sexta-feira, 27 de abril de 2012

CAPITULO 58 - ESPECIAL PRA BRUNA LEITTE!


Sebastian, você só pode estar brincando comigo! – eu disse, dando uma risada nervosa.
Não, acho que nunca falei tão sério na minha vida! – ele disse, pela primeira vez sem sorrir, só olhando profundamente nos meus olhos. – Eu respeito muito o seu relacionamento com o Bruno, mas não acho justo ficar dando uma de amiguinho, quando na verdade não é isso o que eu quero! – ele disse isso e eu sorri. – Você é uma mulher incrível, encantadora, não tem como não se apaixonar!
Sei que eu não devia sorrir, mas ele não foi mal educado e nem abusado em nenhum momento, só falou dos sentimentos dele, e isso não tem nada demais, pelo menos eu acho!
Olha Sebastian, muito corajoso da sua parte, mas você sabe, eu amo o Bruno, e isso é indiscutível e não quero que você fique chateado comigo ou coisa do tipo ok? – eu falei e ele assentiu. – Melhor eu ir embora! Bruno chega amanhã e tenho que arrumar algumas coisas em casa! – eu falei me levantando.
Foi um prazer, Amanda! E me desculpe por qualquer coisa! – ele disse me dando um beijo e um abraço.
Imagina! A gente se vê por aí – e saí.
PUTAMERDA! Que encrenca viu? Ainda bem que não tinha ninguém da imprensa por ali.
Voltei pra casa da Carol pra buscar as minhas coisas e depois fui pra minha casa, mas deixei um bilhete pra Carol contando tudo o que tinha acontecido.
No dia seguinte, eu ainda estava dormindo, quando escutei algumas vozes vindo do andar de baixo da minha casa, mas por incrível que pareça ninguém estava rindo. Ninguém.
Olhei no relógio, ainda eram seis da manhã, virei pro lado e dormi mais um pouco.
Algumas horas depois, acordei com o Bruno dormindo ao meu lado, mas a uma distancia considerável, geralmente ele colava em mim pra dormir. Estranhei aquilo, mas deixei pra lá. Dei um selinho demorado nele, e Bruno nem se mexeu, deveria estar exausto.
Fiz minha higiene matinal e depois fui preparar um café da manhã delicioso, com tudo o que Bruno mais gostava.
Liguei o som em um volume que eu pudesse escutar e fui preparar as coisas, quando terminei, coloquei tudo em uma bandeja e subi para o quarto novamente, Bruno ia adorar a minha surpresa, porque geralmente quem me surpreendia assim era ele.
AMOOOR! – eu chamei Bruno, carinhosa.
Ele nem se mexeu.
BRUUUUBS! – eu disse abrindo as janelas e fazendo ele cobrir a cabeça com o edredon,
Me joguei em cima dele, e Bruno enfim se pronunciou.
Sai de cima de mim, por favor, Amanda! – ele falou rude.
Eu arregalei os olhos o máximo que eu pude e parei de respirar! Porque diabos Bruno tinha falado daquele jeito comigo?
Tá louco? – perguntei pra ele.
Ele me olhou com ódio e eu me assustei, Bruno nunca tinha me olhado daquele jeito.
Eu to louco? Ou você que está se fazendo de louca, Amanda? – ele falou tão frio, que doeu no fundo da minha alma.
Não sei do que você tá falando, Bruno! – falei sem entender nada.
Não sabe? – ele falou em um tom irônico, que ele sabia que eu detestava.
Não, não sei! – eu falei no mesmo tom que ele.
Porque você não vai levar café na cama pro Sebastian? Se é que você já não levou! – Bruno não teve o menor respeito por mim quando disse isso.
O QUE VOCÊ DISSE? – Eu falei, já gritando.
Isso mesmo que você ouviu, Amanda! – ele levantou da cama e veio andando na minha direção. – Você achou que eu nunca fosse descobrir?
