Sebastian, você só pode estar brincando comigo! – eu
disse, dando uma risada nervosa.
Não, acho que nunca falei tão sério na minha vida! –
ele disse, pela primeira vez sem sorrir, só olhando profundamente nos meus
olhos. – Eu respeito muito o seu relacionamento com o Bruno, mas não acho justo
ficar dando uma de amiguinho, quando na verdade não é isso o que eu quero! –
ele disse isso e eu sorri. – Você é uma mulher incrível, encantadora, não tem
como não se apaixonar!
Sei que eu não devia sorrir, mas ele não foi mal
educado e nem abusado em nenhum momento, só falou dos sentimentos dele, e isso
não tem nada demais, pelo menos eu acho!
Olha Sebastian, muito corajoso da sua parte, mas você
sabe, eu amo o Bruno, e isso é indiscutível e não quero que você fique chateado
comigo ou coisa do tipo ok? – eu falei e ele assentiu. – Melhor eu ir embora!
Bruno chega amanhã e tenho que arrumar algumas coisas em casa! – eu falei me
levantando.
Foi um prazer, Amanda! E me desculpe por qualquer
coisa! – ele disse me dando um beijo e um abraço.
Imagina! A gente se vê por aí – e saí.
PUTAMERDA! Que encrenca viu? Ainda bem que não tinha
ninguém da imprensa por ali.
Voltei pra casa da Carol pra buscar as minhas coisas e
depois fui pra minha casa, mas deixei um bilhete pra Carol contando tudo o que
tinha acontecido.
No dia seguinte, eu ainda estava dormindo, quando
escutei algumas vozes vindo do andar de baixo da minha casa, mas por incrível
que pareça ninguém estava rindo. Ninguém.
Olhei no relógio, ainda eram seis da manhã, virei pro
lado e dormi mais um pouco.
Algumas horas depois, acordei com o Bruno dormindo ao
meu lado, mas a uma distancia considerável, geralmente ele colava em mim pra
dormir. Estranhei aquilo, mas deixei pra lá. Dei um selinho demorado nele, e
Bruno nem se mexeu, deveria estar exausto.
Fiz minha higiene matinal e depois fui preparar um café
da manhã delicioso, com tudo o que Bruno mais gostava.
Liguei o som em um volume que eu pudesse escutar e fui
preparar as coisas, quando terminei, coloquei tudo em uma bandeja e subi para o
quarto novamente, Bruno ia adorar a minha surpresa, porque geralmente quem me
surpreendia assim era ele.
AMOOOR! – eu chamei Bruno, carinhosa.
Ele nem se mexeu.
BRUUUUBS! – eu disse abrindo as janelas e fazendo ele
cobrir a cabeça com o edredon,
Me joguei em cima dele, e Bruno enfim se pronunciou.
Sai de cima de mim, por favor, Amanda! – ele falou
rude.
Eu arregalei os olhos o máximo que eu pude e parei de
respirar! Porque diabos Bruno tinha falado daquele jeito comigo?
Tá louco? – perguntei pra ele.
Ele me olhou com ódio e eu me assustei, Bruno nunca
tinha me olhado daquele jeito.
Eu to louco? Ou você que está se fazendo de louca,
Amanda? – ele falou tão frio, que doeu no fundo da minha alma.
Não sei do que você tá falando, Bruno! – falei sem
entender nada.
Não sabe? – ele falou em um tom irônico, que ele sabia
que eu detestava.
Não, não sei! – eu falei no mesmo tom que ele.
Porque você não vai levar café na cama pro Sebastian?
Se é que você já não levou! – Bruno não teve o menor respeito por mim quando
disse isso.
O QUE VOCÊ DISSE? – Eu falei, já gritando.
Isso mesmo que você ouviu, Amanda! – ele levantou da
cama e veio andando na minha direção. – Você achou que eu nunca fosse
descobrir?
Do que você tá falando, Bruno? – eu disse nervosa.
