A partir dos próximos capitulos as coisas vão começar a ficar boas entre Amanda e Bruno! Espero que estejam gostando de ler o quanto eu estou gostando de escrever!
Espero comentários!
Beiijos
quinta-feira, 29 de março de 2012
CAPITULO 15
Os seguranças abriram a porta da van e eu fiquei surda,
só senti um deles me descendo da van e quase quebrando a minha mão, e o outro
também, e ouvia os gritos ensurdecedores, e um monte de mãozinhas tentando
pegar em mim, e também ouvi meu nome por várias vezes, juro que não to louca! E
senti vontade de chorar, não de medo e sim de alegria, não demorou muito e
conseguiram me colocar na escada, acho que era do camarim, e mais um segurança
me ajudou a subir, e eu olhei lá pra baixo e vi todo mundo gritando pelos
meninos e a dificuldade pra eles passarem, o segurança me colocou pra dentro e
eu senti aqueles dois olhos enormes sobre mim: Bruno Mars estava ali.
Ele me olhou de um jeito diferente, estranho, como se
quisesse dizer algo, mas logo que desviei o olhar dele, senti vontade de pular
no pescoço dela: Rita Ora.
Ela estava sentada comendo alguma coisa e me olhando
como se fosse me engolir. E o Bruno quebrou o gelo.
Olá, Mandica. – e me abraçou. Ele dizia meu nome com um
sotaque fofo. – Difícil pra entrar? – ele perguntou rindo.
Achei que eles fossem me pegar. – ele riu alto – Mas
foi legal, muito bom ouvir as pessoas gritando seu nome. – eu ri – E sua
garganta, melhorou?
Tá melhor, aposto que foi o Phil que te falou né? – eu
ri, e ele continuou – Tava só arranhando.
Boa noite, Rita. – eu cumprimentei educadamente, e
Bruno me olhou.
Boa noite, brazilian girl! – ela disse ironicamente.
Aos poucos os meninos foram entrando, ficamos ali por
um tempo e percebi que quase ninguém estava dando atenção pra Rita, nem mesmo o
Bruno, ele tinha milhares de coisas pra fazer, autógrafos pra dar, fotos pra
tirar. E ela tava com cara de cú.
Fui comer umas coisinhas e ouvi o Bruno me chamando,
fui até onde ele estava.
Desculpa pela Rita, é que não teve como deixar ela no
meio da rua – ele disse sem graça.
Não, eu nem tenho que falar nada. – eu disse.
É, mas ela foi mal educada com você e eu não gosto
disso – eu assenti e ele passou a mão no meu cabelo – a propósito, você tá
muito bonita hein? Adorei seu cabelo assim.
Eu sorri sem graça, mas olhei no olho dele, e percebi
que ele também estava sem graça. Nos olhamos por uns dez segundos, e então ele
me pediu licença e foi fazer outras coisas.
Algum tempo depois, Ryan irrompeu pela porta feito um
louco e disse que faltavam sete minutos pra começar.
Todos se fecharam em uma roda pra agradecermos e
fazermos uma oração, no final todo mundo fez um sanduiche de mãos e gritamos:
HOOLIGANS!
Estávamos todos posicionados, e eu olhei pra trás e o
Bruno tava pulando, sim...pulando e eu ri. Ouvi o locutor anunciando o show e
senti um arrepio no corpo todo, com todos aqueles gritos.
Fomos entrando e nos posicionando, e os gritos estavam
demais, e quando olhei lá pra baixo, na área VIP, Carol também estava gritando
que nem uma louca. Eu ri sozinha, ajeitei meu microfone e vi aquela silhueta e
os gritos ensurdecedores. E ali, naquele momento, eu entendi por que todos amam
BRUNO MARS.
O cara tava gigante no palco, começou com The Other
Side, e quando eu ouvi minha própria voz fazendo backing senti a garganta
travar. EU NÃO POSSO ME EMOCIONAR, SACO!
O show foi muito bom, muito bom mesmo, superou as
minhas expectativas, em tudo. Consegui fazer tudo perfeitamente, não errei em nenhuma
nota, não subi muito a voz, dancei, me diverti, brinquei no palco.
Quando entrei na van, Bruno tava sentado ao lado do
Phil e me olhava encantado.
Você foi incrível. – ele disse sorrindo.
Obrigada, também gostei muito. – eu disse, e sentei
perto da Carol.
Só estávamos eu, a Carol, o Bruno e o Phil dentro da
van, os outros foram em outra van para despistar os fãs.
E agora, cama – Bruno disse.
Até parece. – Acho que eu pensei um pouco alto demais.
Vou sim, to cansado, e já saí ontem, o corpo também não
aguenta – ele disse.
Fomos todos exaustos e em silêncio até em casa, me
despedi dos meninos e descemos da van, eu tava com muito sono, muito mesmo, e
minhas pernas estavam moles.
Nem sei como entrei, nem como fui parar na cama, só sei
que eu dormi feito uma pedra.
CAPITULO 14
CARACA! Acordei assustada achando que estava atrasada,
mas não, é sábado, e só vou trabalhar a noite, no primeiro show com a banda.
AAAAAII! Só de falar isso já fico com dor de barriga.
Não dormi direito todos esses dias, chego no estúdio as
nove e saio mais de meia noite, acho que to com olheiras do tamanho de
berinjelas! Ah, e esse celular do inferno que tá vibrando toda hora. Quando
olhei o que era, sorri sozinha, uma mensagem do Bruno.
“ Bom dia ;) A van vai passar pra te pegar as oito da
noite! Boa sorte pra nós, beijos! B.M”
Eu sorri sozinha, me espreguicei e fui olhar as horas,
15:30 DA TARDE! CADÊ A CAROLINE QUE NÃO ME ACORDOU?
Levantei, tomei banho, coloquei uma roupa confortável e
fui pra sala, e ela estava lá jogada no tapete vendo TV e comendo chocolate.
Bom dia, Yukimi! – eu disse me agachando e abraçando
ela.
Até que enfim apareceu a margarida, hein?! – ela disse.
– Já fazem três dias que não te vejo, Amanda! Ontem tua irmã ligou aqui dezenas
de vezes, preocupada com você. Tá tudo bem? – ela perguntou assustada.
Tudo ótimo, Carol, é que a gente tá com muito trabalho,
e hoje é minha estreia em Nova York, e eu queria muito que você fosse. – eu
disse, roubando o chocolate dela.
Como assim? Sem mais, nem menos? Chegar e ir? E a minha
produção, Amanda? – ela disse quase desesperada e eu ri.
Não precisa de produção bebê, eu ligo pro Ryan e peço
um VIP ok? – eu disse, já discando o número do Ryan – Bom dia Keomaka! Tudo
bem?
