Que nada, meu foco não é esse! – eu disse – Mas você
pergunta demais, fala de você. – eu já tava começando a pegar intimidade e isso
não é bom.
Bom, vamos lá, Peter Gene Hernandez é meu verdadeiro
nome, 26 anos, musico, compositor, cantor, criança, adulto, homem, apaixonado
por tudo o que faz e o principal, muito feliz. – ele disse tão rápido que
fiquei perdida.
Nossa, gostei. – eu nem sabia mais o que falar, acho
que tava com cara de idiota, como sempre – Peter!
Ele riu alto.
Prefiro que me chamem de Bruno, as vezes esqueço que
meu nome mesmo é Peter, até na casa dos meus pais me chamam de Bruno. – ele riu
e pareceu lembrar de alguma coisa.
De repente eu comecei a escutar vozes vindas do
corredor e ele piscou pra mim, não demorou muito para Ryan e Phil entrarem pela
porta.
Bom dia – Ryan disse e me beijou no rosto, e eu
respondi com toda educação que a mamãe e a Maria me deram.
Phil já foi mais caloroso e me deu um abraço e desejou
boas vindas.
Qual o problema de vocês com horários? Vocês sabem como
eu detesto atrasos, principalmente num dia como hoje. – Pela primeira vez eu vi
o Bruno sério, e os meninos com cara de criança que tinham acabado de aprontar
alguma travessura.
Desculpa, cara. O bebê tava com febre – Phil disse, se
desculpando.
Ok, cara, eu não sabia, sem problema. Mas você Ryan,
toda semana tá sendo assim, cara! Como você vai poder exigir de alguém se não
der o exemplo? – ele falou firme e Ryan abaixou a cabeça. – Bom, vamos começar
porque hoje o dia vai ser longo, fiz umas partituras com as partes em que a
Amanda vai entrar nas musicas pra ficar mais fácil. – ele disse pegando uma
pasta preta.
E quando ela entra em turnê com a gente? – Phil
perguntou, arrumando um dos microfones.
Creio que no show de sábado em Nova Iorque ela já
esteja pronta – ele disse isso com uma naturalidade e meu coração acelerou
muito rápido, como assim sábado? Hoje já era quarta feira. AI MEU DEUS, ONDE EU
ME METI.
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