terça-feira, 1 de maio de 2012

CAPITULO 70


Acordei com uma dor insuportável, uma cólica muito forte, olhei pro lado e Carol não estava mais lá, e então olhei pro no celular, já eram quase três da manhã, não é possível eu ter dormido tanto assim!
Levantei devagar e fui até a janela pra respirar um pouco e ver se aquela dorzinha melhorava!
Na verdade eu tava morrendo de medo daquela dor, porque eu sabia que tava chegando a hora.
Fui acender a luz do quarto e adivinha? ACABOU A ENERGIA! Ótimo!
A dor voltou e dessa vez um pouco mais forte e o medo me invadiu.
Fui até a porta, pois queria descer pra tomar água.
Foi quando senti um liquido estranho escorrer pelas minhas pernas e uma dor lancinante...
Ajoelhei no chão e gritei...

BRUUUUUNOOOOOOOO! – A minha voz estava apavorada, mas não tinha outro jeito.
Eu não pude evitar as lágrimas, eu estava morrendo de medo, eu tinha que ir pro hospital.
Logo eu escutei passos descalços e a porta do quarto dele ser aberta de uma vez.
O que houve, Amanda? – ele perguntou vindo em minha direção com o olhar preocupado.
Eu não sei, acho que a bolsa estourou! – eu disse, desesperada.
Ele arregalou os olhos e ficou segurando a minha mão!
FAZ ALGUMA COISA HOMEM! – eu berrei de dor e ele saiu do transe.
Foi até o quarto e tentou acender a luz também.
AMANDA! Não tem energia, e agora? – ele disse, ofegante.
Sei lá, vamos pro hospital, Bruno, ta doendo! – eu disse, chorando.
Não dá Amanda! – ele disse com a mão na cabeça. – Esqueceu que o porta é automático?
PORRA, EU NÃO ACREDITO NISSO?E AGORA??? PORQUE O BRUNO SÓ FEZ UM PORTÃO NAQUELA CASA? PORQUE?
AAAAAII – eu gritei. – TÁ DOENDO BRUNO! – eu disse desesperada.
Vem, vamos até a cama! – ele disse, tentando me ajudar a levantar, mas tava difícil.
Fiz o maior esforço que pude e deitei na cama. Eu estava suando, tamanha era a minha dor.
Nunca imaginei em toda a minha vida que a dor do parto pudesse se comparar a isso, eu precisava de ajuda.
Bruno parou por uns segundos e saiu que nem louco do quarto, e voltou com uma bacia e panos.
O que é isso? – eu perguntei, a dor havia cessado um pouco.
Amanda, acho que a gente vai ter que fazer tudo sozinho! – ele disse assustado.
VOCÊ TÁ LOUCO, BRUNO? – eu gritei desesperada.
Bruno tirou a minha calcinha e levantou o meu vestido, e eu dei graças a Deus por estar depilada, sei que isso não é um pensamento pra se ter essas horas, mas foi inevitável!
Ele olhou assustado pra onde a bebê ia sair e olhou pra mim.
Amanda! – ele tava com os olhos arregalados e isso me assustou.
O que? – eu perguntei, preocupada.
Nada! Vou ligar pro seu médico! – ele saiu e a dor voltou e eu dei mais alguns gritos.
BRUUUUNOOOOO! – eu chamei novamente e me agarrei no lençol da minha cama.
Tava doendo demais!
O telefone dele tá na caixa postal! – ele disse irritado. – Vamos lá, Amanda, não posso deixar você assim. – ele disse, suando.
Bruno, não... – eu disse sem forças, tamanha era minha dor.
Você confia em mim? – ele perguntou olhando profundamente nos meus olhos e eu assenti. – Eu jamais faria algo pra machucar você, porque eu te amo, você é a razão pra eu ainda estar aqui, então, me ajuda a te ajudar. – Pronto, quando ele disse isso, o mundo parou, só minha dor que não.
Ele beijou a minha testa e lavou a mão na água com álcool que estava na bacia ao meu lado.
Eu fechei os olhos e respirei fundo, eu tinha que trazer a minha filha ao mundo. E o homem da minha vida iria me ajudar.

4 comentários:

  1. AAAAAAHHHHH G-ZUIS ele vai fazer o parto dela,PELOAMORDEDEUS quando sai o proximo capitulo?!! posta logo rapido to ficando PELAMORDEDEUS.

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  2. posta mais por favor esto morrendo de curiosidade

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  3. eu esto doida para ler próximo posta por favorr

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