terça-feira, 1 de maio de 2012

CAPITULO 68


Fomos pra casa já eram quase quatro da manhã, meus pés estavam enormes e eu estava caindo de sono, mas não falei nada pra não bancar a chata de galochas.
Bruno percebendo o meu cansaço me ajudou a descer do carro e entrar em casa, nem pensei em subir, me joguei no sofá e pronto.
Bruno riu da minha cara!
Quer uma massagem? – ele perguntou e hoje eu realmente não tava afim de recusar.
Balancei a cabeça afirmativamente e ele riu, tirou minhas sapatilhas e começou aquela massagem maravilhosa, com aquelas mãos maravilhosas! Eu já disse o quanto ele está sexy com essa camisa aberta e o botão da calça também? Sim, ele está, e muito!
Respirei fundo tentando afastar aqueles pensamentos pecaminosos da minha cabeça, acho que eu já tava variando, porque não é possível tanto fogo assim!
Acho que Bruno percebeu meu desconforto e perguntou se tava tudo bem, eu só assenti, não tinha forças pra falar nada, só queria sentir aquelas mãos, não só nos meus pés, mas no corpo todo!
Bruno continuou ali mais alguns minutos e depois começou a subir sua pequena mão pelas minhas pernas, fazendo arrepiar até o ultimo pela da minha nuca.
Fechei os olhos com força pra não ter que olhar naqueles olhos, aqueles malditos olhos que me faziam esquecer até qual era o meu nome.
Eu estava numa posição não muito confortável e Bruno estava a uma distancia perigosa de mim.
De repente nossos olhos se encontraram e ele sorriu, daquele jeitinho que faziam as covinhas dele aparecerem. E eu não pude evitar o meu sorriso, tinha cansado daquela brincadeirinha de fugir do Bruno o tempo todo.
Eu tava morrendo de saudades daquele anão. Saudade de acordar e ser enchida de beijos, saudades de segurar na mão dele pra andarmos juntos na rua, de preparar uma comida e ouvir os inúmeros elogios dele, de ouvir ele cantando no meu ouvido.
Saudades DAQUELA pegada, dele falando besteiras no meu ouvido, me chamando de gostosa!
E nossas respirações estavam muito próximas, muito mesmo. E nossos olhos conectados por um fio.
Bruno chegou mais perto e colocou a mão delicadamente sob a minha barriga, e então eu fechei os olhos, e senti um tremor enorme...
E ouvi aquela gargalhada.
Abri os olhos rapidamente e comecei a rir também.
Acho que nossa filha ainda tá acordada! – ele disse rindo e eu corei.
Acho melhor eu ir deitar! – eu disse, levantando com cuidado e Bruno arregalou os olhos pra mim.
Ei, vai dormir mesmo? – ele perguntou com cara de cachorro sem dono.
Sim, to cansada e inchada, amanhã nos falamos! – dei um beijo na testa dele e subi.
Se eu permanecesse naquela sala por mais um minuto, depois iria parar na delegacia por abuso sexual!

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