente, não fica um minuto a mais aqui no estúdio. Você ainda tá assim pelo que o Ryan disse, ou pelo que eu estou pensando? – ele disse rindo e eu gelei.
Não sei o que você está pensando. – eu disse tentando fugir do assunto.
Amanda, você sabe o quanto te respeito e o quanto gosto de você, então acho que tenho liberdade pra te fazer uma pergunta indiscreta. – ele disse segurando em uma das minhas mãos. – Você tá gostando do Bruno?
Claro que não, Phil! Quer dizer, eu amo o Bruno e admiro muito, mas como amigos, como profissional, não como homem! O Bruno gosta de ser livre, de curtir a vida e só. – eu disse tão rápido que até me assustei.
Ok, pergunta respondida. – ele riu e disse que ia pegar um café pra gente.
Não demorou muito tempo e eu escutei vozes vindas do corredor, uma delas era do Bruno, porque ele sempre falava muito alto e não tinha como confundir a voz dele, a outra de uma mulher, e eu gelei.
Ele entrou no estúdio com a Rita a tira colo. AI QUE ÓDIO DELA!

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