NARRAÇÃO AMANDA:
NÃO ACREDITO NISSO! NÃO MESMO. O Bruno quer me assumir
pra todo mundo? É isso mesmo? Pára o mundo que eu quero descer! Obviamente eu
não ia dar um piti na frente dele, mas eu não podia acreditar! O que eu tinha
feito de tão bom pra Deus me dar o Bruno de presente? É melhor eu desfazer essa
cara de babaca que eu devo estar e falar com ele.
Vamos descer? – perguntei
Melhor eu ir ver se tem alguém acordado! – Bruno falou
e seu celular começou a tocar. – Ah, é o Phil.
Ele atendeu e os dois conversaram por alguns minutos, e
logo Bruno desligou.
Phil e Urbana saíram pra comprar algumas coisas, ele
disse que em uma hora eles estão aqui, então acho que a gente pode namorar um
pouquinho, o que você acha? – ele fez uma cara de safado e eu não resisti. Cedi
aos encantos do Bruno novamente.
Duas horas depois estávamos deitados na cama,
conversando, rindo, beijando, quando escutamos a porta da casa se abrir e as
gargalhadas do Phil.
Acho melhor a gente descer! – eu disse e Bruno revirou
os olhos, me fazendo sorrir, parecendo um bebê reclamão.
O dia transcorreu muito bem, nos divertimos, dançamos,
comemos, enfim, fizemos uma bagunça só. E o melhor de tudo, Bruno realmente não
se importou com ninguém que estava ali conosco, me abraçou, me beijou e me deu
muita atenção. Claro que tinham horas que eu ficava sem graça sentindo todos os
olhares sobre mim, mas ele nem se importava.
Domingo enfim havia chegado, e nós embarcaríamos pro
Chile a tarde! Eu estava ansiosa, ainda não tinha saído dos EUA em turnê com
eles!
Acordei com o Bruno me apertando e dizendo que se eu
não levantasse me atrasaria!
É, nesses dias em que a Carol não está em casa ele
sempre dorme comigo, fofo não é?
Na verdade ainda não sei bem qual é a relação que
temos, não sei se somos namorados ou só um casinho sem importância. Nosso único
problema era a imprensa que estava de olho em cada passo do Bruno. Até então
ninguém tinha implicado comigo, mas vai saber né? Melhor prevenir do que
remediar.
Eu estava manhosa e senti minha garganta enganchar.
NÃO, eu não posso ficar doente, simplesmente não posso. Mas eu bem que falei
pra ele, pra não tomarmos sorvete as duas da manhã, ele que é teimoso demais.
Bom dia, chata! – ele disse me dando um selinho. – Tá
tudo bem?
Não sei, minha garganta tá querendo doer. – eu disse
manhosa – será que posso tomar algum remédio?
Eu tenho umas pastilhas lá em casa, você arruma suas
coisas, enquanto eu vou lá arrumar as minhas, quando a van passar pra pegar a
gente, eu trago. – ele disse, fofo!
Você nem vai tomar café comigo? – falei abraçando ele
Claro, já está tudo na mesa, eu to tentando te acordar faz
umas duas horas. – ele disse rindo. – Agora vamos lá, porque eu realmente tenho
que ir, não posso me atrasar, você sabe! Ryan mata a gente, e Dre também.
Levantei e fomos tomar café, estávamos nos divertindo
como sempre quando o celular dele tocou, e como estava do meu lado na mesa,
acabei vendo de quem era a ligação.
Ele ficou sem graça e atendeu.
Alô? Oi Jéssica, tudo sim e você? – simpático demais
pro meu gosto. – Vou viajar daqui a pouco e só volto daqui 18 dias. – Porque
ele estava dando satisfações pra ela. – Ok, quando eu chegar então falo com
ele, beijos! – ele desligou e ficou me olhando com cara de riso.
O que foi? – perguntei tentando parecer indiferente.
Nada, to olhando pra você, não pode? – ele disse
irônico, e eu odiava quando ele era irônico.
Pode! – eu disse e levantei da mesa. – Já terminei, vou
arrumar minhas coisas.
Mas antes de pensar em sair da cozinha, senti a mão
dele prendendo meu braço e estremeci.
Olha aqui pra mim. – ele disse olhando no fundo dos
meus olhos. – O que foi?
Não foi nada, por quê? – eu disse, já vermelha.
Ta com ciúme? – ele perguntou rindo.
Ciume do que, homem? – eu disse, querendo rir também.
Da Jessica, oras! Ficou com essa cara quando ela ligou.
– Bruno falou e eu ri alto.
Poupe-me, né? Não to com ciúme de ninguém! – eu falei e
me soltei da mão dele.
Tá sim! – ele disse indo atrás de mim até o quarto. –
Ta morrendo de ciúme, sua cara te entrega quando você fica com ciúme de mim!
Ciume do que? A gente não tem nada sério! – eu falei e
senti ele parando e arregalando os olhos.
Ok, então, vou pra casa e depois trago as pastilhas! –
ele disse frio e ia saindo.
Droga, olha o que eu disse, tenho certeza que ele ficou
chateado comigo!
BRUNO. – eu chamei sem ter certeza que ele voltaria.
Mas ele voltou e com a maior cara de cachorro
abandonado.
Oi? – ele disse com aquela cara que eu amava.
Desculpa! – eu disse me jogando nos braços dele e
beijando todo rosto e pescoço dele. – Eu não falei nada pra te magoar, desculpa
mesmo! – e senti ele sorrir.
Então admite que ficou com ciúme? – ele disse me
apertando no abraço.
Eu olhei nos olhos dele e dei uma gargalhada.
Um pouquinho só! – eu falei e levei uma mordida na
bochecha. – Mas eu pedi desculpas não por isso, e sim pelo que eu disse! –
falei.
Ok, mas não repete mais isso hein? É claro que temos
alguma coisa, senão eu não estaria aqui com você, pode ter certeza! Agora eu
vou mesmo, senão vamos nos atrasar! Até daqui a pouco, pequena Mandica! – ele
disse isso e eu revirei os olhos.
Nos beijamos por alguns minutos e ele foi embora.
nossa amei esto amando cada capitulo
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