Ouvi o que a enfermeira disse e realmente eu estava
exausto também, e pra que pressa, se eu teria a vida inteira pra ficar ao lado
delas.
Antes de ir tomar um banho, liguei pro Ryan e Carol, e
Phil e Urbana que ficaram radiantes e surpresos com a noticia.
Tomei um banho e fui descansar um pouco.
Fechei os olhos e vi aquela imagem maravilhosa e
inesquecível na minha cabeça.
Agora eu era pai!
Acordei algumas horas mais tarde, com o telefone
tocando.
Era a Carol, louca, porque queria ir ao hospital
visitar Amanda e Lian.
Ok, Carola! Vou tomar um banho e um café da manhã e
daqui a pouco saio de casa! – eu disse e ela riu, se despedindo de mim e
desligando o telefone.
Me arrumei o mais rápido que consegui e fui para o
hospital, eu queria ver minha filha de novo. Agora limpinha, cheirosinha e
amamentada.
Novamente aquele alvoroço na recepção, e dessa vez
rolou até autógrafo.
Me deixaram subir para o berçário.
Tinham vários bebês ali, e eu pedi a enfermeira que
pegasse a minha, pra eu segurar...
Quando ela trouxe Lian, não tive duvidas de que era a
minha filha. Uma boneca!
Olhos grandes, branquinha, cabeluda, boquinha de
coração, e bochechuda e acreditem...
Ela tinha covinhas. As covinhas mais lindas desse
mundo.
Dei um cheirinho no pescoço dela.
Oi filha! – eu disse baixinho. – Você é muito linda e
eu sou seu papai! – eu disse rindo com cara de idiota.
Ela abria e fechava os olhinhos preguiçosamente, e ela
era muito pequena, muito menor do que eu imaginava, e eu tava com medo de
quebrar ela.
Logo a enfermeira voltou e disse que tinha que retornar
com ela ao berçário, e que eu já podia ver Amanda.
Beijei a testinha dela. – Eu te amo, filha! – eu disse
e a entreguei pra enfermeira.
Fui guiado por uma moça até o quarto onde Amanda
estava, quando abri a porta, ela me olhou com o maior sorriso do mundo.
Olá, papai! – ela disse sorrindo e ri alto. – Ela é
linda né? – ela disse e eu assenti.
Fui até ela, e a beijei, sem medo, sem receio, só com
saudades e amor, era disso que eu tava precisando e sentindo falta.
O inicio ela pareceu relutante, mas depois se entregou
ao beijo tanto quanto eu, ela se agarrou ao meu pescoço e eu a segurei pela
cintura, na cama mesmo, quando a gente quer algo, a gente dá um jeitinho ;)
Senti borboletas no estomago, como há muito tempo eu
não sentia, saudade daquele perfume, daquela boca, daquele beijo.
Não tinha mais como ela escapar, eu não ia deixar isso
acontecer novamente.
Terminamos o beijo com selinhos e nos olhamos
apaixonados.
Senti sua falta! – eu disse baixinho, ante a boca dela.
– Te amo!
Amanda fechou os olhos ao ouvir isso e abaixou a
cabeça.
O que foi? – perguntei.
Eu também senti falta de tudo isso! – ela disse tímida!
- E eu também te amo!
Obrigado por ser essa mulher que você é, linda,
sensível, marrenta demais... – eu disse rindo e ela corou. – E obrigado por me
dar o maior presente que eu poderia ganhar na vida, ela é perfeita! – ela
sorriu. – E é a minha cara. – eu disse, maroto.
Amanda gargalhou.
É, parece mesmo com você, as covinhas! – ela me disse
com os olhos brilhando. – Minha pequena Lian, de onde você tirou esse nome? –
ela perguntou.
Não sei, quando olhei pra ela, me veio esse nome na
cabeça, é um nome forte! – eu disse sincero.
É, lindo! – ela disse.
E ela já mamou? Já ficou aqui com você? – eu perguntei,
preocupado.
Sim, ficou um pouco e mais tarde de ela volta, acho que
amanhã já vamos pra casa! – ela disse, feliz.
Que ótimo! – eu disse sorrindo muito. – Tenho que
descer, a Carol quer ver você, e Ryan também! – eu disse.
Nos despedimos com um beijo bem demorado e eu saí.
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