quarta-feira, 2 de maio de 2012

CAPITULO 71


Ok, Amanda, eu li um pouco sobre isso! Faça força, só isso! – ele disse tentando parecer calmo, mas as mãos dele tremiam. – No três ok? – eu assenti.
Senti a dor vindo e fechei os olhos e coloquei toda a minha força naquele momento.
Uma, duas, três, quatro...sete vezes. Eu já estava perdendo as minhas forças, e olhos do Bruno estavam cheios de lágrimas.
A luz acendeu de repente, mas agora já era tarde demais pra pensar nisso.
Amanda, só mais um pouco, já to vendo a cabeça dela. – ele disse com a voz embargada.
Senti meu coração acelerar e minha vista embaçar, fiz um pouco mais de força e algo saindo de dentro de mim.
E então ouvi aquele chorinho...

NARRAÇÃO BRUNO MARS:
Não consegui evitar e nem quis evitar as lágrimas que escorreram dos meus olhos naquele momento. Eu estava com a minha filha nas mãos, e ela era tão perfeita quanto eu imaginei.
A sensação de ouvir o choro dela foi indescritível, sentimentos tão misturados, amor e emoção ao mesmo tempo.
E eu que pensava que não existia amor a primeira vista, existia sim, E estava ali na minha frente.
Minha pequena...
Lian.
Esse seria o nome da minha pequena princesa.
O choro dela ecoava pela casa, mas eu não queria deixá-la pra buscar ajuda, eu queria eternizar aquele momento na minha cabeça.
Então eu levantei com ela no meu colo e a enrolei em uma toalha que eu havia colocado em cima da cama. Beijei a testa dela, mas ela continuou chorando.
Olhei pra Amanda e ela estava toda suada e exausta, mas sorrindo.
Me dá ela aqui, Bruno! – ela disse com a voz fraca e eu entreguei Lian a ela. – Oi filha! – ela disse também muito emocionada.
Lian! – eu disse sorrindo e Amanda sorriu também. – Gostou? – eu perguntei e ela sorriu.
É lindo como ela! – ela me disse. – Nome forte!
Lian parecia ter se acalmado deitadinha ali no colo da Amanda, fiquei ali abraçado e paralisado com os dois amores da minha vida, tentando guardar aquele momento lá no mais profundo da minha alma.
Como num passe de mágica a energia voltou, mas eu não tinha condições físicas e nem emocionais de ir dirigindo até o hospital, então liguei pra uma ambulância vir buscar Amanda e Lian.
Quando a ambulância chegou, a enfermeira disse que eu poderia ir mais tarde até o hospital, e que não adiantava eu ir naquela hora, pois não ia poder ficar com elas.
MAS PRA QUE PORRA ME SERVE SER O BRUNO MARS NESSAS HORAS?

Nenhum comentário:

Postar um comentário