sexta-feira, 13 de abril de 2012

CAPITULO 32


Chegamos ao Chile na segunda feira a tarde e eu estava ardendo em febre, no avião todos se mostraram muito preocupados comigo, mas Bruno era o pior de todos, ficou em cima de mim a viagem inteira.
Paramos rapidamente no aeroporto pra darmos alguns autógrafos e seguimos para o hotel. Cada um subiu para o seu quarto e não demoraram cinco minutos, Bruno bateu na minha porta.
Mandei chamar um médico pra você. – Ele disse e eu revirei os olhos. – Não adianta fazer essa cara, já chamei e pronto.
Eu vou deitar, to morrendo de frio. – eu disse manhosa.
Vou deitar com você! – ele disse – Não quer colocar um pijama?
Eu assenti e ele me ajudou a me trocar, deitamos e ficamos abraçadinhos vendo TV.
Não demorou muito e ouvimos batidas na porta, eu como sempre dei um pulo e Bruno riu, e levantou para abrir.
Era Dre, Ryan e um senhor de uns quarenta anos, acho que era o médico.
Boa tarde, Amanda? – ele me disse simpático.
Expliquei a ele os meus sintomas e ele mediu a minha temperatura, quase quarenta graus e Bruno quase morreu também, arregalou os olhos daquele jeito que só ele sabe e fez milhões de perguntas ao médico. Eu ria junto com Ryan das caras que ele fazia, porque quem visse de fora parecia que eu estava beirando a morte!
Então é isso, Amanda, você está com uma virose, nada sério, só recomendo repouso absoluto e manter as medicações enquanto os sintomas persistirem, ok? – o médico me disse. – Todos aqui têm meu telefone, qualquer problema é só me ligarem, meu telefone fica ligado vinte e quatro horas! – Ele se despediu e logo saiu.
Bruno os acompanhou até a porta e voltou a deitar na cama comigo.
Meu bebê tá dodói! – ele disse beijando minha testa e eu ri.
Você tinha que ver a sua cara conversando com o médico, parecia que seus olhos iam saltar! – eu o imitei e ele deu uma gargalhada alta.
Eu me preocupo com você, bobona! – ele disse e eu o beijei.
Nada de esforços físicos hein?! – ele me empurrou e falou isso brincando.
Acho que quero dormir um pouquinho, você se importa? Se quiser pode ir dar uma volta ou subir pro seu quarto, você não é obrigado a ficar com uma chata doente dormindo! – eu disse isso e ele me olhou feio.
Não fala assim, Amanda! Eu gosto de ficar perto de você, não estou aqui por obrigação e sim porque eu quero, pois tenho certeza que se fosse eu no seu lugar você faria igual, ou melhor. – ele disse isso e eu quase chorei.
Eu virei pro lado e ele ficou fazendo carinho no meu cabelo e eu dormi.
Acordei não sei quanto tempo depois, suando mais do que um porco, já estava escuro, olhei pro lado e Bruno não estava mais lá, mas tinha um bilhete perto de mim.
“Mandica, desci pra comer alguma coisa com os meninos e espero voltar antes de você acordar! FRIKIKIKIKI... A Carol ligou e disse que liga amanhã, qualquer coisa estou com o celular ligado! Beijos. Sex Dragon”
Aquilo me fez gargalhar, Bruno era tão idiota as vezes, mas isso me encantava de tal forma, que era inexplicável.
Liguei a TV e fiquei passando pelos canais, mas nem tava prestando atenção em nada, o sono tava me consumindo, não demorou mais muito tempo e Bruno abriu a porta devagarzinho, e ele estava com uma sacola nas mãos? Não acredito!
Levantei um pouco a cabeça e vi o sorriso mais lindo do mundo pra mim...
Oi! Demorei? – ele perguntou e eu neguei. – Tava tomando uma cerveja com os meninos, todos te mandaram beijos e abraços e Phil prometeu uma visita amanhã cedo!
E essa sacola? – eu perguntei.
Minhas coisas e uns chocolates pra você. – Ele riu da minha cara de criança feliz.
Vai dormir aqui? – eu perguntei.
Sim, amanhã tenho uma entrevista cedo e a tarde teremos ensaio, mas você está dispensada, só que na quarta tem que estar novinha em folha! – ele falou indo em direção ao banheiro.
E eu vou ficar aqui plantada amanhã o dia todo? – perguntei. – Não quero, Bruno!
Repouso total, você ouviu o médico! – ele falou colocando a cabeça pra fora do banheiro. – E sem reclamações!
Revirei os olhos e ouvi ele rir.
Ele voltou pra cama, já trocado e me contou como foi o jantar com os meninos. Ficamos conversando até altas horas e o sono me derrubou de novo.

Acordei com o Bruno falando alto e nervoso no celular, ele já estava arrumado pra entrevista, quando me mexi na cama, ele olhou na minha direção e foi até o banheiro, mas mesmo assim deu pra ouvir uma parte da conversa.
Não quero saber, Ryan! RESOLVA! Você é pago pra isso, e eu já disse que minha vida pessoal NÃO É capa de revista! Você tem meia hora pra resolver isso, se vira! Só me liga quando estiver resolvido! – e ouvi o barulho do celular sendo jogado em algum lugar.

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