Conversei com ele, e em menos de um minuto a Carol tava
dentro.
Não creio – ela disse levantando do tapete – Preciso me
ajeitar, já são quase quatro da tarde! – e saiu correndo pro quarto dela, sabe
lá Deus pra que.
Eu deitei um pouco no sofá e fiquei pensando na minha
vida, há pouco mais de um mês, eu estava em casa, fazendo bolo com a Maria ou
implicando com a Luisa, e hoje, trabalho com Bruno Mars e banda? Só pode ser
sonho! Tá, eu sei que não é, mas é que tá demorando muito pra cair a minha
ficha. E a única coisa que vou fazer é aproveitar esse ano como nunca.
Resolvi ligar pra Luisa, já havia três dias que eu não
falava com ela.
Oi mana! – eu disse sorrindo e ela gritou.
Passamos pouco mais de meia hora conversando, falei com
a mamãe e com o papai, menos com a Maria, porque ela estava fazendo bolo e não
podia parar de mexer... HAHAHA, desliguei querendo ficar por pelo menos mais
uma hora falando com a Lu, ela tinha tanta novidade e eu não tava podendo dar
muita atenção pra ela, eu ainda tinha que me arrumar.
Bati na porta do quarto da Carol e ouvi um ENTRA.
Yukimi, o que você acha? Deixo o cabelo no natural ou
faço um make? – eu perguntei pra ela.
Eu o prefiro no natural, você que insiste em andar com
ele liso. – Ela disse isso nem olhando pra mim, estava se maquiando.
Tá bom! Vou me arrumar, qualquer coisa bate lá no
quarto. – eu disse e saí.
Eu não tinha a mínima noção que qual roupa colocar, mas
lembro que o Phil disse que eu tinha que estar confortável, então lá vamos nós.
Enquanto me arrumava fiquei pensando em como era
incrível estar entre aqueles meninos, Bruno, Phil, Jamareo, Kenji, Kameron,
Eric e Ryan, eles eram divertidíssimos, e eu a única menina da banda, e só
estava com eles há quatro dias, mas já gostava tanto deles, das piadas, das
brincadeiras, do cuidado deles comigo. É, eles cuidavam muito de mim, eu era o
mascote deles, HAHAHA, acho que uns três centímetros menor do que o Bruno, sim,
sou uma anã. HAHAHAHA.
Quando olhei no relógio já eram sete e meia da noite,
saí do quarto e acho que a Carol tava ali no sofá há mais de uma hora, porque
ela tava cochilando.
ACOOORDA – gritei acordando ela.
Pensei que você tivesse me deixado pra trás, ou morrido
no quarto. – ela disse sorrindo – Tá lindona hein?! Adoro seu cabelo assim. –
ela disse sinceramente.
Eu também gosto, mas dá mais trabalho. – eu disse,
pegando meu celular, e vi que tinham duas chamadas perdidas do Ryan.
Liguei de volta né? Chamou, chamou, chamou...
Oi Branca de Neve – ele atendeu rindo – Já tá pronta?
Faz tempo japonês! HAHAHAHA – ouvi ele rir do outro
lado da linha – Já estão vindo?
Sim, dez minutos e estaremos aí! Quando chegar dou um
toque, beijo – ele nem me deixou falar e desligou.
Não demorou muito pra eles chegarem, pegamos nossas
coisas e descemos, acho que a Carol tava mais ansiosa do que eu.
Quando entramos na van, imediatamente senti falta de
alguém ali, os meninos nos cumprimentaram e eu me sentei ao lado do Phil.
Cadê o Bruno? – perguntei.
Já chegou lá faz tempo, ele foi mais cedo, e a garganta
dele hoje não tá muito legal, ele tava um pouco irritado – Phil disse.
Eu avisei que aquela coca gelada de ontem não ia fazer
bem. – eu ri.
Se fosse só a coca tava bom, mas ele saiu ontem com os
meninos, e ficaram até bem tarde na rua, acho que isso também ajudou um pouco.
– Phil disse.
É, ontem eu ouvi mesmo eles dizendo que iriam sair, pra
pegação, mas não ia falar isso pro Phil, não era da minha conta, mas que aquele
pequenininho tava fazendo falta ali, tava e muita.
Nem vi o tempo passar dentro da van, estávamos
conversando e nos divertindo tanto, quando a van parou e eu simplesmente parei
de respirar.
Tinham milhares de pessoas ali, gritando, batendo na
VAN e eu não sabia o que fazer, eu tava assustada e feliz ao mesmo tempo.
Amanda, é o seguinte, você vai ficar entre dois
seguranças, pegue não mão deles e não as solte por nada nesse mundo – Ryan me
disse.
E a Carol? – eu perguntei, preocupada com ela.
Não se preocupa, ela vai ficar aqui comigo, porque vou
entrar com ela por outro lugar, mas vocês tem que entrar por aqui, não se
preocupa com mais ninguém a não ser com você, e não solta da mão deles. – Ryan
disse.
Phil me desejou sorte, mas ele estava rindo, tirando
sarro da minha cara, só pode.
quarta-feira, 28 de março de 2012
CAPITULO 13
Vamos ensaiar forte hoje só com ela, e amanhã entramos
com a banda toda, e na sexta ensaiamos no local do show, tenho certeza que vai
ser sucesso! – ele sorriu me dando força, acho que ele percebeu meu desespero.
Já eram quase quatro da tarde e ainda não tínhamos
comido absolutamente nada, a não ser água, e eu já tava desesperada por não
poder fumar, quando o Bruno pediu pra parar o ensaio.
Amanda, você está se saindo perfeitamente bem, só
precisa se soltar um pouco mais, dançar, curtir mesmo, porque isso aqui não é
só trabalho, é diversão também. – Bruno falou isso com firmeza, mas com aquele
sorrisinho dele. – Ryan, pede alguma coisa pra gente comer, porque a Amanda
deve estar louca de fome e eu também, e o Phil nem se fala!
Ok, tem alguma preferência, Amanda? – Ryan perguntou.
Não, nenhuma, só não como coisas vegetarianas. – eu
disse, quase pedindo um fast food.
Ryan saiu do estúdio, e o Bruno se jogou em um dos
puffs que tinham lá, Phil também e eu fiquei um pouco deslocada.
Senta aqui, Amanda. – Bruno bateu no lugar vazio ao
lado dele.
Eu sentei meio que não querendo esbarrar nele, sei lá,
ainda era meio surreal eu trabalhar com ele.
Ele me abraçou de lado e beijou meu cabelo e disse –
Vai se acostumando, a gente é daí pra pior! – E sorriu.
