domingo, 29 de abril de 2012

CAPITULO 63


Sentei ao lado dele, e coloquei uma das minhas mãos sobre a minha barriga e suspirei.
Bruno, eu descobri que estava grávida quase dois meses depois que nos separamos, e eu já estava de três! – eu disse e ele prestava extrema atenção a cada palavra minha. – Mas eu estava tão magoada e tão ferida com tudo o que você me disse, que não queria nem te ver pintado de ouro na minha frente, por isso eu não atendia a suas ligações, e nem queria te ver, você ia perceber as mudanças e eu não queria. – eu disse abaixando a cabeça.
Você acha que e não tinha o direito de saber? Nós sofremos juntos a perda do outro bebê, Amanda, e você ia me tirar o direito de saber desse bebê? – ele disse com os olhos apertados.
Fiquei com medo de você achar que o filho não era seu! – eu disse baixinho, mas ele escutou.
AMANDA! Eu nunca pensaria uma coisa dessas de você! Você também acha que eu sou o que? Depois de tudo o que passamos juntos, eu jamais duvidaria de você! – ele disse me olhando nos olhos.
Mas duvidou naquele dia da briga! – eu falei, ressentida.
Eu estava nervoso, Amanda! E todas as vezes que eu fui atrás de você depois, era pra tentar te pedir desculpas, porque eu percebi que eu estava errado, que falei coisas que te magoaram profundamente, mas quando se perde a cabeça, se perde a razão também! – Ele falou com os olhos cheios de lágrimas.
Bruno... – eu respirei fundo. – Me desculpa, sei que eu estou errada! – eu disse e abaixei a cabeça, morrendo de vontade de chorar.
Ele segurou as minhas mãos.
Ei, vamos deixar nossas diferenças de lado só um pouquinho hein? – ele disse, levantando o meu queixo e me olhando nos olhos.
Eu dei um sorrisinho fraco.
Você já sabe o sexo? – ele perguntou com os olhos brilhando.
Sim, menina! – eu disse com um sorriso do tamanho do mundo
MENINA? – Ele disse com os olhos arregalados e me abraçou subitamente, quase me derrubando do sofá, e eu dei uma gargalhada escandalosa.
Foi um abraço tão gostoso, não só de felicidade pela nossa filha, mas também de saudade, amor...
Me agarrei naquele cabelo lindo que eu tanto amava e enfiei meu rosto na curva do pescoço dele, inalando aquele perfume que só o Bruno tinha.
Nos separamos e olhamos um pro outro sorrindo.
Obrigado! – ele disse.
Porque? – eu perguntei ainda sorrindo.
Por me proporcionar o melhor presente da minha vida! – ele disse e eu sorri mais ainda. – Já escolheu um nome pra essa boneca? – ele perguntou, curioso.
Ainda não, eu queria ver a carinha dela primeiro, pra depois escolher. – eu disse acariciando a minha barriga.
Posso? – ele perguntou esticando a mão.
Claro! – eu disse, deixando ele colocar a mão na minha barriga.
Ele chegou um pouco mais perto, e foi inevitável não estremecer com aquele toque.
Oi bebê, tudo bem? Aqui é o seu papai! – ele disse alisando a minha barriga e eu ri.
E também senti algo MUITO estranho.
Ela mexeu, e mexeu muito, como nunca havia mexido.
Eu arregalei os olhos e Bruno deu uma gargalhada alta.
CARA, isso é demais! – ele disse rindo muito.
Ela nunca mexeu assim, Bruno! – eu disse com os olhos arregalados.
Sério? – ele perguntou. – Ela não resistiu ao charme do pai dela. – Ele disse piscando e eu quase caí do sofá.

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