domingo, 18 de março de 2012

Continuação CAPITULO 2


E de repente senti um medo terrível dentro de mim, medo de ficar longe de casa e não aguentar a pressão, medo de não conseguir fazer amigos em um país e em um idioma completamente diferente do meu. Eu falava inglês fluentemente, graças aos cursos que minha mãe nos obrigou a fazer desde pequena, então esse seria menos um problema, mas sei lá, senti medo de várias coisas, mas chegou a hora de desapegar.
Dei uma ultima olhada no meu quarto, apaguei a luz e fechei a porta. Desci as escadas correndo e escutei meu pai mandando a Luisa ir me chamar de novo, já eram oito e quarenta, eu realmente estava muito encrencada.
Me despedi da minha cachorra, a Pipoca, dei vários beijos nela.
Filha, vá se despedir da Maria, ela está aos prantos na cozinha – disse minha mãe com lágrimas nos olhos.
Maria trabalhava em casa desde que eu tinha seis meses, ela me conhecia do avesso, até melhor do que a minha mãe se duvidassem.
Maria – disse já com a voz embargada, e pulei nos braços dela – Vou sentir tanta saudade de você.
Eu também meu amor – ela disse limpando as lágrimas – Mas olha, muito juízo lá hein?! Nada de ficar se engraçando com aqueles branquelos e nem nada do tipo, e manda noticia todo dia.
Vou tentar fazer tudo isso – eu disse rindo em meio as lágrimas – Mas noticias prometo que eu mando todo dia, eu te amo – Abracei ela mais uma vez e saí dali antes que desistisse dessa porra de viagem.

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