Ouvi um celular vibrando em algum lugar, só não sei
onde, e então o Bruno tirou o Black Berry maravilhoso dele do bolso, olhou no
visor e olhou pro Phil, que riu.
Se adivinhar quem é te dou um doce, Phil! – ele disse
ironicamente aquilo.
Rita Ora – Phil disse revirando os olhos.
Atender ou não? – Bruno ficou jogando o celular de uma
mão pra outra e depois apertou o botão vermelho. – Não tenho paciência não,
será que ela pensa que vamos casar? – ele disse isso meio irritado e eu fiquei
com muita vontade de rir.
Ninguém mandou você ficar com ela – Phil disse zombando
da cara dele.
Phil eu fiquei com ela há DOIS ANOS!- Ele disse rindo.
Ué, então deve ter feito o serviço muito bem feito,
porque se em dois anos ela não desencanou. – Phil estava as gargalhadas...
Pára de falar essas coisas perto da Amanda, senão ela
vai achar que sou um destruidor de corações. – Bruno disse rindo.
Por mim podem ficar a vontade. – eu disse, dando uma
tragada no meu cigarro delicioso.
Ah, Amanda, tudo o que você ver ou ouvir sobre nós, ou
entre nós, fica aqui ok? – eu assenti e ri – Não que você vá falar, mas os
jornalistas tem um jeitinho especial de arrancar as coisas da gente sem que
percebamos.
Pode deixar, sou um tumulo. – eu falei isso sem graça.
A Rita é uma pessoa legal, mas há momentos em que ela
força situações e isso me incomoda, ela sempre deixa no ar que namoramos ou
coisas do tipo, e depois fala pra mim que não. – Ele disse olhando pra mim.
Ela pode ser apaixonada por você! – eu disse
naturalmente.
A Rita é apaixonada pelo status do Bruno, Amanda. –
Phil disse.
Bruno olhou pra mim e riu. – Ela é louca sabe? Mas um
dia te conto tudo, é muita informação pra processar.
Alguns minutos depois, Ryan chegou com a comida e acho
que ele leu meus pensamentos: MC DONALDS, era isso o que faltava na minha vida.
Comemos conversando um monte de besteiras e logo
voltamos pro ensaio.
Acho que já era quase meia noite quando saímos de lá,
os meninos foram escoltando o meu carro até o apartamento.
CAPITULO 12
Que nada, meu foco não é esse! – eu disse – Mas você
pergunta demais, fala de você. – eu já tava começando a pegar intimidade e isso
não é bom.
Bom, vamos lá, Peter Gene Hernandez é meu verdadeiro
nome, 26 anos, musico, compositor, cantor, criança, adulto, homem, apaixonado
por tudo o que faz e o principal, muito feliz. – ele disse tão rápido que
fiquei perdida.
Nossa, gostei. – eu nem sabia mais o que falar, acho
que tava com cara de idiota, como sempre – Peter!
Ele riu alto.
Prefiro que me chamem de Bruno, as vezes esqueço que
meu nome mesmo é Peter, até na casa dos meus pais me chamam de Bruno. – ele riu
e pareceu lembrar de alguma coisa.
De repente eu comecei a escutar vozes vindas do
corredor e ele piscou pra mim, não demorou muito para Ryan e Phil entrarem pela
porta.
Bom dia – Ryan disse e me beijou no rosto, e eu
respondi com toda educação que a mamãe e a Maria me deram.
Phil já foi mais caloroso e me deu um abraço e desejou
boas vindas.
Qual o problema de vocês com horários? Vocês sabem como
eu detesto atrasos, principalmente num dia como hoje. – Pela primeira vez eu vi
o Bruno sério, e os meninos com cara de criança que tinham acabado de aprontar
alguma travessura.
Desculpa, cara. O bebê tava com febre – Phil disse, se
desculpando.
Ok, cara, eu não sabia, sem problema. Mas você Ryan,
toda semana tá sendo assim, cara! Como você vai poder exigir de alguém se não
der o exemplo? – ele falou firme e Ryan abaixou a cabeça. – Bom, vamos começar
porque hoje o dia vai ser longo, fiz umas partituras com as partes em que a
Amanda vai entrar nas musicas pra ficar mais fácil. – ele disse pegando uma
pasta preta.
E quando ela entra em turnê com a gente? – Phil
perguntou, arrumando um dos microfones.
Creio que no show de sábado em Nova Iorque ela já
esteja pronta – ele disse isso com uma naturalidade e meu coração acelerou
muito rápido, como assim sábado? Hoje já era quarta feira. AI MEU DEUS, ONDE EU
ME METI.
terça-feira, 27 de março de 2012
CAPITULO 11
Droga, porque esse despertador tem que tocar na melhor
hora do meu sono? Porque hein? Deve ser pessoal, não é possível isso!
Levantei de mal humor, oito e meia da manhã. Tenho uma
reunião as nove na gravadora ou no estúdio, sei lá. O Ryan me ligou e eu estava
na balada com a Carol, só peguei o endereço e mais nada, nem sei como chegar
lá, ainda bem que o carro dela tem GPS. Preciso providenciar um carro com
urgência.
Tomei banho correndo, sequei o cabelo, coloquei uma
roupa básica, um tênis qualquer, qualquer não, um All Star, fui pra cozinha e a
Carol tava fazendo café da manhã pra mim.
Bom dia, Yukimi – beijei o rosto dela e ela sorriu pra
mim.
Já vai? – ela perguntou mordendo um pedaço de pão que
roubou da MINHA mão.
Sim, tenho cinco minutos pra chegar lá! To atrasada, o
que acha de eu ligar pro Ryan pra avisar? – Perguntei já sabendo a resposta
dela.
Liga logo, porque senão ele vai achar que você curtiu a
noite toda e se atrasou por isso. – Carol era tão irônica as vezes que me
irritava.
Liguei no celular do Ryan e deu caixa postal, três
tentativas e nada, então deixei pra la. Tomei café rapidinho e saí que nem
louca em direção ao local onde eu tinha que estar as nove da manhã.
Ótimo, esqueci o celular.
Quando entrei percebi que era o estúdio, por ser um
local pequeno, e tinha a cara dos meninos, mesmo não conhecendo eles. A recepcionista
foi muito atenciosa e pediu pra eu entrar na ultima sala a esquerda.
Eu respirei fundo, sei lá porque e fui. E quase caio
morta no chão quando vi a cena. Bruno estava sentado de camiseta regata, boné e
bermuda, dedilhando algo no violão, e quando me viu abriu o maior sorriso do
mundo, eu sorri e olhei pro relógio que estava na parede, estava só quinze
minutos atrasada, mas também percebi que ele estava sozinho.
