Fomos pra casa já eram quase quatro da manhã, meus pés
estavam enormes e eu estava caindo de sono, mas não falei nada pra não bancar a
chata de galochas.
Bruno percebendo o meu cansaço me ajudou a descer do
carro e entrar em casa, nem pensei em subir, me joguei no sofá e pronto.
Bruno riu da minha cara!
Quer uma massagem? – ele perguntou e hoje eu realmente
não tava afim de recusar.
Balancei a cabeça afirmativamente e ele riu, tirou
minhas sapatilhas e começou aquela massagem maravilhosa, com aquelas mãos
maravilhosas! Eu já disse o quanto ele está sexy com essa camisa aberta e o
botão da calça também? Sim, ele está, e muito!
Respirei fundo tentando afastar aqueles pensamentos
pecaminosos da minha cabeça, acho que eu já tava variando, porque não é
possível tanto fogo assim!
Acho que Bruno percebeu meu desconforto e perguntou se
tava tudo bem, eu só assenti, não tinha forças pra falar nada, só queria sentir
aquelas mãos, não só nos meus pés, mas no corpo todo!
Bruno continuou ali mais alguns minutos e depois
começou a subir sua pequena mão pelas minhas pernas, fazendo arrepiar até o
ultimo pela da minha nuca.
Fechei os olhos com força pra não ter que olhar
naqueles olhos, aqueles malditos olhos que me faziam esquecer até qual era o
meu nome.
Eu estava numa posição não muito confortável e Bruno
estava a uma distancia perigosa de mim.
De repente nossos olhos se encontraram e ele sorriu,
daquele jeitinho que faziam as covinhas dele aparecerem. E eu não pude evitar o
meu sorriso, tinha cansado daquela brincadeirinha de fugir do Bruno o tempo
todo.
Eu tava morrendo de saudades daquele anão. Saudade de
acordar e ser enchida de beijos, saudades de segurar na mão dele pra andarmos
juntos na rua, de preparar uma comida e ouvir os inúmeros elogios dele, de
ouvir ele cantando no meu ouvido.
Saudades DAQUELA pegada, dele falando besteiras no meu
ouvido, me chamando de gostosa!
E nossas respirações estavam muito próximas, muito
mesmo. E nossos olhos conectados por um fio.
Bruno chegou mais perto e colocou a mão delicadamente
sob a minha barriga, e então eu fechei os olhos, e senti um tremor enorme...
E ouvi aquela gargalhada.
Abri os olhos rapidamente e comecei a rir também.
Acho que nossa filha ainda tá acordada! – ele disse
rindo e eu corei.
Acho melhor eu ir deitar! – eu disse, levantando com
cuidado e Bruno arregalou os olhos pra mim.
Ei, vai dormir mesmo? – ele perguntou com cara de
cachorro sem dono.
Sim, to cansada e inchada, amanhã nos falamos! – dei um
beijo na testa dele e subi.
Se eu permanecesse naquela sala por mais um minuto,
depois iria parar na delegacia por abuso sexual!
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