O que você disse? – perguntei, desestabilizada.
O que você ouviu! – ele disse seco.
Se é guerra que Bruno quer, guerra o Bruno terá!
Tudo bem! – eu disse e fui em direção ao closet.
Ele continuou parado no mesmo lugar, olhando pro nada.
Tentei secar rapidamente as lágrimas sem que ele as visse caindo.
Peguei uma das minhas milhares de malas e comecei a
jogar roupas dentro, sem nem ver o que.
Ouvi alguns passos e depois um silencio dentro do
quarto. Bruno havia descido.
Sentei no chão e comecei a chorar pesadamente, eu ainda
não conseguia acreditar que Bruno pudesse ter sido tão cruel nas palavras que
ele me disse. Tudo bem que ele ficou chateado com as fotos, com o bilhete, com
o fato em sim, mas daí me dizer tudo o que ele me disse? Acho que não havia
necessidade!
E eu é que não ia ficar ali aturando aquele tipo de
atitude, não mesmo!
Ciume é uma coisa, humilhação é outra bem diferente!
Minhas coisas já estavam arrumadas em cima da cama,
quando ele apareceu, e parecia que ele também tinha chorado muito.
O que é isso? – ele perguntou.
Minhas coisas, já que a porta da rua é a serventia da
casa! – eu falei, seca! – Depois peço pra alguém vir buscar o restante das
minhas coisas.
Ele me olhou com os olhos arregalados.
Amanda, eu não disse pra você ir embora! – ele falou.
Mas foi o que eu entendi, e nem tem clima pra eu ficar,
Bruno! Depois de todas acusações que você me fez! – falei sem olhar pra ele.
Pra onde você vai? – ele falou.
Não sei, pra algum hotel, não vou pra casa da Carol,
ela tem a vida dela! – falei, pegando as minhas coisas.
Se você quiser, pode ficar, eu saio! – ele disse, me
despedaçando um pouco mais.
Não, a casa é sua! Quem sai sou eu! – eu falei, peguei
minhas coisas e desci.
E o que mais doeu, foi que Bruno não havia vindo atrás
de mim.
NARRAÇÃO BRUNO MARS:
Nunca havia sentido uma dor como essa, não tão forte,
tão dilacerante.
Amanda me deixou.
Os dias passavam lentamente sem ela ao meu lado, nada
tinha graça, aquela casa não tinha graça, nada tinha sentido. E enfim eu havia
caído na real, Amanda realmente não tinha feito nada de errado! Ela não era
culpada se era tão maravilhosa e outra pessoa além de mim tinha percebido isso
e se apaixonado por ela.
Tentei várias vezes sem sucesso falar com ela, ligar,
ir atrás, mas todas tentativas mal sucedidas. Ela havia pedido pro Ryan mudar
toda a agenda dela, fazendo com que ela não se encontrasse mais comigo no
estúdio.
Um dia em que cheguei exausto do estúdio, entrei no
quarto e em cima da minha cama estava a pulseira que era o símbolo do nosso
compromisso.
Não consegui ter nenhuma reação, eu já estava cansado
daquela brincadeira de gato e rato.
Eu amava a Amanda? Sim, muito! Mas também poderia
deixar de amar, e era isso o que eu faria a partir de agora. Voltaria a ser o
Bruno Mars de sempre!
Já faziam quatro meses que eu nem sabia o que era casa
direito, baladas, baladas e mais baladas.
Cada dia com uma mulher diferente!
Como se isso fizesse alguma diferença, pois a única que
eu queria e quero estar tem nome e sobrenome.
Mas isso fazia com que eu me sentisse muito melhor,
pelo menos eu mostrava a ela que não estava sofrendo.
É, eu podia enganar a Amanda e as outras pessoas, mas
não a mim mesmo!
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