Bom dia, Amanda – ele levantou e me deu um beijo no
rosto, não pude evitar sentir aquele perfume.
Bom dia. – sorri olhando bem nos olhos dele – Desculpa
o atraso, é que eu não sabia bem onde era o local e...
Não tem problema, eu sei como é, e os meninos também
não chegaram, balada, sabe como é? – e piscou pra mim.
É, ontem a gente saiu, mas eu fui dormir cedo. – eu
disfarcei.
É, vimos vocês mesmo, hoje de manhã, em uma
conveniência. – ele falou rindo e eu devo ter ficado muito mais do que
vermelha, acho que fiquei roxa.
Hum – fiquei sem saber o que dizer, e então ele quebrou
o silencio.
Mas e aí Amanda, o que você tá achando de Los Angeles?
– ele disse acendendo um cigarro e tragando forte.
Muito legal. – eu falei prendendo o cabelo em um coque –
Sinto falta do Brasil, das pessoas, lá todo mundo é mais, como posso dizer?
Mais caloroso, sabe? O abraço é diferente, o olhar, o jeito de falar, o jeito
de ser amigo.
A única amiga que você tem aqui é aquela que foi com
você na audição? – ele perguntou
Sim, a única, mas vale por um milhão. – eu disse
sorrindo.
É muito bom ter amigos verdadeiros, nesse meio é muito
difícil sabe? Tem que ser esperto pra distinguir o que é de verdade e o que é
falso. – ele disse meio ressentido. – Já passei muito por isso, e hoje sei em
quem posso confiar e em quem não posso.
Isso é bem importante. – eu falei.
E olha, vou te dizer algo, eu confio muito em quem
trabalha comigo, e acho que foi por isso que escolhemos você, pois além de ser
uma ótima profissional, não sei porque, você me passou confiança, seu olhar é
bem firme, mesmo que você esteja morrendo de vergonha como agora – ele disse
rindo – seu olhar é verdadeiro.
Eu agradeci e sorri, olhando naqueles enormes olhos
castanhos.
E namorado, já arrumou algum por aqui? – ele disse
malicioso e eu ri.
CAPITULO 10
Escuta, Mandica, eu queria te perguntar isso faz tempo,
mas sempre fiquei sem graça, você deixou algum namorado no Brasil? – Carol
perguntou.
Não. – respondi secamente – Na verdade, Yukimi, eu
nunca namorei sério com ninguém, acho que nem sei como fazer isso. – eu disse
rindo sem graça.
Mas você é, tipo, virgem? – ela disse com os olhos
arregalados.
Não, não é isso. – eu disse rindo. – É claro que eu já
estive com alguns caras, rolos sabe? Mas namorar nunca. Nunca me apaixonei,
nunca fiquei louca por ninguém, acho que sou uma pessoa fria demais.
Não entendi. – Ela disse com uma cara engraçada, como
se fosse MUITO estranho isso o que eu disse.
É assim, já fiquei com vários caras, feios, bonitos,
passei algum tempo com eles, mas nunca levei em casa e apresentei pra minha
família como meu namorado. – eu disse – Não sou de ficar beijando, abraçando,
agradando, não sou melosa e nem romântica. Na verdade até sou, mas acho que
nunca nenhum deles despertou isso em mim.
Carol me olhou e parecia ter compreendido melhor o que
eu havia dito.
Vai que por aqui você encontra o amor da sua vida?
Nunca se sabe né? – Ela disse isso com uma cara tão maliciosa que senti uma
vontade imensa de rir.
Não, acho que não. Agora tenho que aproveitar a oportunidade
que me foi dada e trabalhar muito, muito mesmo! – eu disse sem querer prolongar
o assunto. – E o que você acha de irmos dormir, senão amanhã, ou melhor, hoje
não teremos passeio nenhum.
Ok, senhora-foge-dos-assuntos. – Ela beijou minha testa
e se direcionou ao quarto dela.
Também fui para o quarto, coloquei meu pijama, e fui
verificar se minha irmã tinha me mandado mais algum email. Foi quando lembrei
que o Ryan disse que me enviar um email importante e que era pra eu ler.
Abri minha caixa de emails e logo vi o endereço de email dele, abri quase que desesperadamente.
“ Boa noite Amanda.
Primeiramente gostaria de felicitá-la pela escolha dos
THE SMEEZINGTONS para você participar do estágio na banda. Isso será algo
extremamente importante para a sua carreira na música, pode ter certeza.
Seu contrato com a ELEKTRA RECORDS/WARNER MUSIC será de
01(um) ano, a partir de amanhã.
Iremos fazer uma reunião pra acertarmos todos os
detalhes como remuneração.
Inicialmente você fará parte da banda como BACKING VOCAL,
podendo mudar de função a qualquer momento.
Desejamos toda sorte do mundo a você nessa nova etapa
da vida.
Bem vinda.
Att.
Ryan Keomaka.”
Sorri sozinha em frente ao
computador. As coisas estavam começando a dar certo na minha vida! E eu tinha
que agradecer muito a Lu pela inscrição, senão hoje, sabe Deus o que eu estaria
fazendo aqui em Los Angeles. Resolvi ir dormir logo porque a Carol me mataria
se eu não saísse com ela.
segunda-feira, 26 de março de 2012
CAPITULO 9
Eu e a Carol estávamos ali fazia quase uma hora, e ela
já havia se enturmado, mas eu ainda estava me sentindo um peixe fora da água,
não sabia o que falar e aquela Rita me olhando o tempo todo já estava me
irritando e eu não podia dizer nada, ela era a amiga deles e não eu, então se
tinha alguma intrusa ali era eu, foi com esses pensamentos longe que senti uma
mão quente na minha cintura e alguém se aproximando muito rápido de mim, e
olhei assustada. Era Bruno, ia me falar alguma coisa no ouvido, com aqueles
enormes olhos e o sorrisinho de lado.
O que houve? Você tá bem? Não tá conversando aqui com a
gente porque? – ele disse isso bem no meu ouvido, e sabe lá Deus porque eu
tremi. Acho que fazia tempo que nenhum homem falava tão perto do meu ouvido
assim.
Não é nada, acho que to um pouco anestesiada ainda, e
cansada, o dia hoje foi longo. Sem contar que ainda não fumei nenhum cigarro
desde que cheguei aqui, esqueci os meus em casa. – eu disse tentando parecer
uma pessoa legal e confortável.
Ah, bom, eu tenho cigarros aqui – ele pegou uma
carteira de Marlboro em cima da mesa e me ofereceu um, que acendi e traguei,
sentindo a maravilha de um cigarro. – Olha, sei que hoje está sendo um dia
cheio, e você realmente deve estar cansada, nada disso aqui vai ser fácil, mas
ainda iremos ter muuuito tempo pra conversar e nos conhecermos, mas já gosto de
algo em você. – Ele disse isso e eu praticamente morri.