Do que você tá falando, Bruno? – eu disse nervosa.
Do que? ESTOU FALANDO DAS PORRAS DAS FOTOS QUE SAÍRAM EM TUDO QUANTO FOI LUGAR DE VOCÊ NUM RESTAURANTE COM AQUELE CARA, SEGURANDO NA MÃO DELE, CHEIO DE SORRISINHOS, É DISSO QUE EU TO FALANDO! – as palavras dele foram como um tapa na minha cara. Ele estava fora de si.
Bruno, eu posso explicar! – eu disse, já chorando.
Mania do caralho que eu tenho de chorar por tudo.
EXPLICAR O QUE? NÃO PRECISA EXPLICAR NADA, EU JÁ ENTENDI TUDO! – ele disse ainda gritando.
PÁRA DE GRITAR COMIGO! – eu gritei mais alto do que ele.
Ele colocou as mãos sobre a cabeça, esfregou os cabelos, foi até uma cômoda que havia no quarto e jogou todos os meus perfumes longe. Eu fechei os olhos com o barulho e sentei na cama com as pernas encolhidas, nunca havia visto o Bruno daquele jeito e nem imaginado. Eu tava com medo.
Bruno, pára! – eu pedi chorando.
Ele se voltou pra mim, e pude ver lágrimas querendo cair dos olhos dele, Bruno estava com ódio.
Você só esperou eu sair da cidade pra fazer aquilo, Amanda? Você acha que eu sou o que? E ainda por cima vem querer dar ceninhas de ciúme, e eu achando engraçadinho! – ele disse furioso.
Bruno, nós só fomos almoçar! – eu disse chorando.
Só almoçar? Desde quando estamos juntos, quantas vezes você me viu almoçando com alguma amiga e ainda por cima cheio de carinhos pra cima dela? – ele disse olhando nos meus olhos.
Você tá fazendo escândalo a toa, Bruno! – eu falei.
A toa? Ah, muito bom! – ele disse batendo palmas. – Se fosse comigo, você faria o que? Hein, Amanda! A SANTA Amanda!
PÁRA BRUNO! – eu disse chorando ainda mais, ele tava me humilhando e não tinha motivo pra isso.
ELE SE DECLAROU PRA VOCÊ, AMANDA! EU SEI, NÃO SOU IDIOTA! – Bruno disse berrando.
Eu congelei. Não é possível que tinha alguém atrás de mim, ou será que Sebastian tinha feito aquilo, gravado tudo? Mas e as fotos? Ai, Deus! Eu disse que esse almoço ia dar merda.
SIM! Ele se declarou pra mim, mas eu expliquei a minha situação pra ele, Bruno! – eu falei desesperada.
Você tava era gostando das investidas dele, senão, jamais teria ido a esse almoço! E eu, idiota, preocupado com você aqui, enquanto você se divertia sabe onde com o tal Sebastian. – ele falou e aquilo me magoou profundamente.
Bruno, você está exagerando e me magoando! – eu falei, magoada.
E você acha que eu fiquei como? Sempre confiei em você, Amanda! – ele disse ressentido. – Quando eu te liguei ontem de manhã você não me falou nada sobre esse almoço, e não me venha dizer que foi coincidência porque não foi! E ainda por cima, deixou um bilhete contando os detalhes do seu almoço inesquecível! – eu arregalei os olhos. – “Ele até que é lindo, Carol, mas já pensou se o Bruno descobre?” – ele disse imitando o que eu havia escrito no bilhete e eu me arrependi amargamente.
Então quer dizer que se não fosse por medo de eu descobrir você me trairia? – ele disse decepcionado.
Bruno, pra mim já chega! – eu falei, cansada. – Não quero mais brigar, não quero discutir, não quero ouvir gritos, não quero ouvir nada! – eu falei tapando os ouvidos e chorando. – Eu não mereço ouvir tudo isso, não mereço mesmo!
Eu que não merecia ser enganado desse jeito, mas já que você não quer ouvir mais nada, a porta da rua é a serventia da casa! – ele falou aquilo e eu senti uma facada dentro de mim.

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