Do que? ESTOU FALANDO DAS PORRAS DAS FOTOS QUE SAÍRAM
EM TUDO QUANTO FOI LUGAR DE VOCÊ NUM RESTAURANTE COM AQUELE CARA, SEGURANDO NA
MÃO DELE, CHEIO DE SORRISINHOS, É DISSO QUE EU TO FALANDO! – as palavras dele
foram como um tapa na minha cara. Ele estava fora de si.
Bruno, eu posso explicar! – eu disse, já chorando.
Mania do caralho que eu tenho de chorar por tudo.
EXPLICAR O QUE? NÃO PRECISA EXPLICAR NADA, EU JÁ
ENTENDI TUDO! – ele disse ainda gritando.
PÁRA DE GRITAR COMIGO! – eu gritei mais alto do que ele.
Ele colocou as mãos sobre a cabeça, esfregou os
cabelos, foi até uma cômoda que havia no quarto e jogou todos os meus perfumes
longe. Eu fechei os olhos com o barulho e sentei na cama com as pernas
encolhidas, nunca havia visto o Bruno daquele jeito e nem imaginado. Eu tava
com medo.
Bruno, pára! – eu pedi chorando.
Ele se voltou pra mim, e pude ver lágrimas querendo
cair dos olhos dele, Bruno estava com ódio.
Você só esperou eu sair da cidade pra fazer aquilo,
Amanda? Você acha que eu sou o que? E ainda por cima vem querer dar ceninhas de
ciúme, e eu achando engraçadinho! – ele disse furioso.
Bruno, nós só fomos almoçar! – eu disse chorando.
Só almoçar? Desde quando estamos juntos, quantas vezes
você me viu almoçando com alguma amiga e ainda por cima cheio de carinhos pra
cima dela? – ele disse olhando nos meus olhos.
Você tá fazendo escândalo a toa, Bruno! – eu falei.
A toa? Ah, muito bom! – ele disse batendo palmas. – Se
fosse comigo, você faria o que? Hein, Amanda! A SANTA Amanda!
PÁRA BRUNO! – eu disse chorando ainda mais, ele tava me
humilhando e não tinha motivo pra isso.
ELE SE DECLAROU PRA VOCÊ, AMANDA! EU SEI, NÃO SOU
IDIOTA! – Bruno disse berrando.
Eu congelei. Não é possível que tinha alguém atrás de
mim, ou será que Sebastian tinha feito aquilo, gravado tudo? Mas e as fotos?
Ai, Deus! Eu disse que esse almoço ia dar merda.
SIM! Ele se declarou pra mim, mas eu expliquei a minha
situação pra ele, Bruno! – eu falei desesperada.
Você tava era gostando das investidas dele, senão,
jamais teria ido a esse almoço! E eu, idiota, preocupado com você aqui,
enquanto você se divertia sabe onde com o tal Sebastian. – ele falou e aquilo
me magoou profundamente.
Bruno, você está exagerando e me magoando! – eu falei,
magoada.
E você acha que eu fiquei como? Sempre confiei em você,
Amanda! – ele disse ressentido. – Quando eu te liguei ontem de manhã você não
me falou nada sobre esse almoço, e não me venha dizer que foi coincidência
porque não foi! E ainda por cima, deixou um bilhete contando os detalhes do seu
almoço inesquecível! – eu arregalei os olhos. – “Ele até que é lindo, Carol,
mas já pensou se o Bruno descobre?” – ele disse imitando o que eu havia escrito
no bilhete e eu me arrependi amargamente.
Então quer dizer que se não fosse por medo de eu
descobrir você me trairia? – ele disse decepcionado.
Bruno, pra mim já chega! – eu falei, cansada. – Não
quero mais brigar, não quero discutir, não quero ouvir gritos, não quero ouvir
nada! – eu falei tapando os ouvidos e chorando. – Eu não mereço ouvir tudo
isso, não mereço mesmo!
Eu que não merecia ser enganado desse jeito, mas já que
você não quer ouvir mais nada, a porta da rua é a serventia da casa! – ele
falou aquilo e eu senti uma facada dentro de mim.
Cap. dedicado à mim..que Liindo.!!!*-*
ResponderExcluirStatus: Aguardando Loucamente pelo próximo Cap.!
nossa
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