O que? – perguntei tentando parecer despreocupada.
Seu sorriso, quando você fica com vergonha, você olha
pra baixo e sorri. – eu abri a boca e ele riu alto – sou um cara bem
observador, vai se acostumando. Olha, o Ryan vai te mandar um email, mas depois
de amanhã teremos uma reunião pra fecharmos o seu contrato e acertarmos algumas
coisas, então descanse bem amanhã, porque depois vai ter muito trabalho pela
frente. – ele sorriu, passou a mão no meu cabelo e voltou pra rodinha dele.
Fiquei ali pensando sozinha, ele gostou do meu sorriso,
como assim? Será que eu tava com cara de idiota enquanto sorria? No mínimo
deveria ser isso. E no mínimo ele tava tirando uma com a minha cara.
Não demorou muito pra Carol se esquecer daquele
grupinho e querer ir embora junto comigo, afinal, eu tava mega cansada com
aquele sapato, queria arrancar ele e andar descalça por vinte e quatro horas.
Nos despedimos de todos, e os meninos me deram os
telefones pessoais deles, caso eu precisasse de alguma coisa. Fofos né?!
Chegamos em casa e já eram quase quatro da manhã, tomei
um banho delicioso, enquanto a Carol preparou algo pra gente comer, mandei um
email gigante pra Luisa contando tudo o que estava acontecendo, e fui pra sala
comer com a Carol.
Quase me deixa falando sozinha, hein Yukimi? – ela deu
uma risada pra mim e me mostrou a língua.
Sem ciúme senhora Amanda, eu estava apenas verificando
o território onde você vai se meter, somente isso. – ela disse rindo muito. –
Vamos comer e dormir, porque amanhã a gente podia dar uma volta, já que depois
mal vou te ver.
Quem disse isso? – perguntei – Claro que a gente vai se
ver, vou continuar morando aqui.
Sim, mas você vai viajar bastante, mal vamos nos ver. –
ela disse como se isso fosse óbvio.
E aquela Rita Ora hein? Quem é? – perguntei
Dizem que ela tem algo com o Bruno, e que ele terminou
com a ex dele por causa dela, não sei bem, foram coisas que vi na Internet, mas
ela é chata, quer a atenção de todos pra ela.- Carol disse fazendo careta.
Percebi, ficou me olhando quase me comendo com os
olhos. – eu disse
Lógico, ela também participou da audição, você não viu?
– ela me perguntou e eu a olhei surpresa.
Não, eu estava tão concentrada que nem percebi a
presença dela – eu disse, tomando um pouco de coca-cola.
Acho que ela pensou que ia se dar bem por ser amiga do
Bruno e do pessoal da banda, mas acho que eles devem ser bem profissionais –
Carol disse com a boca cheia.
Ou ela deve ser muito ruim – eu disse, destilando todo
meu veneno, hahahaha.
CAPITULO 8
Desci do palco e eles me parabenizaram mais algumas
vezes, e um tempo depois eu estava perto do bar com a Carol e Ryan Keomaka veio
na minha direção.
Oi Amanda – ele sorriu – Parabéns!
Eu agradeci formalmente, e sorri.
Temos que acertar algumas coisas com você, por isso,
ainda hoje vou te mandar um email com algumas instruções, mas também preciso
dos seus contatos pessoais, como telefone celular e endereço. – ele disse isso
com aquele BlackBerry que eu sempre quis roubar de alguém, na mão, só esperando
eu falar algo.
Ok, obrigada. – Passei meus contatos pra ele e agradeci
novamente
Ah, o Bruno, Phil e Ari estão ali em uma mesa reservada
perto do outro bar e pediram pra você ir até lá pra conversarem um pouco, pode
ser? – ele disse, simpático. – E também pode levar a sua amiga sem problema
nenhum.
Ah, tá. – eu nem sabia o que ia falar com eles. – Daqui
a pouco eu vou!
Ok, te esperamos lá. – Ryan disse isso e deu uma
piscadela e saiu andando graciosamente pela boate.
O que você tá esperando pra irmos lá? – Carol disse
quase me arrastando de onde estávamos.
Calma, temos que ser discretas, não é porque vou
trabalhar com eles, que já somos melhores amigos – eu disse, mas na verdade eu
tava morrendo de vergonha, tava me sentindo um peixe fora da água com aquela
roupa, aquele sapato e aquela maquiagem. Nada daquilo se parecia comigo, eu
combinava com calça jeans e um All Star, camisetinha básica, mas era difícil
pra Carol entender aquilo.
Saímos juntas e fomos procurar pela mesa dos meninos, e
não demoramos a encontrar.
Estavam na mesa Bruno, Phil e sua esposa Urbana, Ari,
Ryan, Kameron e Rita Ora. Não gostei da cara dela mesmo, e ponto.
Olha quem chegou aqui, nossa backing vocal! – ele disse
sorrindo e levantando da cadeira para nos cumprimentar, nos apresentou a
Kameron, a esposa de Phil e a tal da Rita Ora que nos mediu dos pés a cabeça.
sexta-feira, 23 de março de 2012
CAPITULO 7
Os três saíram do palco e nós fomos saindo aos poucos
de dentro do auditório, aquele buxixo todo estava me incomodando muito, queria
encontrar a Carol logo, pegar uma bebida, e ficarmos conversando.
Não demorou muito e eu a encontrei, com duas tequilas
na mão.
A minha futura backing vocal do Bruno Mars – ela disse
levantando um dos copinhos e me entregando – Tenho certeza de que você passou –
Ela disse sorrindo.
Eu não estava muito convencida daquilo, tinham pessoas
muito mais talentosas e experientes do que eu ali.
Ficamos dançando e conversando com algumas pessoas ali,
alguns caras chegaram em mim e na Carol, mas eu estava tão nervosa que não
consegui nem pensar em nada diferente.
Não demorou muito mais para o Bruno aparecer no palco
da boate, só percebi pelos gritos histéricos de algumas meninas loucas que
estavam próximas a mim.
Boa noite, amigos! – ele disse com aquele sorriso
encantador – Já temos o resultado final da audição, e vamos anunciar agora. Foi
uma escolha um pouco difícil pelo fato de todos que estão aqui serem muito bons
no que fazem, mas infelizmente só podíamos escolher um. – Nesse momento eu acho
que queria muito ir ao banheiro, porque me deu uma baita dor de barriga, mas
achei melhor ficar quietinha ali. – É com muita honra e alegria que informo a
vocês que a escolhida, sim, escolhida, pois é uma mulher e se chama AMANDA
FURLAN.
Ok, eu ouvi gritos, aplausos, senti a Carol pulando em
cima de mim, e olhei para o palco, e novamente ele estava com ‘aqueles’ olhos
fixos em mim, e pela primeira vez em muito tempo senti meus olhos cheios de
lágrimas por motivos que até eu desconhecia, mas eu não podia chorar, ia borrar
a tal da maquiagem da Carol e eu ainda ia ter que subir naquele palco. AI MEU
DEUS!
Que tal subir aqui Amanda, pra que todos a vejam? – ele
disse isso sorrindo, será que ele nunca cansava de sorrir?
Eu me encaminhei pro palco, e escutava muitos
‘Parabéns’ e ‘Foi merecido’, mas meu olhar estava fixo em apenas um único
lugar, pra ser mais exata neles, The Smeezingtons. Subi a escadinha com a ajuda
do Phil e não tava conseguindo soltar a respiração.
Abracei cada um deles, mas o abraço do Bruno foi
diferente, foi mais especial, foi tipo: ‘que bom que você está aqui’, ele olhou
nos meus olhos, sorriu e me parabenizou, e me deu o microfone.
É, bom, não sei bem o que dizer. – AH, que ótimo, eu
estava gaguejando, de novo. – Acho que só tenho a agradecer a todos vocês e a
minha irmã que me inscreveu nessa audição, já que eu nunca acreditei muito em
mim mesma, e agradecer a Carol, por me acolher aqui, na casa dela, na vida dela
e no coração dela, obrigada Yukimi! Te amo. – Eu já tava chorando, droga. – E
espero superar as expectativas de vocês, eu prometo tentar. – Senti os três me
abraçando e sorri, aquilo só poderia ser um sonho.
CAPITULO 6
Bruno Mars estava no palco. Cara, como ele é baixo,
deve ser do meu tamanho ou menos. Tá, exagerei, mas ele é pequeno mesmo, e tem
os dois olhos mais expressivos que eu já vi, e o sorriso encantador. Tinha
visto alguns vídeos dele pela internet e só, não era fã, não conhecia mais do
que duas musicas.
A audição começou e eu não tirava o olho de qualquer
expressão dele, ele estava prestando atenção em cada passo, cada pessoa, ele
olhava no olho. E aquilo me deixou impressionada.
Ouvi meu nome e quase morri: AMANDA FURLAN.
Subi no palco e não conseguia olhar diretamente pra
ele, eu estava suando e estava morrendo de medo de fazer merda, porque eu me
conheço bem e sei o quanto sou estabanada quando to com vergonha de alguma
coisa.
Boa noite, Amanda! – Ele falou comigo – Você é
brasileira?
Sim, estou aqui há menos de um mês. – Eu disse, e senti
que eu estava com a voz trêmula.
E o que você vai mostrar pra gente, hoje? – ele disse
com um sorriso travesso no rosto e eu não pude evitar sorrir junto com ele – Na
verdade, pelo que vimos da sua ficha, eu gostaria de lhe propor um desafio, o
que você acha? – Ele estava me desafiando? Sim, estava.
Por mim tudo bem. – Eu sorri por dentro com a segurança
que eu respondi.
Ótimo. – Ele sorriu para Phil e Ari – Grenade.
E acho que não só eu, mas como todos os presentes se
assustaram, nunca vi ninguém cantando igual ou melhor que o Bruno aquela
musica, que coincidentemente era a única que eu sabia inteira, mas não tinha
certeza se alcançaria a nota, mas quem tá na chuva é pra se molhar, então... –
Vamos lá.
Ele sorriu e começou a dedilhar ela no violão, eu
respirei fundo e comecei...
“ Easy come, easy go...”
Eu juro que achei que não ia conseguir juro mesmo. Não
conseguia olhar pra cara deles, muito menos pro Bruno, mas teve uma hora lá que
foi inevitável não olhar e ele tava sorrindo, é, isso mesmo, sorrindo pra mim.
Mas enfim, terminei de cantar, e ouvi palmas e assovios e elogios, o Bruno me
agradeceu e pediu pra eu aguardar lá embaixo.
Voltei pra minha cadeira e senti um alívio por não
estar mais ali de sob a visão deles em mim, peguei meu celular e mandei
mensagem pra Carol e pra Luisa, avisando que eu só estava esperando o
resultado.
Acho que já havia passado uma hora e meia e o ultimo
candidato fez a audição, e eu só queria entender o porque o Bruno propôs um
desafio só pra mim, será que por eu ser brasileira? Ele achou que eu era uma
louca qualquer sem capacidade? Ah, sei lá.
Bruno levantou e olhou pra todos nós.
Bom, amigos, ouvimos todos vocês e gostamos de muitos,
e será uma escolha difícil. – Ele disse isso olhando pra mim ou estou louca? –
Abrimos a boate pra vocês e pras pessoas que estão esperando por vocês lá fora,
enquanto aguardam o resultado da audição. Boa sorte a todos, nos vemos em pouco
tempo.
quinta-feira, 22 de março de 2012
CAPITULO 5
Acordei super cedo hoje, não sei o que me deu. Sonhei
com a Lu dizendo que tinha algo importante pra me falar. Levantei e fui até a
cozinha, fiz um café, olhei no relógio e ainda eram quatro da manhã, e eu tinha
ido deitar as duas. Fui numa baladinha com a Carol, coisa básica. Hoje fazem
três semanas que eu estou aqui, to gostando e nem to com tanta saudade de casa
como eu achava que ia ficar. Peguei minha xícara de café, sentei na janela e
acendi um cigarro, traguei, traguei, traguei... E alguma coisa me disse: ABRA
SEU EMAIL. Já faziam três dias que eu nem sabia o que era computador, não dava
tempo, eu tinha tanta coisa pra fazer, resolver. Levantei e peguei o notebook e
comecei a verificar, até que vi um endereço de email diferente: RYAN KEOMAKA.
E quando eu abri quase caí dura.
“Boa tarde
Amanda Furlan”.
Entre muitos vídeos o seu foi selecionado para a
audição com os The Smeezingtons que acontecerá amanhã à noite na boate OAK em
Las Vegas.
Para confirmar a sua presença nos confirme com um OK
neste mesmo endereço de email.
Contamos com você, boa sorte.
Att.
“Ryan Keomaka – Personal Assistant to Bruno Mars and
The Smeezingtons.”
PUTAQUEOPARIU, não dá pra acreditar, cara! Eles me
chamaram, e eu não conseguia ter mais nenhuma reação.
Respondi o email e voltei pra minha cama, não
acreditando ainda, achando que tudo era um sonho e que eu logo iria acordar.
Acordei ouvindo a voz da Caroline me chamando pra tomar
café – Amanda, vem logo, já são duas da tarde!
E eu pulei da cama, eu tinha que estar em Las Vegas as
sete da noite e não tinha a mínima noção de como se chegava lá, e ainda
precisava ligar pra minha irmã e contar o que aconteceu comigo, e também tinha
que escolher a roupa e etc, ai meu Deus, vou surtar.
Carol, eles me mandaram o email, tenho uma audição hoje
as sete da noite na OAK em Vegas, não tenho a mínima noção de como chegar lá,
não tenho roupa, me ajuda, please? – eu disse quase chorando e ela riu da minha
cara.
Calma, desespero! Vou te ajudar. – Carol era tão calma
que as vezes me irritava, mas se ela disse que ia me ajudar é porque ia, então
era melhor eu me calar.
Já eram quase seis da tarde e eu ainda não estava
pronta, quer dizer, eu havia colocado um vestido e um salto, coisas que não
costumo usar, mas hoje é um dia especial, e a Carol ainda estava com aquela
história de me maquiar. Saco mesmo! Eu não deveria reclamar, estou sendo mal
agradecida, ela me ajudou o dia todo a escolher uma roupa, um perfume e um
sapato, vai me levar de carro a Las Vegas e eu ainda reclamo. Foda viu!
Ouvi o salto dela batendo pelo assoalho da sala –
CARACA, você tá linda! – ela sorriu pra mim.
Não mais que você. – ela disse isso com uma cara fofa.
Não quero me olhar no espelho, senão vou desistir de ir,
vamos logo! – Eu estava tão insegura, porque eu ia cantar pra ninguém mais,
ninguém menos do que o Bruno Mars, Phil Lawrence e Ari Levine. Alguém tem noção
de quem são eles?
Sete horas da noite e eu estava entrando pela boate,
que estava lotada de gente na portaria, me identifiquei e logo falaram pra mim
que a Carol não podia entrar, só depois das audições.
Não te problema amiga, vai lá, arrasa boa sorte, a
gente se vê mais tarde, dou um jeito de te achar aí dentro. – Ela me abraçou
forte e eu senti como se estivesse abraçando a Luisa, e me deu uma saudade
dela.
Entrei, passei por um corredor escuro e no final dele
tinha um cara sentado em um banco alto.
Boa noite! – Ele sorriu como se me conhecesse há anos.
– Qual seu nome?
Amanda Furlan – Eu disse tentando não gaguejar.
Ele olhou em uma lista de nomes e sorriu.
Assina aqui pra mim. – Me entregou a caneta e o papel.
– Sou Ryan Keomaka, boa sorte, os Smeezingtons já vão começar as audições.
Entrei no espaço reservado para as audições e senti meu
coração rodopiar de nervoso, tinham praticamente 50 pessoas ali, todos calados,
sentados em cadeiras olhando para o palco improvisado que ainda estava escuro.
O que eu vim fazer aqui, meu Deus?
Até pensei em voltar, mas depois pensei na minha irmã,
na Carol, na minha família e nos meus sonhos e decidi ficar.
Não demorou muito e as luzes se acenderam, e então eu
vi: Um moreno alto, com uma boina e com um pandeirinho na mão, um loiro alto,
branco olho azul sentou no outro lado e a cadeira do meio ficou vazia.
Meu celular vibrou e eu me assustei, era uma mensagem
da Luisa, já era madrugada no Brasil, mas mesmo assim ela estava acordada e me
mandou uma mensagem fofa: SORTE MANA!
E eu sorri sozinha, e fiquei relendo aquilo, até que
escutei uma voz que fez meu coração parar de bater por um segundo, parecia que
eu a conhecia de muitos anos, me assustei comigo mesma, nunca havia tido aquele
tipo de reação por ninguém, quanto mais por uma voz. E então eu olhei para o
palco, e sei lá, só me deu vontade de sorrir, e muito.
CAPITULO 4
Depois de doze horas de voo, eu já tinha dormido,
acordado, comido, dormido de novo, e então ouvi a voz da aeromoça avisando que
a viagem estava chegando ao fim.
Aleluia, eu já estava irritada dentro daquele avião com
aquele velho idiota me olhando por doze horas ao meu lado, queria descer, me
espreguiçar, mas principalmente fumar o meu cigarro. Doze horas sem cigarro pra
mim, é como uma vida sem sexo. HAHAHAHA, tá... Essa também não foi boa.
Sei que eu deveria parar e todo aquele blá, blá, blá de
sempre, mas eu gosto, me acalma e me relaxa e ponto.
Coloquei meus óculos escuros, peguei minha mochila e em
pouco tempo já estava fora daquele avião, com milhares de malas num carrinho e
procurando pela placa escrito AMANDA FURLAN – Sim, esse é meu sobrenome.
Não demorou muito pra que eu avistasse a placa e
Caroline, a garota que iria dividir o apartamento comigo, e as despesas também.
Já havia visto várias fotos dela no Facebook, mas ela era muito mais bonita
pessoalmente, e não, não sou homossexual.
Olá – ela me abraçou e me ajudou com as malas – Fez boa
viagem?
Ótima – eu disse tentando esconder meu mau humor pela
vontade de fumar – Um pouco cansada de ficar tanto tempo sentada.
Sim, sei como é! Vamos pegar um táxi até o apartamento,
não é longe, mas não dá pra gente levar tudo sozinha – ela disse, sorrindo.
Já estávamos na rua, e eu maravilhada olhando para todos
os lados, parecendo uma caipira que
havia acabado de sair da roça, e Caroline somente ria.
Você vai adorar isso daqui, é sério. – Ela disse, quase
lendo meus pensamentos.
Já estou adorando. – respondi tirando um cigarro da
bolsa e acendendo, traguei sentindo a cabeça girar, e sorri sozinha.
Outra fumante eu não aguento. – Ela disse, meio rindo e
eu não entendi.
Ah, desculpe, eu não... – ela me interrompeu.
To brincando, também fumo. – Ela deu uma piscada e logo
um táxi parou pra gente.
Já eram quase oito da noite em Los Angeles e eu e Carol
estávamos há horas conversando, eu já havia contado toda minha vida pra ela,
como fui parar em Los Angeles e da maldita inscrição que a Lu fez pra mim.
Você já sabe quando vão te chamar? – Carol perguntou
pra mim, que estava praticamente pendurada na janela do apartamento.
Ainda não, vão responder por email, se é que vão me
responder alguma coisa não é. – eu disse, cética.
Conversamos mais um pouco, mas meus olhos já estavam
fechando sozinhos, eu realmente precisava descansar, me despedi da Carol e fui
deitar no meu quarto novo.
Tudo novo de novo.
segunda-feira, 19 de março de 2012
CAPITULO 3
Já estávamos quase chegando no aeroporto quando a Luisa
me entregou um papel e eu olhei estranhada – O que é isso?
Você vai me matar, é sério, mas é uma inscrição para um
estágio com os melhores produtores de lá, eles irão selecionar algumas pessoas,
Mandica! E eu já inscrevi você há um mês, não me mata – ela disse quase pulando
fora do carro.
Quem são eles, Luisa? – eu disse quase gritando.
The Smeezingtons – ela disse receosa.
E eu comecei a rir, não de felicidade e sim de nervoso.
Eu não acredito que você fez isso, pra que? Eu não vou
passar, meu bem! Eles são os Smeezingtons, Bruno Mars e companhia, são os
melhores a atualidade, vão me querer pra que? – eu disse isso tão seriamente,
que a Lu arregalou os olhos pra mim...
Porque você se menospreza? É só um estágio, não custa
tentar, e além disso gastei quase toda minha mesada do ano nessa inscrição,
então por favor, não me decepcione! – Ela disse com os braços cruzados e com um
bico enorme, parecendo uma criança de dois anos.
Eu ri alto, minha irmã era uma comédia.
Alguns minutos depois chegamos no aeroporto, meu pai
desceu minhas malas enquanto fui com a minha mãe e a Lu fazer o check in,
faltavam apenas vinte minutos para o embarque, então tomei um café com a minha
mãe, me despedi dela e do meu pai, e da Lu, a parte mais difícil.
Tchau, chata. – Ela disse se agarrando em mim e se
esforçando pra não chorar – Eu te amo, muito!
Eu também te amo muito, se cuida, cuida das minhas
coisas, do pai e da mãe, da Maria e da Pipoca – enxugando uma lágrima que caiu
do olho dela.
Beijei meus pais e minha irmã mais uma vez e fui pra
sala de embarque.
Não sei porque, mas nunca fui muito emotiva, na verdade
não costumo mostrar meus sentimentos, quase nunca choro perto de ninguém, nem
por ninguém, as vezes me considero até fria demais, mas fazer o que, a mãe
natureza me fez assim, mas quem sabe um dia as coisas mudem, não é?
É, Los Angeles, aí vou eu.
domingo, 18 de março de 2012
Continuação CAPITULO 2
E de repente senti um medo terrível dentro de mim, medo
de ficar longe de casa e não aguentar a pressão, medo de não conseguir fazer
amigos em um país e em um idioma completamente diferente do meu. Eu falava
inglês fluentemente, graças aos cursos que minha mãe nos obrigou a fazer desde
pequena, então esse seria menos um problema, mas sei lá, senti medo de várias
coisas, mas chegou a hora de desapegar.
Dei uma ultima olhada no meu quarto, apaguei a luz e
fechei a porta. Desci as escadas correndo e escutei meu pai mandando a Luisa ir
me chamar de novo, já eram oito e quarenta, eu realmente estava muito encrencada.
Me despedi da minha cachorra, a Pipoca, dei vários
beijos nela.
Filha, vá se despedir da Maria, ela está aos prantos na
cozinha – disse minha mãe com lágrimas nos olhos.
Maria trabalhava em casa desde que eu tinha seis meses,
ela me conhecia do avesso, até melhor do que a minha mãe se duvidassem.
Maria – disse já com a voz embargada, e pulei nos
braços dela – Vou sentir tanta saudade de você.
Eu também meu amor – ela disse limpando as lágrimas –
Mas olha, muito juízo lá hein?! Nada de ficar se engraçando com aqueles
branquelos e nem nada do tipo, e manda noticia todo dia.
Vou tentar fazer tudo isso – eu disse rindo em meio as
lágrimas – Mas noticias prometo que eu mando todo dia, eu te amo – Abracei ela
mais uma vez e saí dali antes que desistisse dessa porra de viagem.
CAPITULO 2
Segunda – feira : 08:00 da manhã.
AMANDA, JÁ SÃO OITO HORAS E VOCÊ VAI PERDER O VOÔ. –
escuto a voz estridente e irritante da minha irmã me chamando pela vigésima
vez.
Eu já vou, Lu – disse cobrindo a minha cabeça também
pela vigésima vez.
Mandica – Luisa me chamava carinhosamente assim – Sei
que você não quer ir, mas agora não tem mais jeito, e a mamãe e o papai estão
te esperando lá embaixo, seu voo sai exatamente as 09:30 da manhã, então por
favor, se apresse. – Ela saiu batendo a
porta do quarto e eu estava encrencada e atrasada.
Levantei da minha cama de má vontade, esfreguei os
olhos e olhei a minha volta, ia morrer de saudades de tudo aquilo. Do meu
quarto, da minha cama, até da bagunça da Lu nas minhas coisas. Mas fazer o que?
Foi uma escolha minha e agora não dá pra voltar atrás, afinal, você é um homem
ou um rato, Amanda?
Tomei banho, me troquei, sequei o cabelo rapidinho,
coloquei o restante das coisas que faltavam na mala e abri a ultima gaveta do
meu guarda roupa e tirei de lá uma foto com meus pais e minha irmã, guardei
dentro da minha agenda e enfiei tudo na bolsa, olhei ao redor pra ver se não
estava esquecendo nada. Não, não estava.
quinta-feira, 15 de março de 2012
CAPITULO 1
Oi, eu sou a Amanda, é...
Não sou muito boa com as palavras, quer dizer, nenhum
pouco, mas vou me esforçar.
Tenho 23 anos, acabei de terminar a minha faculdade de
música, moro com meus pais em São Paulo, e to pensando seriamente em fugir de
casa... É, brincadeira! Ah, e meu senso de humor é péssimo e sem noção. Na
verdade vou passar um tempo em Los Angeles para fazer uma especialização em
música, vou ficar na casa de uma brasileira chamada Caroline, ela já mora lá há
uns cinco anos, vai ser tipo um intercâmbio sabe? A faculdade que me deu essa
oportunidade e eu não poderia perder, estudar música em Los Angeles? CARAAAAACA!
Sou muito apegada a minha família, minha irmã Luisa e
meus pais, e to achando péssimo ficar longe deles por um ano e meio, mas vai
ser bom para o meu crescimento profissional e pessoal, quem sabe? ;)
Viajo daqui há duas semanas, me desejem boa sorte!
HEHE!
AGAIN *-*
Olá! Essa é minha primeira fic sobre o Bruno Mars, e espero que vocês realmente gostem pois estou fazendo com muito carinho.
Meu nome é Silmara, 23 anos e moro em São Paulo.
Sejam bem vindos
Meu nome é Silmara, 23 anos e moro em São Paulo.
Sejam bem vindos
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